segunda-feira, agosto 22, 2011

Esportes Paraolímpicos



Seminário discutiu alternativas para a qualidade de vida das pessoas com deficiência
Seminário discutiu alternativas para a qualidade de vida das pessoas com deficiência

O seminário Qualidade de Vida na Deficiência, realizado nesta manhã (22), no Teatro Dante Barone, e coordenado pela presentadora da TV Assembleia Legislativa, Juliana Carvalho, apresentou o painel Esportes Adaptados e Escola Paraolímpica, com o presidente da Associação RS Paradesporto, Luiz Cláudio Portinho. A atividade integra a programação da 1ª Semana da Valorização da Pessoa com Defiência, evento promovido pelo Parlamento gaúcho por meio do programa Assembleia Inclusiva.

O debatedor fez um histórico do esporte voltado às pessoas com deficiência que culminaram na realização dos Jogos Paraolímpicos, que ocorrem sempre no mesmo ano e na mesma sede dos jogos Olímpicos. “O esporte paraolímpico passou a ganhar força a partir de projetos após a Segunda Guerra Mundial que pretendiam ajudar na recuperação de mutilados e lesados pelo conflito. Hoje as sedes olímpicas já são todas adaptadas aos atletas com deficiência, tornando-se assim um exemplo para todas as cidades”, contou Portinho.

O projeto RS Paraesporte já existe há dois anos, e se diz herdeiro de outras iniciativas voltadas ao público, que sempre trabalharam no sentido de reinserir estas pessoas no mercado de trabalho e garantir-lhes qualidade de vida. “Hoje existem diversas associações e ONG´s que trabalham com o esporte na deficiência. Mas não podemos esquecer dos pioneiros, que durante décadas levaram esta bandeira de forma totalmente independente e sem nenhuma visibilidade”, exaltou.
O presidente da Associação RS Paraesporto também se queixou da falta de apoio institucional que existe ao esporte paraolímpico no Rio Grande do Sul, que mesmo com grandes resultados segue à margem na distribuição de verbas e na criação de espaços para a prática esportiva. “Faltam políticas públicas, diria até que elas inexistem, tanto por parte dos governos municipais quanto do governo do Estado. Tudo depende apenas do esforço das pessoas envolvidas, e no esporte de alto rendimento sabemos que o ideal é o atleta estar concentrado apenas no seu desempenho. Mas não, temos que ser atletas, marketeiros, administradores, etc”, reclamou.
Escola Paraolímpica
Apresentada como a “menina dos olhos” da RS Paraesporte e como um passo importante para o desenvolvimento esportivo para os deficientes, a Escola Paraolímpica foi fruto de um grande esforço por parte dos esportistas e de seus apoiadores. Segundo Portinho, as dificuldades foram muitas, pois a verba existia e não era liberada pelos organismos públicos. “Tivemos que ingressar no Ministério Público, infelizmente, para liberar algo que tínhamos direito. Já haviam crianças interessadas, e nos sentíamos constrangidos e frustrados cada vez que as mães vinham até nós perguntar sobre o projeto”, contou.
Atualmente a grande luta é para encontrar professores especializados no trabalho com os diferentes níveis de limitações e deficiências apresentados pelos desportistas. “É inaceitável que não existam professores de educação física para participar do projeto. Mesmo a desculpa de que as universidades, de forma errada, não preparam os alunos para lidar com este público não é válida. Ninguém sai do curso sabendo tudo, para isto existe as especializações”, argumentou.
Portinho terminou sua intervenção exaltando o trabalho de muitas pessoas que auxiliam os projetos, e também as pessoas com deficiência que encontraram no esporte uma forma de obter qualidade de vida, e muitas vezes até uma forma de renda. “Já passamos daquela fase em que os deficientes eram vistos como um fardo para as famílias, pessoas dignas de pena. Hoje muitos já trabalham, e em muitos casos sustentam suas famílias. No caso do esporte, muitos já sobrevivem exclusivamente de sua prática esportiva, com bons patrocinadores, estrutura e tudo mais. Mas ainda falta para muitos rever seus conceitos”, finalizou.

sábado, agosto 20, 2011

Semana de valorização

Entre 20 e 28 de agosto acontece a I Semana de Valorização da Pessoa com Deficiência promovida pela Assembleia Legislativa gaúcha. A série de atividades gratuitas e abertas ao público visa a conscientizar a sociedade a respeito do tema e a acelerar o processo de inclusão. Palestras que tratam de autismo, qualidade de vida na deficiência, exposições fotográficas e de artes plásticas, desfile de moda inclusiva e até uma passeata no Parque Farroupilha fazem parte da programação (confira, abaixo, a programação completa). “Este é um evento de grande importância, pois busca conscientizar a sociedade e o poder público da necessidade de se trabalhar para que as políticas públicas para pessoas com deficiência se tornem uma realidade concreta”, afirma o presidente da Assembleia, deputado Adão Villaverde (PT).

“Esta é uma temática que cada vez mais ocupa os debates no Legislativo estadual. Mesmo tendo muita coisa ainda a ser feita, o nosso Legislativo, que tem a missão de ser um espaço de defesa da democracia, da tolerância e da inclusão, está sempre à disposição das pessoas com deficiência”, acrescenta Villaverde.

As atividades são promovidas pelo grupo de trabalho da Assembleia que trata do tema inclusão, formado por servidores da Escola do Legislativo Deputado Romildo Bolzan, da Superintendência de Comunicação Social, do Departamento de Gestão de Pessoas e do Fórum Democrático, e fazem parte do programa Assembleia Inclusiva. A coordenadora do grupo, a publicitária e cadeirante Juliana Carvalho, considera esta uma oportunidade ímpar para que o Legislativo faça a sua parte no que se refere ao fim das barreiras entre pessoas com e sem deficiência. “A programação da semana vai mostrar de forma atrativa e lúdica as inúmeras capacidades das pessoas com deficiência. Sim, nós podemos dançar, praticar esportes, nos dedicar à arte e também participar da moda”, avalia.

