O dia em que aquele timaço formado por Telê Santana foi derrubado pela pragmática Itália de Enzo Bearzot. O carrasco Paolo Rossi anotou três golos e terminou com a esperança do título mundial para uma geração dourada de jogadores formada por Zico, Sócrates, Toninho Cerezo, Falcão, Éder, Leandro, Junior entre outros. A data é tão fatídica e marcante que todos que a vivenciaram guardam até hoje lembranças relacionadas ao jogo e também a seus dramas pessoais. Eu tinha 9 anos e, como o pirralho ao lado e tantos outros milhões de brasileiros, fui às lágrimas, incrédulo, assim que o juiz trinou pela última vez o apito. Lembro perfeitamente de ter ficado apático por algumas horas, sem saber o que fazer da vida, não acreditando que os gols de Sócrates e Falcão não haviam sido suficientes. Chorava, como se meu choro pudesse fazer o árbitro voltar atrás e marcar aquela penalidade sobre o Zico (em lance que saiu com a camisa 10 totalmente rasgada por um puxão do zagueiro Gentile). Algumas horas depois da partida, no caminho para a fisioterapia, minha mãe colidiu o carro na descida de uma ladeira. Do alto de meus 9 anos tive a certeza de que aquela colisão era produto direto do fracasso de nossa seleção. Aquele dia voltei para casa desiludido com a vida, indagando o que mais estaria reservado a meu futuro.segunda-feira, abril 12, 2010
5.julho.1982 de novo...
O dia em que aquele timaço formado por Telê Santana foi derrubado pela pragmática Itália de Enzo Bearzot. O carrasco Paolo Rossi anotou três golos e terminou com a esperança do título mundial para uma geração dourada de jogadores formada por Zico, Sócrates, Toninho Cerezo, Falcão, Éder, Leandro, Junior entre outros. A data é tão fatídica e marcante que todos que a vivenciaram guardam até hoje lembranças relacionadas ao jogo e também a seus dramas pessoais. Eu tinha 9 anos e, como o pirralho ao lado e tantos outros milhões de brasileiros, fui às lágrimas, incrédulo, assim que o juiz trinou pela última vez o apito. Lembro perfeitamente de ter ficado apático por algumas horas, sem saber o que fazer da vida, não acreditando que os gols de Sócrates e Falcão não haviam sido suficientes. Chorava, como se meu choro pudesse fazer o árbitro voltar atrás e marcar aquela penalidade sobre o Zico (em lance que saiu com a camisa 10 totalmente rasgada por um puxão do zagueiro Gentile). Algumas horas depois da partida, no caminho para a fisioterapia, minha mãe colidiu o carro na descida de uma ladeira. Do alto de meus 9 anos tive a certeza de que aquela colisão era produto direto do fracasso de nossa seleção. Aquele dia voltei para casa desiludido com a vida, indagando o que mais estaria reservado a meu futuro.sábado, abril 03, 2010
quarta-feira, março 31, 2010
MUDAM OS NOMES...
(...)
“Ficamos juntos por dois anos, e eu a amei tanto quanto era realmente capaz de amar alguém, mas ela ficou no caminho de outra pessoa que, mesmo que eu não pudesse ter, dominava meus pensamentos...”
(...)
“Lori tinha uma personalidade poderosa, muito confiante e namoradeira, e fiquei lisonjeado pelo interesse dela em mim. De fato, a energia entre nós era muito forte, do tipo que existe apenas quando você encontra alguém pela primeira vez. Também era muito divertida, uma qualidade que havia desaparecido de meu relacionamento com Pattie. Quando a turnê acabou e voltei para casa, fizemos mais uma tentativa desanimada de reanimar nosso casamento, mas não colou. Percebi que minhas atenções haviam mudado. Chegara em casa há poucos dias quando de repente disse a Pattie que estava indo embora. Tinha conhecido alguém na Itália e iria ficar com ela. Eu era como uma chama ao vento, soprada para todo lado, sem nenhum interesse pelo sentimento das outras pessoas ou pelas conseqüências de minhas ações. Na minha cabeça havia me convencido de que, visto que havia acabado de entrar nos 40, estava passando pela crise da meia-idade e eu isso era explicação para tudo.”
(...)
“Francesca era de Gêmeos, totalmente imprevisível e propensa a rompantes violentos. Por outro lado, podia ser doce como mel e totalmente fascinante. O problema é que você nunca sabia qual de suas facetas encontraria. Acho que terminamos umas nove ou dez vezes naquele período, mas eu estava inteiramente viciado nela. (...) De fato, Chris gostava dela. O que eu precisava abordar em primeiro lugar, de acordo com Chris, era o que eu estava fazendo ali. Em resumo, seu conselho foi de que eu ficasse na relação até me encher ou aprender o que quer que precisasse aprender.”
