domingo, abril 14, 2013

Quebrando tudo!

Os Inimigos

nerudaysuperrito
Para os que salpicaram a pátria de sangue,
peço castigo.
Para o verdugo que ordenou esta morte,
peço castigo.
Para o traidor que ascendeu sobre o crime,
peço castigo.
Não vos quero como embaixadores,
tampouco em casa tranquilos,
quero ver-vos aqui julgados,
nesta praça, neste lugar.
Quero castigo.

terça-feira, abril 02, 2013

quinta-feira, março 14, 2013

Jonas Mekas

  1.  

    Um presentão para os amantes da Sétima Arte!
    Mostra Jonas Mekas na Sala P. F. Gastal
    De 19 a 24 de março de 2013

    Instáveis, pulsantes, fugidias, as imagens de Jonas Mekas preservam a mesma transitoriedade encontrada na memória, sobrepondo-se umas às outras tal qual um palimpsesto sendo permanentemente reescrito, produzindo novos sentidos sempre que novamente acessadas. Acervo colossal das lembranças de uma longa vida, elas compõem o vasto painel político e afetivo que dimensiona a obra e a estatura de seu autor.

    Amplamente debatida, a filmografia de Mekas constitui uma espécie de monolito no cenário artístico contemporâneo. Suas películas marcaram de maneira indelével a história da sétima arte, inspirando igualmente cineastas e artistas plásticos ao fazer da linguagem cinematográfica uma grande colcha de retalhos, tão caótica e aparentemente aleatória sua formidável lógica de montagem.

    Autor de filmes que romperam estética e formalmente com o cinema tradicional, Mekas logrou desenvolver uma linguagem audiovisual própria, estruturada a partir de planos curtos, obtidos com a câmera Bolex que o acompanhou por mais de 70 anos, cujos rolos de filme 16mm registraram os mais íntimos momentos de sua trajetória artística. Os diários filmados ao longo de décadas são hoje tão preciosos quanto as experiências políticas e pessoais travadas pelo artista, quer fossem nos campos de refugiados ou nos jardins da casa de Jackie O.

    Nascido na Lituânia em 1922, Mekas radicou-se em Nova York em 1949, após viver em campos de refugiados quando sua pátria foi ocupada pelos alemães. Um dos principais nomes do cinema de vanguarda estadunidense da segunda metade do século XX, o cineasta colaborou com diferentes nomes da arte contemporânea, de John Lennon e Yoko Ono a Salvador Dalí e Andy Warhol. Além do seu trabalho autoral – que inclui filmes de ficção, documentários, diários e, mais recentemente, obras de videoinstalação –, Mekas criou e mantém o Anthology Film Archives, um dos mais importante arquivos de cinema de vanguarda do mundo, e a revista Film Culture, considerada a principal publicação de crítica cinematográfica dos Estados Unidos.

    Bernardo José de Souza
    Coordenador de Cinema, Vídeo e Fotografia
    Secretaria Municipal de Cultura


    PROGRAMAÇÃO

    Ao Caminhar Entrevi Lampejos de Beleza (As I Was Moving Ahead, Occasionally I Saw Brief Glimpses of Beauty). Estados Unidos, 1970-1999 /2000, 288minutos.
    “Meus diários em filme de 1970 a 1999. O filme cobre meu casamento, o nascimento dos meus filhos. Nós os vemos crescer. Imagens da vida cotidiana, fragmentos de felicidade e de beleza. A passagem das estações em Nova York, a vida em casa, a natureza. Nada de extraordinário, nada de especial, coisas que todos nós vivemos ao longo de nossas vidas. Este filme é também meu poema de amor dedicado a Nova York, seus verões, seus invernos, suas ruas, seus parques.”

    As Armas das Árvores (Guns of the Trees). Estados Unidos, 1962, 87 minutos.

    Dois casais – um de negros e um de brancos – vivem em Nova York, onde paira, em 1960, o espectro da bomba atômica. Com interlúdios escritos e recitados por Allen Ginsberg, este filme é a única obra de ficção de Jonas Mekas.

    Cenas da Vida de Andy Warhol: Amizades e Interseções (Scenes from the Life of Andy Warhol: Friendship and Intersections). Estados Unidos, 1965-82/1990, 35minutos.
    Colagem das filmagens que Mekas fez de Warhol durante o período em que conviveram. O filme alterna sequências mostrando a dimensão pública de Warhol – vê-se sua retrospectiva no Whitney Museum, o primeiro concerto do Velvet Underground –, com outras retratando momentos cotidianos e íntimos: na praia, com amigos. Vemos Edie Sedgwick, Gerard Malanga, George Maciunas, Yoko Ono, John Lennon, Caroline e John Kennedy Jr., entre outros.

    Esse Lado do Paraíso – Fragmentos de uma Biografia Inacabada (This Side of Paradise: Fragments of an Unfinished Biography). Estados Unidos, 1968-73/1999, 35 minutos.
    Entre o final dos anos 1960 e o início dos anos 1970, Mekas passou os verões com Jackie Kennedy, sua irmã, Lee Radziwill, e seus filhos. O período ainda era muito próximo da morte trágica de Kennedy e o convívio com o cinema foi uma das maneiras que Jackie encontrou para ajudar os filhos no luto. Mais tarde, Mekas pensou em fazer uma biografia de John Kennedy, os fragmentos inacabados dessa biografia ele reuniu neste filme.