Uma sensibilização dos deputados para a temática está programada para terça-feira (23), no Salão Júlio de Castilhos, com a disponibilização de cadeiras de rodas, bengalas e o uso de vendas para que os parlamentares possam vivenciar a realidade das pessoas com deficiência.

Conheça melhor as atrações e os parceiros destas atividades:

O Ciclo Permanente de Palestras sobre Autismo abordará, no sábado (20), temas como aplicação dos tratamentos biométricos e dietas no tratamento do autismo. Tem promoção do Instituto Autismo & Vida, uma organização não governamental formada por pais de pessoas que estão no espectro do autismo. Já o Movimento SuperAção, formado por pessoas com e sem deficiência de todo o Brasil, é o parceiro na passeata marcada para domingo (21), com concentração às 10h, do Espelho d Água do Parque Farroupilha (Av. Setembrina). A iniciativa já acontece há oito anos em São Paulo, além de ter edições no Rio de Janeiro e até na Argentina. Em Porto Alegre, ocorre pela segunda vez.

No seminário sobre qualidade de vida na deficiência, na segunda-feira (22), serão tratados assuntos como Lazer e Turismo, com o presidente da Ong Caminhadores RS, Rotechild Prestes. Ele é guia de turismo com habilitação em acessibilidade, ecoturismo e turismo de aventura, além de membro do Conselho Municipal das Pessoas com Deficiência de Porto Alegre. Os esportes adaptados e a Escola Paraolímpica serão tema da manifestação de Luiz Cláudio Portinho, presidente do RS Paradesporto. A publicitária Juliana Carvalho vai falar sobre sexualidade depois da lesão medular. A apresentadora do programa Faça a Diferença da TV Assembleia é cadeirante e coordena o Movimento SuperAção no Rio Grande do Sul, além de ser autora do livro Na minha Cadeira ou na tua?.

A oficina de dança integrada comandada por Carla Vendramin, na quinta-feira (25), vai reunir pessoas com e sem deficiência para realizarem tarefas de improvisação, improvisação com objetos cênicos, composições de sequências de movimento integrado e composição em pequenos e grandes grupos. À tarde haverá demonstração de Esportes Paraolímpicos como basquete em cadeira de rodas, esgrima em cadeira de rodas, tênis de mesa adaptado e vela adaptada. As atividades do dia se encerrarão com o Sarau no Solar, no Teatro Dante Barone, com o músico com deficiência visual, o pianista Angelin Loro.

Kica de Castro, publicitária e fotógrafa, proprietária de uma agência de modelos para pessoas com deficiência desde 2007, mostra, pela primeira vez no Estado, sua exposição “Toda nudez vai ser revelada”. Além disso, faz palestra na sexta-feira (26) falando sobre sensualidade na deficiência. A fala antecede o evento mais badalado da semana: um desfile de moda inclusiva, assinado pela estilista Vitória Cuervo. Inspirada no Parque da Redenção, a coleção primavera/verão será apresentada por modelos com e sem deficiência. No casting estará a Miss Brasil com deficiência visual, Giselle Hübbe, e também a apresentadora Alice Neves.

Paula Arpini assina a exposição Pintando com a Boca. A artista tem deficiência psicomotora e pinta há 23 anos com guache sobre papel. É um exemplo de superação e das múltiplas possibilidades das pessoas com deficiência.

Programação Completa

Sábado | 20 de Agosto

1ª Edição do Ciclo Permanente de Palestras sobre Autismo

Local: Teatro Dante Barone na Assembleia Legislativa

9h Aplicação dos Tratamentos Biométricos no Autismo com Dra. Simone Pires, médica de São Paulo, especialista em protocolo DAN! (Defeat Autism Now) para o autismo. 14h Dietas no Tratamento do Autismo com Claudia Marcelino, mãe de autista, residente no Rio de Janeiro, autora do Livro “Autismo – Esperança pela Nutrição”.

Domingo | 21 de Agosto

10h 2ª Edição da Passeata Movimento SuperAção

Local: Parque da Redenção – concentração no Espelho D’água.

11h30 Abertura Oficial da I Semana de Valorização da Pessoa com Deficiência, promovida pela Assembleia Legislativa em conjunto com as aberturas da 17ª Semana Estadual e 14ª Semana Municipal da Pessoa com Deficiência. Fala de autoridades e shows.

Segunda-feira | 22 de Agosto

Seminário Qualidade de Vida na Deficiência

Local: Teatro Dante Barone na Assembleia Legislativa

8h30 Abertura

9h Lazer e Cultura com Rotechild Prestes, Presidente da ONG Caminhadores RS

10h Esportes adaptados e Escola Paraolímpica com Luiz Cláudio Porto, presidente do RS Paradesporto.

11h Sexualidade depois da lesão medular com Juliana Carvalho, autora do livro Na minha Cadeira ou na tua?

12h Encerramento

19h Apresentação do Espetáculo Celebridades com o Centro Inclusivo de Artes Legato

Segunda a Sexta-feira | 22 a 26 de Agosto

Exposição fotográfica “Toda nudez vai ser revelada” de Kica de Castro na Galeria dos Municípios


Segunda a Sexta-feira | 22 a 26 de Agosto

Exposição “Pintando com a Boca” de Paula Arpini no Espaço Novos Talentos

Terça-feira | 23 de Agosto

13h30 Exposição do Poema “Deficiências” de Mário Quintana, no Salão Júlio de Castilhos

Sensibilização com os deputados, uso de vendas, bengalas e cadeira de rodas

Quarta-feira | 24 de Agosto

14h Projeção de fotos dos estagiários com deficiência em atividade na Assembleia Legislativa no Salão Júlio de Castilhos

Quinta-feira | 25 de Agosto

9h Workshop de Dança Integrada

Local: Vestíbulo Nobre na Assembleia Legislativa

O workshop consta de aquecimento e tarefas de improvisação, improvisação com objetos cênicos, composição de sequências de movimento integrado, composição em grupos pequenos e com todo o grupo. Público de pessoas com e sem deficiência. Ministrado por Carla Vendramin.