(...)
“O fim do caso, quando realmente chegou, coincidiu com um incêndio elétrico em minha casa em Londres, o que pareceu um augúrio. Também vi como uma oportunidade de deixar o passado para trás e começar do zero novamente; assim esvaziei a casa, vendi toda a mobília e comecei de novo...”
(...)
“Até então, o grande obstáculo para qualquer mulher de quem eu me aproximava era Hurtwood. Amava aquela casa, já que havia passado boa parte de minha vida nela, e seria importante que qualquer mulher que entrasse em minha vida também se sentisse confortável lá. Quase todas as mulheres que levei lá acharam a casa opressiva, até mesmo ameaçadora. Talvez o astral, com todas as lembranças, fosse muito intimidante, quem sabe ? Mas desde o início Melia ficou bem. Adorou a casa, e nos divertimos muito juntos” (Eric CLAPTON – “Autobiografia”)
quarta-feira, março 17, 2010
um homem com uma dor
é muito mais elegante
caminha assim de lado
como se chegando atrasado
andasse mais adiante
carrega o opeso da dor
como se portasse medalhas
uma coroa um milhão de dólares
ou coisa que os valha
ópios édens analgésicos
não me toquem nessa dor
ela é tudo que me sobra
sofrer, vai ser minha última obra" (Paulo Leminski)
ps. a favorita do meu amigo Julio "Régua" Alves
segunda-feira, março 15, 2010
CSN & Y

A PRAGA
sexta-feira, março 12, 2010
CARROS FRANCESES
Intelectuais...
SÓ O COLORADO MESMO...
quinta-feira, março 11, 2010
BEBADOS...
E VIVA O VAN GOGH!!!, melhor buteco de Porto Alegre...
segunda-feira, março 08, 2010
Tô a perigo - praga da semana...
domingo, março 07, 2010
OLHOS NOS OLHOS
7.março.2010 – ao som de The Church
quinta-feira, março 04, 2010
IGREJA
“E por que eu teria ido à igreja aquela manhã ? Porque apesar do meu roteiro de fornicações eu também tinha momentos de tédio e vazio. E apesar de ter verdadeira ojeriza por igrejas e instituições e seitas (principalmente a igreja católica que, ao longo da história e em nome daquele deslumbrante que era Cristo, matou saqueou incendiou seres cidades e países, ah, sempre me pareceu que as ligações entre o lá de cima e o homem entraram há muito em curto-circuito, você pede pra falar com Sydney, Austrália, e te dão Carapicuíba e quejandos. Evidentemente que o Deslumbrante não mandou recados de assassinatos e torpezas, torpe é a nossa natureza, imundo e dilacerado é o homem, imundo sou eu, Crasso, mas querem saber ? Não vou falar disso não, imundos são vocês também, todos nós e se eu continuar falando não vou conseguir mais foder. E foder é tudo o que resta a homens e mulheres. Vamos às fodas, senhores. Só mais um minutinho: para mim o homem foi feito pelo demo. Na História aprendi que os cátaros, os albigenses, que naturalmente vocês não sabem quem são e devem procurar saber, também pensavam assim, isto é, que o mundo foi criado pelo demo. Muito mais lógico, não ? Dá para entender tudo melhor. Pois os católicos queimaram os cátaros no século XII (favor se informar). Eram gente de primeiríssima, esses cátaros. Eram chamados Os Perfeitos. Paremos por aqui, a coisa tende a se estender. Outra coisa: a igreja não é boba não. Já manjou que mais dia menos dia acontece uma grande cagada, e agora tenta salvar a pele com sutilezas canônicas. Por que não se desfazem de toda aquela tralha de ouro, prata e pedras preciosas que há lá no palácio deles ? Por que não dão as montanhas de terra ou vendem as montanhas de terra e propriedades e dão o dinheiro aos famintos ? Por que os papas, ao invés de discursos lengalenga, não arrancam as vestes, não pulam daquela caideirnha, não ficam nus e nus não discursam um texto veemente, apaixonado e colérico amaldiçoando os canalhas ? Não adianta ficar voando de ceca em Meca e beijando o chão. Não deviam postar-se nus numa praça e ali permanecer até que os homens entendessem que é preciso acabar com todas as clocas do poder ? Mas vamos às nossas orgásticas, gentis e menos imundas putarias. Outra coisa: não sou ingênuo não. Sei muito bem o que vão me responder e desde já respondo: não aceito. “ (Hilda Hirst – “Contos D’Escárnio – Textos Grotescos”) terça-feira, março 02, 2010
BRANCAS NOITES...