    Lost Lost Lost. Estados Unidos, 1949-63/1976, 180 minutos.
    “O período que descrevo nesses seis rolos de filme foi um período de desesperança, de tentativas de me enraizar nesta terra nova, de criar novas memórias. Nesses seis dolorosos rolos, tentei descrever os sentimentos de um exilado, meus sentimentos durante aqueles anos. (…). O sexto rolo é uma transição, ele mostra quando começamos a relaxar, quando comecei a encontrar momentos de felicidade”.

    Notas para Jerome (Notes for Jerome). Estados Unidos, 1966-74/1978, 45 minutos.

    Essa homenagem ao artista e cineasta Jerome Hill é a primeira de uma série de retratos e elegias que Mekas irá dedicar aos amigos falecidos. O Anthology Film Archives e a coleção Essential Cinema existiram graças ao apoio financeiro de Jerome Hill.

    A Prisão (The Brig). Estados Unidos, 1964, 68 minutos.
    Em 1964 Jonas Mekas assistiu à última apresentação da peça The Brig pela lendária companhia teatral The Living Theatre, antes que o grupo tivesse de desocupar o teatro no qual estava ensaiando e se apresentando. Impactado, ele convence o grupo a invadir o teatro e a reencenar o espetáculo uma última vez, na noite seguinte.

    Reminiscências de uma Viagem para a Lituânia (Reminiscences of a Journey to Lithuania). Estados Unidos, 1971/1972, 82 minutos.

    “Este filme se divide em três partes. A primeira é composta de filmes que fiz com minha primeira Bolex quando chegamos na América, sobretudo entre os anos 1950 e 1953. São imagens da minha e da vida de Adolfas [ irmão do diretor], daquilo com que parecíamos na época. A segunda parte foi filmada em 1971 na Lituânia. Quase tudo em Seminiskiai, meu vilarejo natal. Vemos minha antiga casa, minha mãe (nascida em 1887), todos os meus irmãos celebrando nossa volta. A terceira começa com um parêntese em Elmshorn, onde passamos um ano num campo de trabalhos forçados durante a guerra. Após fechar o parêntese, nos encontramos em Viena com alguns dos meus melhores amigos.”

    Restos da Vida de um Homem Feliz (Out Takes from the Life of a Happy Man). Estados Unidos, 2012, 68 minutos.
    “Em minha sala de montagem há uma estante cheia de latas de filmes que remontam aos anos 1950. É um material relacionado ao meu trabalho, de 1950 até hoje, mas que não encontrou seu lugar nos meus filmes. E todas elas estão se apagando, lentamente. Algumas já desapareceram. Quando da minha exposição na Serpentine [galeria londrina], decidi que era o momento de reunir todo esse material neste que será meu último filme em película.”

    Walden (Diários, Notas e Esboços) (Walden [Diaries, Notes & Sketches]). Estados Unidos, 1964-68/1968-69, 180 minutos.
    “Desde 1950 mantenho um diário em filme. Tenho andado por aí com minha Bolex e reagido à realidade imediata. Certos dias filmo 10 fotogramas, noutros 10 segundos, noutros ainda 10 minutos. Ou não filmo nada… Waldencontém materiais dos anos 1965-69, montados em ordem cronológica.”

    Zéfiro Torna ou Cenas da Vida de George Maciunas (Zefiro Torna or Scenes from the Life of George Maciunas). Estados Unidos, 1952-78/1992, 34 minutos.
    Homenagem ao amigo de longa data George Maciunas, lituano, como o diretor, e com quem partilhava o entusiasmo, a liberdade e o espírito anárquico que marcaram a arte dos anos 1960. O filme traz os mais belos registros das performances do Fluxus, grupo para o qual Maciunas foi determinante.



    GRADE DE HORÁRIOS

    19 de março (terça-feira)
    15:00 – As Armas das Árvores
    17:00 – A Prisão
    19:00 – Coquetel de abertura, seguido pela exibição de Cenas da Vida de Andy Warhol: Amizades e Interseções + Notas para Jerome

    20 de março (quarta-feira)
    15:00 – Cenas da Vida de Andy Warhol: Amizades e Interseções + Notas para Jerome
    17:00 – Zefiro Torna ou Cenas da Vida de George Maciunas + Esse Lado do Paraíso
    19:00 – Reminiscências de uma Viagem à Lituânia

    21 de março (quinta-feira)
    15:00 – Ao Caminhar Entrevi Lampejos de Beleza (Parte 1)
    17:00 – Ao Caminhar Entrevi Lampejos de Beleza (Parte 2)
    19:00 – Ao Caminhar Entrevi Lampejos de Beleza (Parte 3)

    22 de março (sexta-feira)
    15:00 – Reminiscências de uma Viagem à Lituânia
    17:00 – Restos da Vida de um Homem Feliz
    19:00 – Lost Lost Lost