14h Demonstração de Esportes Paraolímpicos na Esplanada

Local: Esplanada na Assembleia Legislativa

Modalidades: basquete em cadeira de rodas, esgrima em cadeira de rodas, tênis de mesa adaptado, vela adaptada.

18h30 Sarau no Solar com músico Angelin Loro, pianista consagrado e cego

Local: Teatro Dante Barone na Assembleia Legislativa

Sexta-feira | 26 de Agosto

17h Palestra com a fotógrafa Kica de Castro no Vestíbulo Nobre.

18h30 Desfile de Moda Inclusiva

Local: Vestíbulo Nobre na Assembleia Legislativa

O primeiro desfile de Moda Inclusiva do Estado será assinado pela estilista Vitória Cuervo. Inspirada no Parque da Redenção a coleção primavera/verão é feminina e terá no casting modelos com e sem deficiência valorizando as diversas formas de beleza da mulher brasileira. As roupas serão sob medida e adaptadas para cada uma, conforme suas necessidades. Entre as modelos, está a Miss Brasil com Deficiência Visual, Giselle Hubbe.

Para saber mais acesse: www.al.rs.gov.br/assembleiainclusiva

quinta-feira, agosto 18, 2011

A ERA DORIVAL


Dorival Jr. estreou bem na casa mata Colorada. Não só pelos três pontos da vitória por 1x0 contra o Botafogo, mas, acima de tudo, pela escalação equilibrada e correta da equipe. Na ausência de Índio a promoção do jovem R. Moledo. Zé Mario mantido na lateral esquerda (e se deixarem esse guri jogar, o Kleber não deixará saudades - e olha que não me encaixo entre os críticos deste último).

No meio de campo a mais do que correta retirada de W Matias da equipe e colocação de P. C. Tinga no banco de reservas, prestigiando-se o guri Elton, de ótimas atuações recentes, ao lado de Guinazu, que regressava de lesão (e foi o monstro de sempre no combate e desarme - é incrível como o Guina fica meses de fora por lesão e regressa como se nada tivesse acontecido).

Na parte ofensiva, Andrezinho - de grande participação - e D´Alessandro, menos participativo, porém com grande eficácia deram boa conta do setor da criação. E o atacante Jô começa a mostrar boas credenciais. Quando de sua contratação eu disse que se trata do companheiro ideal para Damião. E no jogo contra o Botafogo Jô começou a apresentar suas credenciais. Com a sequência de jogos, deve se firmar no time (é uma lástima que Damião foi convocado para a maldita seleção e ficará de fora de algumas partidas - atrapalhando a continuidade da dupla).

Falta ainda muito para termos um time confiável; muito mais para um time imbatível. Tenho receio de que Dorival seja como todos os outros treinadores, que na primeira partida escalam o time ideal e pretendido pela maioria da torcida, para agradar. Receio de que na sequência Dorival seja escravo da "mesmice treinadorística".

Do ponto de vista da mecânica de jogo, penso que se deva explorar mais o jogo pelos flancos, estimulando-se os laterais a alçarem bolas constantes na área inimiga. Com a presença de Jô e Damião, nossa artilharia fica pesada e eficaz. E, claro, há sempre o rebote de tais lances com oportunidades interessantes para os chutes de fora da área de Andrezinho e D´Alessandro.

Começou bem a Era Dorival. Mas é preciso cautela nos elogios.

O REI VEM AI...

Na sua última passagem pela Capital, o Rei embalou o Dia dos Namorados dos gaúchos<br /><b>Crédito: </b> Mauro Schaefer / CP Memória


O Rei Roberto Carlos tem um encontro marcado com os porto-alegrenses em outubro. O cantor, a sua orquestra e coral se apresentarão no dia 15, às 21h30min, no Gigantinho. (fonte: CORREIO DO POVO)

The Worst And The Best

"in the hospitals and jails
it's the worst
in madhouses
it's the worst
in penthouses
it's the worst
in skid row flophouses
it's the worst
at poetry readings
at rock concerts
at benefits for the disabled
it's the worst
at funerals
at weddings
it's the worst
at parades
at skating rinks
at sexual orgies
it's the worst
at midnight
at 3 a.m.
at 5:45 p.m.
it's the worst" (Charles Bukowski)

DAMIGOL NA SELEÇÃO

Dia 18 de agosto é um dia especial para o atacante colorado Leandro Damião, exatamente há um ano atrás ele marcava o gol que dava o título de Bicampeão da América para o Inter. Hoje foi convocado pelo técnico Mano Menezes para Seleção Brasileira.

E para não passar em branco vale registrar que ontem Leandro Damião marcou o gol da vitória colorada sobre o Botafogo pelo Campeonato Brasileiro.



quarta-feira, agosto 17, 2011

sexta-feira, julho 01, 2011

OPORTUNIDADE PARA CONHECER O TÉCNICO FALCÃO


A melhora do time passa sim pela aproximação de Dalessandro e Oscar e suas ótimas atuações, mas, não se pode negar, passa muito mais pela fixação do sistema de 2 volantes e 2 meias ofensivos... Sempre que atuou com Guinazu e Tinga o meio campo rendeu defensiva e ofensivamente. Não pelos nomes, mas pelo sistema. Fosse Glaydson e Bolatti ao invés de Tinga e Guinazu e teria rendido igualmente. Qualquer dupla que contemple 2 desses 4 nomes se sairá bem.