“Era uma noite maravilhosa, uma noite tal como só é possível quando somos jovens, caro leitor. O céu estava tão estrelado, um céu tão luminoso, que ao olhá-lo seríamos obrigados a nos perguntar infalivelmente: como pode viver sob um céu assim toda sorte de gente irritadiça e caprichosa? Esse também é um questionamento de quem é jovem, caro leitor, muito jovem, mas que Deus o possa inspirer-lhe muitas vezes!... Falando sobre toda sorte de senhores irritadiços e caprichosos, eu não podia deixar de recorder minha boa conduta durante todo aquele dia. Desde bem cedo começou a me afligir uma tristeza singular. Pareceu-me de repente que todos se afastavam de mim. Claro, qualquer um teria o direito de perguntar: mas quem são esses todos? Porque já faz oito anos que moro em Petersburgo, e não consegui estabelecer quase nenhuma relação. Mas para quê preciso de relações ? Eu já conheço toda Petersburgo sem isso; aí está por que me parecia que todos me abandonavam quando toda Petersburgo se levantou e partiu para o campo. Comecei a ter medo de ficar sozinho e vaguei durante três dias inteiros pela cidade numa tristeza profunda, sem entender absolutamente o que se passava comigo.” (Fiódor Dostoiévski, primeiras linhas de “NOITES BRANCAS”)FANTE
.
Não era graciosa. Sei jeito de andar era teimoso, bruto; caminhava como que desafiadoramente, por assim dizer, eu os desafio a interromperem a minha caminhada! Caminhava em ziguezague também, movendo-se de um lado da calçada até o outro, às vezes pisando no meio-fio e às vezes batendo contra as janelas de vidro laminado a sua esquerda. Mas não importa como andasse, a figura debaixo do velho casaco púrpura ondulava e serpenteava. Seu passo era longo e pesado. Eu mantinha a distância original que ela guardava entre nós.
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Sentia-me num frenesi; delirante e impossivelemente feliz. Havia aquele cheiro do mar, a suavidade limpa e salgada do ar, a indiferença fria e cínica das estrelas, a intimidade súbita e sorridente das ruas, a opulência brônzea da luz na escuridão, o langor cintilante da meia-lua. Eu amava tudo aquilo. Tinha vontade de gritar, de fazer ruídos esquisitos, ruídos novos, na minha garganta. Era como caminhar nu através de um vale cercado de belas garotas por todos os lados.” (John FANTE – “A Caminho de Los Angeles”).
segunda-feira, março 01, 2010
quinta-feira, fevereiro 25, 2010
JOHN LENNON

(...)
... John estava sempre fazendo alguma coisa e este era o motivo de nossa fascinação por ele. Ele era o rebelde que queríamos ser.
(...)... As vezes, ele falava em forma de enigmas, sua conversa era tortuosa e quase incompreensível, e quando estávamos totalmente confusos, ele ria e saía pela tangente ou dizia alguma coisa realmente inteligente, ou espirituosa, ou sarcástica. Nunca sabíamos se ele estava dizendo a verdade, e isso também nem importava. Ele era simplesmente hipnotizante.
(...)
... Ele se portava como um rebelde nato, mas acho que ele era bastante infeliz. Na verdade, ninguém conseguia se aproximar muito de John. Mesmo quando falava com as pessoas, havia uma sensação de isolamento, um ponto de ruptura além do qual não se podia ir, e não íamos mesmo.” (Tony Bramwell – “Magical Mystery Tours – Minha Vida com os Beatles)
DAS LEITURAS...
MAIS UM POUCO DE LEITURAS...
E assim caminha...
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Silas comparou um gNAL a um Brasil x Argentina, justificando sua felicidade em se livrar da peleia braba de enfrentar o Colorado na final do turno. Está certo o Sr. Silas, não ?
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Centro de Porto Alegre. Escavam um terreno nos fundos de uma casa. As paredes começam a rachar e em menos de dois dias desaba metade da casa. Ninguém ficou ferido no incidente.
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Entro no carro que está estacionado numa movimentada rua de bairro grã fino de Porto Alegre. Uma senhora encosta seu carro e fica aguardando eu sair da vaga. Uma louca encosta atrás desta senhora com seu veículo e começa a tocar a buzina sem parar. Quando estou iniciando o movimento de saída da vaga, a louca resolve finalmente contornar o carro que aguardava o local, sempre com a mão afundada na buzina. Ultrapassa o carro aos berros de "tu está ficando louca, tu está ficando louca ?"... Ao me ver saindo da vaga para seu carro e fica me olhando com sua cara de louca em surto, olhos arregalados. Assustador!
quarta-feira, fevereiro 24, 2010
VALEU MACACADA!

terça-feira, fevereiro 23, 2010
COLORADO
segunda-feira, fevereiro 22, 2010
sexta-feira, fevereiro 19, 2010
FILHO MEU, GREMISTA ?