    23 de março (sábado)
    15:00 – Zefiro Torna ou Cenas da Vida de George Maciunas + Esse Lado do Paraíso
    17:00 – A Prisão
    19:00 – Walden

    24 de março (domingo)
    15:00 – Restos da Vida de um Homem Feliz
    17:00 – As Armas das Árvores
    19:00 – Reminiscências de uma Viagem à Lituânia

terça-feira, fevereiro 12, 2013

Colorado 2013


O verão sempre traz uma época modorrenta em termos de futebol e programas futebolísticos no rádio e televisão. É aquela velha cantilena; especulações, boatarias e "chutes" sobre reforços e contratações. Novelas chatas e intermináveis. Buenas, ultrapassada a fase de pré-temporada e iniciadas as partidas e, especialmente, terminado o carnaval, já se pode ter uma idéia (mesmo que vaga) dos grupos formados. 

Aqui pelos pagos, o Colorado manteve a mesma base da última temporada. Aliás, das últimas seis ou sete temporadas. E acrescentou algumas novidades interessantes. O melhor reforço, a meu ver, é Gabriel que, possivelmente, colocará fim ao maior buraco de nosso sistema defensiva ali pela lateral direita. Guinazu é uma grande perda, tanto por sua qualificação técnica e pegada, mas, sobretudo, como figura e ídolo. Mas Williams é uma reposição de qualidade. E a saída de Guina possibilitará a utilização constante de Dátolo, que na última temporada foi vítima da limitação de 3 estrangeiros. 

Dátolo, D'Alessandro, Forlan e Damião. Com todo respeito aos adversários, trata-se do melhor quarteto final do futebol brasileiro. Não me venham com o Santos de Neymar, o Fluminense de Fred ou o Galo Mineiro de Ronaldinho-inho e Jô. O melhor quarteto ofensivo, fora de dúvidas, treina nas margens do Rio Guaíba.

E, claro, agora temos Dunga na Casamata. Um reforço considerável. O Capitão do Tetra é um cidadão plenamente identificado com as cores e com as coisas do Beira Rio. Aqui em nossos canteiros descobriu suas qualidades, aprimorou técnicas e moldou sua personalidade. Dunga saiu do Beira Rio para se tornar um dos maiores cabeças de área que o futebol brasileiro já viu em ação. E em toda sua carreira, por suas andanças, Dunga sempre carregou as lições e as tradições do Colorado em sua bagagem.

A frente da seleção, Dunga fez um dos melhores trabalhos da história do escrete canarinho. Conquistou resultados expressivos, ao vencer todas as grandes seleções do futebol mundial. Foi campeão da Copa América e da Copa das Confederações e transformou a decantada seleção argentina de Messi e companhia em freguês de caderninho. Não foi campeão do mundo por detalhe, vitimado por 45 minutos infelizes de seus comandados e, reconheçamos, pela inspirada atuação da seleção holandesa de Sneyder.

Com um bom grupo de atletas, ótimas individualidades com capacidade para decidir as partidas mais complicadas e um treinador cancheiro e identificado com as cores e tradições do clube o Colorado tem tudo para se sair bem nas competições que terá pela frente em 2013. O único senão será a falta do Gigante da Beira Rio. 

E já que falei em freguês de caderninho, já começamos a temporada marcando 2x1 na vizinhança. Colocaram a gurizada para conhecer o Papai. E o Papai, todos na Aldeia sabem, é o maior.

domingo, fevereiro 10, 2013

Tricampeão Gaúcho 1983


L. C. Winck, Benitez, A. Kaefer, M. Pastor, M. Galvão, A. Luis; agachados: S. Hickmann, Dunga, Geraldão, R. Paz e um ponta esquerda que não identifico. De toda forma, era ponta reserva, porque o titular era o Silvinho. Time Campeão Gaúcho de 1983, Tricampeão, com o Brasil de Pelotas de vice.

Em 1984 essa mesma base conquistaria o tetracampeonato, mas aí já é outra história e outro poster.

quinta-feira, novembro 15, 2012

sexta-feira, setembro 21, 2012

Baita video

Rei de Roma



Ele marcou tanto a história da Roma que passou a ser chamado Oitavo Rei de Roma. Há poucos anos, ao chegar ao Estádio Dell’Alpi, de Turim, recebeu uma homenagem poucas vezes reservada a um jogador: quando o telão mostrou que ele estava nas tribunas, o público passou a aplaudi-lo demoradamente – e não apenas a torcida da Roma.

Por isso, não surpreende o que ocorreu nesta semana: Falcão (foto), catarinense de Abelardo Luz, revelado pela base do Inter, foi eleito para integrar o Salão da Fama do Clube, que ele defendeu entre 1980 e 1985. Além dele, mais dois brasileiros estão na melhor equipe de todos os tempos: o lateral Cafu e o zagueiro Aldair. 

De todos os jogadores eleitos na promoção para marcar os 85 anos da Roma, Falcão foi o único a ser indicado por unanimidade.

(da coluna de Mario Marcos)