Aliás, pela equivocada utilização de 3 volantes em Abu Dabi também passou nossa derrota para o Mazembe. No mínimo desde setembro de 2010 preconizo a abolição do maldito sistema com 3 volantes:

" OS ERROS DE CELSO
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Começo pelo maior deles: morrer abraçado com os volantes. Tirar W. Mathias (ou até Guiñazu que jogou amarelado durante 60 minutos) era algo óbvio se o objetivo era a vitória. Roth precisa testar uma meia cancha com Guiñazu de cabeça de área (e movimentação limitada), Tinga, Giuliano e D’Alessandro. (BLOgNAL - COLUNA n. 188 - 13.SETEMBRO.2010)"

Roth insistiu e morreu abraçado com ele. Falcão, ao que parece, começa a eliminá-lo de vez das bandas do Beira-Rio. A conjectura atual trará um teste definitivo para as convicções de Falcão. Sem Tinga (lesionado), D'Alessandro (suspenso) e Oscar (convocado para seleção Sub20), poderá escalar uma meia cancha com Guinazu, Bolatti (ou Glaydson), R. Goulart (no lugar de Oscar) e Fabrício (no lugar do argentino). Mas poderá, também, retomar o sistema com 3 volantes, em flagrante retrocesso tático.

ESCÁRNIO AOS PRINCÍPIOS ÉTICOS

Jornal Zero Hora/RS 29/06/2011

Um escárnio aos princípios éticos, por Luis Roberto Ponte*

A gênese da Lei 8.666, que rege as licitações em nosso país, é o inciso XXI do Art. 37 da Constituição de 1988. Eu o redigi pessoalmente, com a ajuda do respeitado constituinte de esquerda FHC, solicitada para evitar mau juízo sobre a intenção do proponente, um constituinte empreiteiro.

Em 1992, o uso de enganosos mecanismos corruptores que, ao resguardo da legislação vigente, permitiam o malévolo direcionamento das obras públicas, tinha assumido um nível insuportável, gerando forte reação das empresas representadas pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). A partir dessas denúncias, passamos a estudar, com a CBIC, e outros personagens conhecedores do problema, um PL para impedir esses camuflados dispositivos. Apresentei o projeto na Câmara dos Deputados ainda em 1992, o qual, em 1993, veio a se converter na atual Lei de Licitações, 8.666.

Foram as denúncias da imprensa, da CBIC e das empresas vilipendiadas que viabilizaram a aprovação da nova lei.

O Regime Diferenciado de Contratações (RDC) que acaba de ser aprovado na Câmara dos Deputados ressuscita dispositivos obscuros do Decreto-Lei 2.300 e legaliza sorrateiros mecanismos de corrupção ainda hoje utilizados, mas apenas quando não se cumpre a Lei 8.666. O RDC escancara as portas da corrupção quando, contrariando as refletidas vedações da Lei 8.666, legaliza permissão para: 1) tornar sigilosos os orçamentos das obras (Art. 6º), mecanismo que, associado à desclassificação das propostas com preços inferiores a um valor mínimo, também mantido em sigilo até a abertura dos envelopes, era muito usado, antes da Lei 8.666, para direcionar uma obra pública ao parceiro escolhido, bastando ao governante utilizar um valor mínimo bem alto, e vazá-lo ao amigo preferido para garantir-lhe a vitória na licitação por preço tão elevado quanto desejarem, operação camuflada e simples;

2) usar critérios subjetivos no julgamento das propostas, a pretexto de nebulosos conceitos técnicos, ambientais e econômicos (Art. 4º, e vários outros dispositivos nele disseminados), que era outra forma ultraeficaz de o governo alijar quem quisesse e entregar a obra a quem desejasse;

3) juntar, na mesma licitação, a realização do projeto e da obra (Art. 9º), regime de licitação que torna impossível o indispensável julgamento objetivo, o que já enseja gravíssimas injustiças, sendo ainda mais grave terem colocado um mecanismo que permite dirigi-la ao companheiro escolhido apenas com o vazamento, a este, dos elementos da licitação, antes da publicação do edital, posto que o prazo de 30 dias estabelecido para entrega das propostas (Art. 15, II, a) é incompatível com a simultânea confecção da proposta e de um projeto sério, e impossível de ser cumprido responsavelmente por quem não tenha tido anteriores informações privilegiadas.

4) obrigar a grandes e inúteis despesas dos licitantes com a preparação de propostas e a prévia confecção de projetos, que, à exceção do vencedor, serão jogados no lixo após a licitação, impedindo, praticamente, a participação de empresas de menor porte, privilegiando os que têm mais dinheiro para desperdiçar ou mais certeza de vitória; 5) pagar valores adicionais ao empreiteiro como prêmio por desempenho, qualidade, prazos etc. (Art. 10), podendo-se imaginar o potencial de um governante inescrupuloso que disponha de um instrumento desses para aplicar em acréscimos subjetivos de pagamento em obras que somam bilhões de reais, e 6) acrescer o valor do contrato, sem qualquer limite (Art. 39), desrespeitando a barreira dos 25% estabelecida na Lei 8.666, e apenas por uma decisão da Fifa e de outros organismos não nacionais!

Qualquer leigo que leia o RDC ou o Decreto-Lei 2.300 não perceberá os malefícios dos enganosos dispositivos, posto que eles são sempre precedidos de afirmações, contrárias ao que de fato são, de que têm nobres objetivos, boas intenções e fortes razões técnicas. Somente os que vivenciaram sofisticadas discriminações percebem que essas afirmações são apenas engodos, de difícil percepção para quem não é do ramo, e que só servem para camuflar e legalizar a corrupção.

O engodo mais utilizado pelos críticos da Lei 8.666 é o de que ela é muito complexa, com exigências exageradas, e que incentiva demandas judiciais que protelam o julgamento das licitações. Nada mais falso do que essas afirmações. Os que as fazem, ou são inocentes úteis que desconhecem os detalhes da lei e se emprenham por enganosas informações, ou são mal-intencionados que a querem desmoralizar, para modificá-la, porque não se conformam que ela busque extinguir o poder de se direcionar uma concorrência para o companheiro preferido, e impossibilitar a contratação de uma obra por preços exorbitantes.