* Texto de Bagre Fagundes
sexta-feira, fevereiro 12, 2010
DRIVEN TO TEARS
quinta-feira, fevereiro 11, 2010
RUMO AO HEXA
Dunga fez a última convocação da seleção brasileira antes da derradeira chamada para o Mundial Sudafrica 2010. Ouso apostar que dentre os 22 convocados nesta lista, 19 estão com vaga garantida para a Copa. Apenas o zagueiro Thiago Silva, o lateral Michel Alves e o meia Kleberson estão submetidos a teste neste amistoso contra a Irlanda. Talvez o porteiro Doni também tenha sua última chance neste amistoso (mas acredito que nem deva ingressar na partida); é mais provável que Gomes e Victor sejam os companheiros de Julio Cesar para o arco.quarta-feira, fevereiro 10, 2010
Ponto de Equilíbrio
segunda-feira, fevereiro 08, 2010
CARNE GUAIBEIRA
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Fundamental: não coloca molho/massa de tomate de pacote porque tira o gosto natural da comida.
Lunes con mate
quinta-feira, fevereiro 04, 2010
Caros generais, almirantes e brigadeiros
Eu ia dizer "caros milicos". Não sei se é um termo ofensivo. Estigmatizado é. Preciso enumerar as razões?
Parte da sociedade civil quer rever a Lei da Anistia. Sugeriram a Comissão da Verdade, no desastroso Programa Nacional de Direitos Humanos, que Lula assinou sem ler. Vocês ameaçaram abandonar o governo, caso fosse aprovado.
Na Argentina, Espanha, Portugal, Chile, a anistia a militares envolvidos em crimes contra a humanidade foi revista. Há interesse para uma democracia em purificar o passado.
Aqui, teimam em não abrir mão do perdão. E têm aliados fortes, como o presidente do Supremo, Gilmar Mendes, e o ministro da Defesa, Nelson Jobim, que apesar de civil apareceu num patético uniforme de combate na volta do Haiti. Parecia um clown.
Vocês pertencem a uma nova geração de generais, almirantes, tenentes-brigadeiros. Eram jovens durante a ditadura. Devem ter navegado na contracultura, dançado Raul Seixas, tropicalistas. Usaram cabelos compridos, jeans desbotados? Namoraram ouvindo bossa nova? Assistiram aos filmes do Cinema Novo?
Sabemos que quem mais sofreu repressão depois do Golpe de 64 foram justamente os militares. Muitos foram presos e cassados. Havia até uma organização guerrilheira, a VPR, composta só por militares contra o regime.
Por que abrigar torturadores? Por que não colocá-los num banco de réus, um Tribunal de Nuremberg? Por que não limpar a fama da corporação?
Não se comparem a eles. Não devem nada a eles, que sujaram o nome das Forças Armadas. Vocês devem seguir uma tradição que nos honra, garantiu a República, o fim da ditadura de Getúlio, depois de combater os nazistas, e que hoje lidera a campanha no Haiti.
Sei que nossa relação, que começou quando eu tinha 5 anos, foi contaminada por abusos e absurdos. Culpa da polarização ideológica da época.
Seus antecessores cassaram o meu pai, deputado federal de 34 anos, no Golpe de 64, logo no primeiro Ato Institucional. Pois ele era relator de uma CPI que investigava o dinheiro da CIA para a preparação do golpe, interrogou militares, mostrou cheques depositados em contas para financiar a campanha anticomunista. Sabiam que meu pai nem era comunista?
Ele tentou fugir de Brasília, quando cercaram a cidade. Entrou num teco-teco, decolou, mas ameaçaram derrubar o avião. Ele pousou, saltou do avião ainda em movimento e correu pelo cerrado, sob balas.
Pulou o muro da embaixada da Iugoslávia e lá ficou, meses, até receber o salvo-conduto e se exilar. Passei meu aniversário de 5 anos nessa embaixada. Festão. Achávamos que a ditadura não ia durar. Que ironia...
Da Europa, meu pai enviou uma emocionante carta aos filhos, explicando o que tinha acontecido. Chamava alguns de vocês de "gorilas". Ri muito quando a recebi.
Ainda era 1964, a família imaginava que fosse preciso partir para o exílio e se juntar na França, quando ele entrou clandestinamente no Brasil.
Num voo para o Uruguai, que fazia escala no Rio, pediu para comprar cigarros e cruzou portas, até cair na rua, pegar um táxi e aparecer de surpresa em casa. Naquela época, o controle de passageiros era amador.
Mas veio a luta armada, os primeiros sequestros, e atuavam justamente os filhos dos amigos e seus eleitores - ele foi eleito deputado em 1962 pelos estudantes.