A quase totalidade das demandas judiciais nas licitações só acontece quando os seus editais desrespeitam a lei, geralmente com o objetivo de privilegiar alguma empresa.

Quem deseja licitações sem protelações por demandas judiciais, com deliberações justas e objetivas, sem possibilidade de contratação por preços exagerados, basta lutar pelo cumprimento dos dispositivos da Lei 8.666, entre os quais os que mandam fixar um preço máximo para aceitação das propostas, que deve ser determinado a partir de orçamento detalhado feito sobre um projeto bem definido e tornado público para toda a sociedade, o que já impede qualquer possibilidade de conchavos de licitantes resultarem em prejuízo para o erário.

*Ex-deputado federal, autor da Lei 8.666

quinta-feira, junho 16, 2011

Confissão

esperando pela morte como um gato que vai pular na cama sinto muita pena de minha mulher ela vai ver este corpo rijo e branco vai sacudi-lo talvez sacudi-lo de novo: "Hank!" e Hank não vai responder não é minha morte que me preocupa, é minha mulher deixada sozinha com este monte de coisa nenhuma. no entanto eu quero que ela saiba que dormir todas as noites a seu lado e mesmo as discussões mais banais eram coisas realmente esplêndidas e as palavras difíceis que sempre tive medo de dizer podem agora ser ditas: eu te amo. (Charles Bukowski)

quarta-feira, junho 15, 2011

Não vale a pena ver de novo

Repetição de velhas falhas. Erros mais do que previsíveis. Jogadores mal posicionados em campo. As semanas que o calendário concedeu a P. R. Falcão não surtiram qualquer feito na hora do vamos ver. O time apresentou os mesmo problemas de outrora. Equilíbrio e compactação, palavras tão rotineiras dentro do Beira Rio, infelizmente, são peças clássicas da retórica treinadorística. O problema é que, dentro das quatro linhas, falta equilíbrio e não há compactação alguma entre os setores. A meia cancha não protege a zaga e não consegue municiar o ataque. Os laterais, como diz o mestre C. Cabral (Rádio Band AM) ficam entre San Juan e Mendoza; nem marcam e nem apoiam. A Avenida Nei, em nosso flanco defensivo direito, continua a ser o caminho preferido para que os adversários cheguem a nossa meta. E é por ali que sofremos pelo menos 60% dos golos (o restante é dividido em 30% de bolas paradas e 10% de chutes de fora da área). Falcão concede entrevistas demonstrando tranqulidade e dizendo que não está preocupado. E, de fato, o que mais preocupa não são os resultados, mas sim a repetição de falhas e conceitos mais do que superados.

Sigo a análise em http://mundoesportivo-classicos-grenal.blogspot.com/

domingo, junho 12, 2011

terça-feira, junho 07, 2011

COMENTÁRIO COLORADO

ANO I - NUMERO 001


segunda-feira, junho 06, 2011

CHEGOU O FRIO...

Imagens do amanhecer gelado no Rio Grande.
Fotos do site METSUL





quarta-feira, maio 11, 2011

Humanidade nada humana

O Superior Tribunal de Justiça "reconheceu o status de união estável aos relacionamentos homoafetivos com base em leis infraconstitucionais. Para a relatora, as uniões de pessoas de mesmo sexo se baseiam nos mesmos princípios sociais e afetivos das relações heterossexuais. Negar tutela jurídica à família constituída com base nesses mesmos fundamentos seria uma violação da dignidade da pessoa humana. A decisão confirma a partilha de bens determinada pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) com base nas regras do Direito de Família." (clique aqui e confira a íntegra da notícia). Na semana passada, mais precisamente no dia 5 de maio, a Suprema Corte já reconhecera que a união homoafetiva encontra proteção em nosso sistema constitucional, criticando qualquer forma de discriminação (clique aqui e confira matéria).

Não quero aqui ingressar no debate do tema propriamente dito, mas fazer uma reflexão. Nesse julgamento de hoje que acabo de mencionar, no Superior Tribunal de Justiça, o recurso foi encaminhado ao Tribunal Superior por um homossexual que manteve relação homoafetiva durante 10 anos e, por força de tal fato, foi condenado a dividir com o companheiro os bens adquiridos na constância do relacionamento. O homossexual alegava exatamente que a divisão de bens importaria em ofensa a normas do Código Civil e da Lei n. 9.278/1996, que se referem à união estável como união entre um homem e uma mulher, ou às regras da sociedade de fato.

Então, estamos diante de situação em que o homossexual alegou em seu recurso, para proteger interesses financeiros e econômicos, exatamente a tese daqueles que são e sempre foram contrários ao reconhecimento das uniões homoafetivas. E, diga-se, por isso, são considerados preconceituosos e discriminadores.

Como apontei, é apenas uma reflexão que gostaria de fazer. Nessa sociedade em que estamos vivendo, os interesses econômicos e financeiros estão acima de qualquer coisa. Até mesmo de questão tão relevante como o reconhecimento de direitos a igualdade e dignidade.

E assim caminha essa nossa humanidade do século XXI...

ROBERT NESTA MARLEY


30 anos de morte...

imenso respeito


Preciso respeitar esses trabalhadores da mais alta dignidade que todos os dias quando vou chegando em casa vejo sair do galpão do Departamento de Limpeza Urbana (DMLU) com a companhia inseparável de seu carrinho de lixo e da vassoura velha de guerra. São essas figuras que na madrugada limpam as ruas da cidade, retirando dela toda a sujeira que fazemos durante o dia. Meu tributo a essas figuras, cujo trabalho é tão barato e cujo serviço prestado e tão importante.

quarta-feira, abril 27, 2011

AGUARDO RETRATAÇÃO





A vitória de domingo em Caxias do Sul produziu num único lance duas situações que exigem pronta e urgente retratação por parte de uma gama de "'doutos" do futebol pampeano. A "lambreta" que o Damião aplicou no zagueiro caxiense, deixando-o com uma lordose para o resto da vida, escancarou a técnica apurada e rara de nosso centroavante, a exigir retratação (pronta e urgente, repito) daqueles que o taxavam de tosco. E depois o lance de dinamismo, garra, força, colocação perfeita de P. C. Tinga, coroou uma exibição que pode ser denominada de "cala a boca corneteiros". Desde que Tinga ingressou em campo, a impressão foi de que o INTERNACIONAL estava com um jogador a mais e não com um a menos. o NEGO Tinga calou a boca dos "doutos" do futebol pampeano que o taxaram de ex-jogador. De minha parte, sigo no aguardo de que tais "doutos" se retratem, com prontidão e urgência, em seus espaços na grande mídia pampeana.