A barra pesou com o AI-5, a repressão caiu matando, e muitos vinham pedir abrigo, grana para fugir. Ele conhecia rotas de fuga. Tinha um aviãozinho. Fernando Gasparian, o melhor amigo dele, sabia que ambos estavam sendo seguidos e fugiu para a Inglaterra. Alertou o meu pai, que continuou no País.
Em 20 de janeiro de 1971, feriado, deu praia. Alguns de vocês invadiram a nossa casa de manhã, apontaram metralhadoras. Depois, se acalmaram. Ficamos com eles 24 horas. Até jogamos baralho. Não pareciam assustadores. Não tive medo. Eram tensos, mas brasileiros normais.
Levaram o meu pai, minha mãe e minha irmã Eliana, de 14 anos. Ele foi torturado e morto na dependência de vocês. A minha mãe ficou presa por 13 dias, e minha irmã, um dia.
Sumiram com o corpo dele, inventaram uma farsa (a de que ele tinha fugido) e não se falou mais no assunto.
Quando, aos 17 anos, fui me alistar na sede do 2º Exército, vivi a humilhação de todos os moleques: nos obrigaram a ficar nus e a correr pelo campo. Era inverno.
Na ficha, eu deveria preencher se o pai era vivo ou morto. Na época, varão de família era dispensado. Não havia espaço para "desaparecido". Deixei em branco.
Levei uma dura do oficial. Não resisti: "Vocês devem saber melhor do que eu se está vivo." Silêncio na sala. Foram consultar um superior. Voltaram sem graça, carimbaram a minha ficha, "dispensado", e saí de lá com a alma lavada.
Então, só em 1996, depois de um decreto-lei do Fernando Henrique, amigo de pôquer do meu pai, o Governo Brasileiro assumiu a responsabilidade sobre os desaparecidos e nos entregou um atestado de óbito.
Até hoje não sabemos o que aconteceu, onde o enterraram e por quê? Meu pai era contra a luta armada. Sabemos que antes de começarem a sessão de tortura, o brigadeiro Burnier lhe disse: "Enfim, deputadozinho, vamos tirar nossas diferenças."
Isso tudo já faz quase 40 anos. A Lei da Anistia, aprovada ainda durante a ditadura, com um Congresso engessado pelo Pacote de Abril, senadores biônicos, não eleitos pelo povo, garante o perdão aos colegas de vocês que participaram da tortura.
Qual o sentido de ter torturadores entre seus pares? Livrem-se deles. Coragem.
*Publicado em "O Estado de S.Paulo" de 30 de janeiro de 2010.
Giramundo...
LA RAMBLA
sábado, janeiro 30, 2010
El cigarro, la nafta y el barrilito de cerveza
Cuando toma mate enojado le hace sonar el fondo como si el mate lo acompañara en un mismo enojo.
Le pregunté por qué hacía rezongar el mate de esa manera, y me dijo que por falta de bandoneón, que si tuviera bandoneón y supiera tocar, lo haría sonar con un tango rezongón.
- El bandoneón, Flaco – me dijo -, rezonga porque es de origen alemán y de tango no entiende ni medio.
“Aquí lo domamos a prepo, a fuerza de Ariel Martinez y Pichuco enfrente, y le dijimos “fuelle” porque resopla, pero en el fondo es un teutón que se acomoda más a la cerveza y la cantarola en pandilla que a la soledad y el vasito de caña. Fijate, Flaco, que el bandoneón es un instrumento en extinción, como la ballena blanca. Y el fuelle sobrevive gracias al aire rioplatense.
La comparación del bandoneón con la ballena me pareció un poco traída de los cabellos, porque si hay algo que no tiene relación con el tango, y la prueba está que no se la nombra en ninguno, es la ballena blanca.
Me invitó con un amargo y mientras armaba un tabaco me dijo:
- Creo que voy a dejar de fumar, Flaco.
Le dije que me alegraba mucho porque el cigarro es un veneno y una antigüedad, el cigarro ya fue, es cosa de viejos. Toto, le dije.
- ¿ Sabés lo que pasa, Flaco ? - me agregó y siguió -, que con el aumento de la nafta voy a tener que dejar de usar el viejo y querido encendedor que me acompaña desde hace añares. Viste que yo no me doy con esos modernos encendedores a gas, porque a mí el gas me marea y no me gusta andar con una garrafita en el bolsillo.
Intenté explicarle las ventajas de esos pequeños encendedores sobre su viejo armatoste de museo, pero él, como si nada, siguió desarrollando su teoría mientras con un gesto me reclamaba el mate.