MANGUITA FENOMENO



26 de abril é o Dia Mundial do Goleiro. Justa homenagem a Ailton Correa Arruda, mais conhecito por Manga e, para nosotros Colorados, MANGUITA FENÔMENO. Manguita foi um arqueiro fantástico e, fora de campo, protagonizou histórias não menos espetaculares. Confira alguma delas na homenagem feita pelo jornalista C. Unzelte (clique aqui).

sábado, abril 23, 2011

DIA DO CHORO

Dia Internacional do Choro - o chorinho, pai do samba. Tributo ao Mestre Pixinguinha que hoje completaria 111 anos...


terça-feira, abril 19, 2011

segunda-feira, abril 11, 2011

sábado, abril 09, 2011

AVANTE GUERREIROS


foto oficial é de braço cruzado e sem mostrar dentes.

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RS PARADESPORTO x Lajeado - março 2011

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desfalcados, mas com o velho espírito, acrescentamos mais uma vitória no curriculo (36x30).

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avante GUERREIROS!!!

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quinta-feira, abril 07, 2011

Salve Mestres!

Desde meados de 1979 (eu tinha apenas 6 anos) convivi com greves e mais greves no colégio. Sempre estudei em Escola Pública. Lembro perfeitamente que, por volta de 82/83, houve uma greve história aqui nos pampas, na qual os "pobres" professores "mendigavam" um piso de 1,5 salários mínimos ao então Governador do Estado, Sr. Jair Soares (da ARENA, que depois virou PDS e depois foi PFL e depois DEM e agora já nem sei mais de que se 'disfarçam' esses políticos).

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Pois bem. Hoje o Supremo Tribunal Federal declarou a constitucionalidade do Piso Nacional do Magistário instituído em 2008 através da Lei 11.738 (clique e confira). Trata-se de decisão que deve orgulhar a todos os brasileiros. É claro que é de se lamentar os Estados-membros que levaram essa questão de constitucionalidade ao Supremo, negando-se a implantá-lo de forma expontânea. E vale citar aqui esses Estados: Rio Grande do Sul (sim, lamentavelmente para o povo gaúcho), Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e Ceará).

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Parabéns a minha mãe, minha tia, minhas primas... Professoras da melhor estirpe que estiveram perfiladas em tantos movimentos grevistas, que tanto sofreram e lutaram, mesmo com salários ridículos e risíveis, para criar seus filhos e para dignificar essa profissão que é das mais relevantes. Parabéns a todos os mestres por essa vitória.


R$ 1.187,97 ainda não é remuneração justa, mas já é uma evolução tremenda...

terça-feira, abril 05, 2011

GUERRILHEIRO DA NOTICIA

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Morreu Flavio Alcaraz Gomes. Transforma-se numa legenda do jornalismo. É possível discordar de suas opiniões, questionar o crime de homicídio que o mandou para o cárcere na década de 80, mas nunca de suas intenções de colocar a palavra Jornalismo (com "J" maiúsculo) no lugar que merece. Texto conciso, idéias precisas, simplicidade na escrita e um incrível desejo de transmitir a notícia aonde ela estivesse acontecendo, sempre. Correspondente de guerra, jornalista esportivo, guerrilheiro da notícia, como era entitulado o programa que comandava no final de sua carreira. Morre aos 83 anos, com muitas histórias a serem contadas.

segunda-feira, abril 04, 2011

FIZ MINHA PARTE

Atendendo a convocação, DEI UMA SÓCIA DE PRESENTE PARA O INTERNACIONAL. .

domingo, abril 03, 2011

terça-feira, março 29, 2011

segunda-feira, março 28, 2011

De cabeza

Revisão

Um dia releio aquele texto que deixei incompleto e o corrijo. Acrescento devaneios, suprimo verdades e transformo realidade em ficção. Pessoas vão ler e se identificar. Mas será tudo ficção. Repleta de devaneios e com verdades cortadas.

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Afinal de contas o tempo já passou e todas aquelas ficções outrora elaborada não se transformaram na realidade que imaginei. O tempo continua me dando lições incríveis, não consigo contrariá-lo; o preço que pago sempre é muito alto.

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agosto/2010

tua presença líquida

Esse copo de vinho
sobre a mesa
é a tua presença
em forma líquida

os restos de uma noite
líquida
sem a tua presença

depois de tanto pensar
no quão líquida
é tua presença

restou esse copo de vinho
sobre a mesa...


outubro/2010

Fim de noite

Skatistas descendo a Vasco…
O taxista com um "pito" na esquina…
O gari que varre as últimas folhas do outono…
Os últimos transeuntes da praça…
As histórias de uma vida...
Buarque e a roda viva...
Eu e minha cama bagunçada...

outubro/2010

Caminho de Los Angeles

“Simplesmente saí dali e peguei a rua atrás daquela mulher. Estava a mais de uma dúzia de passos a minha frente, caminhando apressadamente para a beira do cais. Eu realmente não sabia que a estava seguindo. Quando percebi, parei de repente e estalei os dedos. Oh! Então agora és um pervertido! Um pervertido sexual! Muito bem, muito bem, Bandini, não imaginava que fosse chegar a isso; estou surpreso! Eu hesitei, arrancando grandes lascas de unha do meu polegar e as cuspindo. Mas não queria pensar naquilo. Preferia pensar nela.


Não era graciosa. Sei jeito de andar era teimoso, bruto; caminhava como que desafiadoramente, por assim dizer, eu os desafio a interromperem a minha caminhada! Caminhava em ziguezague também, movendo-se de um lado da calçada até o outro, às vezes pisando no meio-fio e às vezes batendo contra as janelas de vidro laminado a sua esquerda. Mas não importa como andasse, a figura debaixo do velho casaco púrpura ondulava e serpenteava. Seu passo era longo e pesado. Eu mantinha a distância original que ela guardava entre nós.


Sentia-me num frenesi; delirante e impossivelemente feliz. Havia aquele cheiro do mar, a suavidade limpa e salgada do ar, a indiferença fria e cínica das estrelas, a intimidade súbita e sorridente das ruas, a opulência brônzea da luz na escuridão, o langor cintilante da meia-lua. Eu amava tudo aquilo. Tinha vontade de gritar, de fazer ruídos esquisitos, ruídos novos, na minha garganta. Era como caminhar nu através de um vale cercado de belas garotas por todos os lados.” (John FANTE – “A Caminho de Los Angeles”).

o outro quarto

há sempre alguém no outro quarto
ouvindo através da parede.
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há sempre alguém no outro quarto
que imagina o que você está fazendo
lá sem eles.
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há sempre alguém no outro quarto
que teme que você se sinta melhor sozinho.
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há sempre alguém no outro quarto
que pensa que você está pensando em alguém mais
ou que pensa que você não liga para ninguém
exceto você mesmo nesse outro quarto.
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há sempre alguém no outro quarto
que não mais se preocupa com você tanto quanto costumava.
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há sempre alguém no outro quarto
que se enfurece quando você derruba algo
ou que se incomoda quando você tosse.
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há sempre alguém no outro quarto fingindo
que lê um livro.
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há sempre alguém no outro quarto
falando por horas no telefone.
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há sempre alguém no outro quarto
e você não lembra direito quem é
e se surpreende quando fazem algum barulho
ou saem para ir ao banheiro.
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mas não há sempre alguém no outro quarto
porque às vezes não há um outro quarto.
e se não há,
às vezes não há ninguém aqui
mesmo. (Charles Bukowski)

domingo, março 27, 2011

Renato Mpbista

segunda-feira, março 21, 2011

IDEAIS COLOCADOS DE LADO

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A reunião do Conselho Deliberativo do INTERNACIONAL revelou como é fácil abrir mão de ideais pelo jogo de interesses políticos (para não dizer financeiros e de poder). Após reuniões e debates públicos, um verdadeiro "conchavão" dentro do Conselho estabeleceu uma chapa de consenso para futura eleição da diretoria do órgão e, em contrapartida, referendou a intenção da Presidência do clube de firmar parceria para a realização das obras.

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Não se conhece maiores detalhes, mas tudo indica que Luiggi ganhou verdadeira "carta branca" para se sujeitar quase que totalmente às exigências do tal LOC (Comitê local da organização do Mundial 2014). A "comissão de obras" formada a partir dessa última reunião, pouco ou nada contribuirá para evitar que o INTERNACIONAL entregue a construtura A. Gutierrez todas as rentáveis benesses que a Copa do Mundo nos traria.

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Mas a vida é assim. Vivendo e aprendendo. Exploradora agora virou parceira...

BEIRA-RIO

Nota editada pelo Movimento União Colorada.
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-----XXX--------
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Colorados,
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O Grupo União Colorada, que por quase dez anos vinha sendo responsável pelo patrimônio do INTERNACIONAL, realizando as obras e melhoramento nas gestões dos presidentes Fernando Carvalho e Vitório Píffero, reunido para deliberar sobre as obras do Gigante Para Sempre, resolve manifestar-se nos seguintes termos :
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1) O Grupo tem posição contrária a realização de Contrato de Parceria na forma proposta pela atual gestão.
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2) O União Colorada não aceita que o INTERNACIONAL seja pressionado a negociar com uma única empresa conforme pretende a diretoria.
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3) Os conselheiros do movimento têm absoluta certeza de que as obras estão dentro do cronograma e que NENHUM ESTÁDIO entre os escolhidos para a Copa está tão adiantado quanto ao Gigante Da Beira Rio.
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4) Mesmo os órgãos públicos não têm hoje condições de oferecer garantias quanto a prazos, nos termos em que se diz exigir o comitê local da FIFA.
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5) Na verdade, nenhum comunicado oficial chegou ao clube referindo alguma data como limite para a apresentação das garantias, conforme o próprio presidente.
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6) Ao contrário do afirmado, na parceria proposta não estará o INTERNACIONAL transferindo só receitas a serem obtidas. Transfere, sim, os atuais camarotes e suítes, transfere locais nobres para cadeiras e locais VIP.
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7) Entregará, ainda, o Clube à “parceira”, perto de R$ 50.000.000,00 de imediato, em obras já realizadas e valores em caixa e a receber.
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8) Pagará o INTERNACIONAL à parceira perto de R$ 100.000.000,00 a mais do que gastaria se mantida a forma hoje adotada.
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9) O Movimento UNIÃO COLORADA repudia o argumento absurdo de que não temos outra saída, porque as empreiteiras já se acertaram e não haverá outras propostas. Trata-se de patrimônio do SÓCIO COLORADO exigindo tratamento ético de parte dos responsáveis.
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10) O modelo atual não exclui parceria alguma e permite negociação cômoda com construtoras , inclusive e , em especial, com entorno, ou seja, hotéis, centro de convenções, Gigantinho, etc.
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O movimento UNIÃO COLORADA pretende que o S.C. INTERNACIONAL seja dono de sua casa, que tenha a segurança que o nome de seu estádio não será mudado e que o time de futebol possa jogar e treinar em seu campo principal sem pedir licença a nenhuma empreiteira.
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Queremos a Copa, podemos fazer o “ Gigante para Sempre” nosso e já demonstramos que temos condições de fazê-lo.União Colorada

sábado, março 19, 2011

Catástrofe nuclear




"Em 90 dias, os riscos causados pela iodina radiativa desaparecerão, porque ela se desintegrará. Mas os isótopos mais nocivos – césio e estrôncio – durarão 30 anos. E são voláteis.
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No acidente de Three Mile Island, estrôncio foi detectado a 220 quilômetros do reator. Termina no leite das vacas e não desaparece por 300 anos. As emissões dos reatores japoneses vão durar um ano e conterão elementos que permanecerão na natureza por três séculos, no melhor dos casos. Se houver uma explosão, será muito pior.