- Date cuenta que gasta poco, pero el asunto es la incertiumbre, Flaco, eso de nunca saber cúando ni cúanto te aumenta, porque te dicen que por ahora no, que se está estudiando, y cuando querés acordar te zampan el aumento, y ya van varias vecer que me entero tarde y no tengo tiempo de cargar el tanque antes de la medianoche, y eso me pone fulo, Flaco, y no te digo nada si el loco de la guerra le da por atacar a Irak, porque ahí le empiezan a quemar los pozos, que son como unos brutos sopletes, y con la quema te vienen a decir que aumentó el barril, que yo no sé cómo, con los adelantos de la tecnología, siguen cargando el petróleo en barriles como si fuera la vieja cerveza, no sé si te acordás, Flaco, que el viejo para las Navidades la iba a comprar a la calle Yatay y traía el barril rodando, no sé si te acordás.
Le dije que sí, que de alguna nebulosa manera creía recordar a los vecinos llevando barrilitos de cerveza rodando, pero en medio de mi forzada remembranza lo vi echar mano al bolsillo y sacar su viejo encendedor.
Era realmente una vergüenza.
- Está muy baqueteado – me dijo mientras lo encendía.
A la tapa se le habían gastado los remaches y la tenía atada con alambre.
Es inútil, con gente así, no se puede sacar un país adelante.” ( JUCECA – Julio Cesar Castro, do libro “Laduvija, el Tape Olmedo… y un quesito pa’ picar – cuentos inéditos de Don Verídico y otras yerbas”)
Luta...
quinta-feira, janeiro 28, 2010
quarta-feira, janeiro 27, 2010
A notícia por trás da notícia
terça-feira, janeiro 26, 2010
UM CLIQUE
quinta-feira, janeiro 21, 2010
Alcool x morfina
quarta-feira, janeiro 20, 2010
terça-feira, janeiro 19, 2010
Chuva e silêncio
Smoke on the Water
Que pérola! Purple numa formação com Ian Gillian e Roger Glover, ao vivo, Nova York - 1973.
COTIDIANO
nunca mais você se arrumou
todo dia quando eu volto p'ra casa
encontro você com a cara que acordou
assim você mata nosso amor
assim você mata nosso amor
seu cabelo anda todo estragado
você anda bem mais gordinha
o seu corpo já não tem a mesma cor
nem parece com a mulher que eu tinha
antes de casar comigo
você não era assim
quero ver você bonita
esta noite p'ra mim
pois eu te amo...
depois que você casou comigo
você deixou de ser mulher carinhosa
não se interesse pelas coisas que eu faço
você já não é mulher caprichosa
você já não é tão carinhosa
você já não é tão carinhosa" (ODAIR JOSÉ)
sexta-feira, janeiro 08, 2010
quinta-feira, janeiro 07, 2010
SOLEDAD
y era tiempo de ecos
ecos del mar del viento de los pinos
la soledad a veces está verde de hojas
otras veces azul como antes era el cielo
la soledad es una hazaña
precaria por supuesto pero hazaña
busca el poder del abandono
y el abandono del poder
o sea que si abro
de par en par la soledad
cerraré por las dudas
los postigos del sueño” (Mario Benedetti)
TARDES DE VENTO
silencioso
não há nada e ninguém
Só o vento
incessante e descolorido
como naquelas tardes de inverno na praia
Sinto tua falta
daquelas tardes
de estarmos sós
do nosso próprio mundo
O mundo que ali construímos;
tínhamos tão pouco
o tão pouco que precisávamos
Tudo parecia nosso -
o mar revolto
aquela imensidão cinza a volta
o luar
o anoitecer -
até mesmo o silêncio
Noites estreladas
olhares, palavras, corpos
lua e fogo
tínhamos tudo!
1º.dezembro.2009
POR PERTO DOS TRILHOS
18.julho.2009, ao som de Canned Heat.
sexta-feira, dezembro 25, 2009
SI TE VAS
te quiero.
Si algún día te viera caer
me muero
y si te vas primero
di que vendrás
te espero.
.
Si me besas al amanecer
te alejas.
Si me besas al atardecer
te acercas
y si te vas primero
di que vendrás
te espero.
.
¿A dónde voy con mi silencio?
a donde voy silbo y ya no pienso.
.
Si algún día quisiera no estar
me escondo.
Si algún día pudieras buscar
tan hondo
y si te vas primero
di que vendrás
te espero.
.
¿A dónde voy con mi silencio?
a donde voy silbo y ya no pienso. (musica da banda LA TRAMPA - URU)
terça-feira, dezembro 22, 2009
PARIS
segunda-feira, dezembro 21, 2009
sábado, dezembro 05, 2009
LA IGNORANCIA DE CRISTO
hay dos cosas que cristo nunca llego a saber
por qué su padre resolvió abandonarlo
y por qué tuvo que nacer precisamente
en el año cero de la era cristiana. (Mario Benedetti)
sexta-feira, dezembro 04, 2009
UM MINUTO
a cidade é só barulhos
uma sinfonia desajustada
preciso d´um minuto de silêncio.
Quero escrever,
minha boca pede água
muita
o corpo pede teu abraço
e um pouco de sono
o mundo já não cabe
dentro disso tudo.
COPA 7
terça-feira, dezembro 01, 2009
ACIDENTE
quarta-feira, novembro 25, 2009
DJAVAN
PERO VENGO
y con ganas
de volver al exilio que me expulsa
y entonces me parece
que ya no pertenezco
a ningún sitio
a nadie
¿será un indicio de que nunca más
podré no ser un exilado?
¿qué aquí o allá o en cualquier parte
siempre habrá alguien
que vigile y piense
éste a qué viene?
y vengo sin embargo
tal vez a compartir cansancio y vértigo
desamparo y querencia
también a recibir mi cuota de rencores
mi reflexiva comisión de amor
en verdad a qué vengo
no lo sé con certeza
pero vengo (Mario Benedetti)
AMORES: MATILDA
Amante, tea mo e me amas e te amo:
são curtos os dias, os meses, a chuva, os trens,
são altas as casas, as arvores, e somos mais altos:
aproxima-se na areia a espuma que te quer beijar:
transmigram as aves dos arquipélagos
e crescem no meu coração tuas raízes de trigo.
Não há dúvida, amor meu, que a tempestade de setembro
Caiu com seu ferro oxidado sobre tua cabeça
e quando, entre ventanias de espinhos te vi caminhando
indefesa,
peguei tua viola de âmbar e fiquei ao teu lado,
sentindo que eu não podia cantar sem tua boca,
que eu morria se não me olhavas chorando na chuva.
Por que os quebrantos de amor na margem do rio,
por que a cantata que em pleno crepúsculo ardia em minha
sombra,
por que se fecharam em ti, “chillaneja” fragrante,
e restituíram o dom e o aroma que precisava
meu terno gasto em tantas batalhas de inverno ? (Neruda)
sábado, novembro 21, 2009
sexta-feira, novembro 20, 2009
quinta-feira, novembro 19, 2009
LUTO
.quarta-feira, novembro 18, 2009
terça-feira, novembro 17, 2009
Egoísmo...
Hipócritas
Dip for diplomatic;
'Yp for hypocratic;
Dry for dry-land tourist;
Tup for Topper Norris!
See de 'ypocrites, dem a-galang deh!
See de 'ypocrites, dem a-galang deh!
See de 'ypocrites, dem a-galang deh! Man, go!
/Instrumental break/
Dem cut - cut - cut 'gainst 'em one another;
Cut - cut - cut 'gainst 'em one another.
Oh, dem teach to love one another;
Oh, dem teach to love one another. Man, go!
/Instrumental break/
Dem a run - come - come wid a gravalicious;
Dem a run - come - come wid a gravalicious;
Dem a run-a - come-a - come-a wid a gravalicious;
Sehd, a run-a - come - come-a wid a gravalicious.
/Instrumental break/
See de 'ypocrites, dem a-galang deh!
See de 'ypocrites, dem a-galang deh!
See de 'ypocrites, dem a-galang deh!
See de 'ypocrites, dem a-galang deh! Man, go!
/Instrumental break/
Dip-a (for diplomatic);
A 'yp-a (for hypocratic);
Dry - dry - dry (for dry-land tourist);
A tup-pa - tup-pa - tup-pa (for Topper Norris)!
See de 'ypocrites, dem a-galang deh!
See de 'ypocrites, dem a-galang deh!
See de 'ypocrites, dem a-galang deh! Man, go!
segunda-feira, novembro 16, 2009
Plagiando Buko
suas obrigações com a família, compromissos,
fazer cooper, cursos de teatro, trabalhos e projetos, ir à praia, comícios, shoppings,
casamentos, funerais, cursos de línguas, cafés, festas, bares e assim por diante.
Enquanto eu vivia com esta
máquina.
Enquanto elas desempenhavam funções sociais, lutavam
contra preconceitos, desbravavam fronteiras, salvavam espécies,
e enquanto elas falavam ao telefone
Esta maquina e eu vivemos aqui
Juntos
Como estamos vivendo juntos aqui nesta noite: a máquina, os 2 cachorros, o rádio e um pouco mais.
Depois que eu morrer elas dirão (se perguntadas): “ele só gostava de dormir e beber; ele nunca queria ir a lugar algum, bem talvez ao campo de futebol, aquele lugar estúpido!”
As mulheres que conheci e com quem vivi eram muito sociáveis, sem tempo para nada, entusiasmadas, apressadas, como se alguma experiência de grande importância aguardasse por elas.
“É um grupo de new-bossa-samba, eles são demais!”
“Estou atrasada para minha aula!”
“Tenho de terminar um relatório do trabalho!”
“Estou indo ao aeroporto buscar a Ciclana que chegou de Paris!
“É a festa de aniversário surpresa da Beltrana!”
“É o casamento de uma amiga de infância!”
Entretanto, eu tenho esta máquina
Esta máquina e eu vivemos juntos
De verdade.
Uma boa menina
Quase sempre fiel.
quinta-feira, novembro 12, 2009
VELEJANDO...

quarta-feira, novembro 11, 2009
COMPETIÇÃO
e à noite
os navios frequentemente tocam suas
buzinas.
ela tem o sono leve.
ela dá um salto,
sentando-se bem reta
na cama.
"MERDA!"
"o que é? o que é?"
"pensei que você tinha peidado!"
"não dessa vez, querida..."
ela é uma boa menina;
morar comigo fez
mal aos nervos dela.
(para dizer a verdade, gosto de economizar meus
peidos
para a banheira.
aquelas bolhas cinzentas espalham
um fedor mágico)
peidar tem muito em comum com foder:
não se pode fazer o tempo todo
mas quando se faz
vem geralmente um
sentimento de orgulho
como se sua arte
o ato em si
fosse uma coisa rara e
preciosa.
eu peido mais do que fodo
e eu peido melhor do que
fodo
e estou feliz
por ser confundido
com uma buzina de navio
no meio da
noite. (Charles Bukowski)
You´re gonna miss me
You're gonna wake up one morning as the sun greets the dawn.
You're gonna wake up one morning as the sun greets the dawn.
You're gonna look around in your mind, girl, you're gonna findthat
I'm gone.
You didn't realize,
You didn't realize,
You didn't realize,
You didn't realize,
You didn't realize.
Oh! you're gonna miss me, baby.
Oh! you're gonna miss me, baby.
Oh! you're gonna miss me, child, yeah, yeah.
I gave you the warning,
But you never heeded it.
How can you say you miss my lovin,
When you never needed it?
Yeah! Yeah! Ow!
You're gonna wake up wonderin',
Find yourself all alone,
But what's gonna stop me, baby?
I'm not comin' home.
I'm not comin' home.
I'm not comin' home.
Oh, oh, oh, yeah!
sábado, novembro 07, 2009
CORAZÓN CORAZA
porque te pienso
porque la noche está de ojos abiertos
porque la noche pasa y digo amor
porque has venido a recoger tu imagen
y eres mejor que todas tus imágenes
porque eres linda desde el pie hasta el alma
porque eres buena desde el alma a mí
porque te escondes dulce en el orgullo
pequeña y dulce
corazón coraza
.
porque eres mía
porque no eres mía
porque te miro y muero
y peor que muero
si no te miro amor
si no te miro
porque tú siempre existes dondequiera
pero existes mejor donde te quiero
.
porque tu boca es sangre
y tienes frío
tengo que amarte amor
tengo que amarte
aunque esta herida duela como dos
aunque te busque y no te encuentre
y aunque
la noche pase y yo te tenga
y no. (Mario Benedetti)
quinta-feira, novembro 05, 2009
BRA-PEL da Lingerie


Que delícia hein! A dupla gNAL bem que poderia seguir o salutar exemplo.
Maiores detalhes no Blog Impedimento - clique aqui para conferir.
Perdidos en Montevideo
¿quién nos recordará?
Solos como un perro abandonado sin saber cruzar
¿quién te alimentará?
.
Solos como un niño perdido en medio de la ciudad
¿quién nos encontrará?
Solos como un viejo recordando sueños frente al mar
¿quién nos abrazará?
.
Vemos al mundo desaparecer, yo no te veo y vos ya no me ves
Y no me ves, y no te veo, perdidos en montevideo.
¿ya no cambiamos? ¿no podemos?, endurecidos como acero.
.
Solos como el viento frío y ancho del amanecer
¿quién nos podrá querer?
Solos como náufragos en medio de este temporal
¿quién nos rescatará?
.
Vemos al mundo desaparecer, yo no te veo y vos ya no me ves
Y no me ves y no te veo, perdidos en montevideo.
¿ya no cambiamos? ¿no podemos?, endurecidos como acero.
.
Qué tristeza, qué dolor
Todo lo que fuiste y lo que quedó
Quién te ha visto y quién te ve
Miro como el hambre te muerde los pies.
.
Y si el hombre es un muñeco de sueños nada más ¿para qué despertar?
Y si el hombre es un muñeco solitario, nada más ¿para qué lamentar? (LA TRAMPA)