(...)


Em Chernobyl houve um derretimento e a faixa de águas subterrâneas contaminadas está aos poucos expandindo-se até Kiev, uma cidade muito grande distante cerca de 130 quilômetros. Não é algo fácil de mitigar.


(...)


O Japão e sua indústria nuclear fizeram investimentos muito pesados em energia nuclear. Também depois de Three Mile Island e de Chernobyl, afirmou-se que não haveria problemas, até que eles apareceram. Por isso, não acredito muito em pronunciamentos oficiais na primeira semana de um acidente." (David Case - The Global Post).





*Publicado originalmente no site Outras Palavras – http://www.outraspalavras.net/2011/03/15/a-sombra-da-catastrofe-nuclear/

sexta-feira, março 18, 2011

IMPERDÍVEL


quinta-feira, março 17, 2011

Missão Cumprida e alma tranquila


O INTERNACIONAL cumpriu a missão em Cochabamba. Mas, adianto, a vitória não serve de parâmetro para congecturas ou definições. O baixo nível técnico e tático do adversário afasta qualquer possibilidade de se fazer juízos. Porém, é fato que o Colorado, hoje, atendeu uma antiga máxima do futebol, que preconiza a necessidade de vencer, com goleada, adversários fracos. Construímos um placar de 4x1 com todos os gols derivados de bola rolando. O último, aliás, foi uma pintura e revelou toda a categoria e qualidade do lateral Kleber (por vezes contestado, inclusive por boa parte da torcida).

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A vitória, a propósito, começou a se contruir já na definição do onze inicial. A saída de W. Matias para o ingresso de Tinga representou avanço. Mais pela qualidade de Tinga do que pela alteração de sistema tático. Continuamos a jogar com três volantes, mas ao menos Roth não cometeu a heresia de sacar o jovem Oscar da equipe para montar uma meia cancha com 4 volantes. Teria sido uma heresia sem precedentes! Ainda não foi o time corajoso com um quadrado na meia cancha (Bolatti, Guina ou Tinga, Oscar, D'Alessandro - Andrezinho na sua ausência) mais R. Sóbis e Damião na frente. Com essa escalação, afirmo, correríamos o mundo a desafiar os grandes da Europa e regressaríamos consagrados com uma penca de vitórias na bagagem.

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Mas essa formação vive apenas em sonhos. Por enquanto, vamos com o losango de Roth. Ao menos os 3 volantes possuem atributos, o que minora a má escolha tática. Bolatti se sai muito bem na cabeça de área, Guinazu é o velho pulmão e Tinga continua a funcionar como um belo motor. Só não gosto de ver Tinga jogando como ponta de lança como está. E aí, exatamente, reside a discórdia. Por que não termos Oscar e D'Alessandro, jogadores da posição, a fazer tal função ?

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No mais, repetiu-se um golo contrário de cabeça numa falha de Nei. Por que Nei é colocado para cabecear a primeira bola se não possui o atributo do cabeceio e nem altura para tal ? E ainda tivemos de suportar o ingresso de W. Matias por Tinga que diminuiu, bastante, o padrão de jogo. Torcer para time de Roth é isso, conviver com a teimosia, falta de coragem e "mesmisse" tática.

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Por fim, não posso deixar de manifestar minha imensa alegria e satisfação com a venda de Alecsandro (clique e confira notícia). Aliás, foi a notícia dada pelo porteiro do prédio Gilvan que me fez acessar a internet e me provocou a editar essa postagem. Tchê, vou dormir com a alma tranquila hoje...

Assado

terça-feira, março 15, 2011

GARANTIAS


GARANTIAS I
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A semana inicia com novas reuniões do Conselho Deliberativo para tratar do tema obras no complexo Beira-Rio. Apenas debates, pois a votação está marcada para a próxima segunda-feira (21.março), conforme edital. Infelizmente, o andar da carruagem aponta para a vitória do “entreguismo”. Entregaremos a exploração de nosso patrimônio a uma grande empreiteira, obedecendo pressões do Comitê Copa do Mundo (leia-se Casa Bandida do Futebol – CBF –, Ministério dos Esportes e FIFA). Num jogo de interesses que gira em torno de R$ 1 bilhão, ficaremos a ver navios e a aguardar 20 anos para tomar posse de um patrimônio que, em duas décadas, estará, fatalmente, dilapidado pela exploração comercial.
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GARANTIAS II
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Em contrapartida, para demonstrar toda nossa hospitalidade, ingressaremos nessa legítima “bocada” com os mais de R$ 50 milhões já auferidos com a venda do terreno da Silveiro e dos 26 camarotes negociados cada um por R$ 1 milhão. E é exatamente esse o maior absurdo de toda stiuação. Além de abrirmos mão dos benefícios, ainda concorreríamos com os riscos do negócio, pagando parte da obra. Um absurdo total! E não é só. Surge hoje, na reunião do Conselho, um dado que até agora não se conhecia. A proposta da A. Gutierrez ainda contempla a participação do “parceiro” em 12% das arrecadações futuras de bilheteria do INTERNACIONAL. Sim, isso mesmo, 12% de nossas bilheterias seriam da empreiteira.
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GARANTIAS III
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Colocaríamos nosso prestígio, força de marketing e pujança de mais de 7 milhões de apaixonados torcedores, tudo em benefício total da tal empreiteira-amiga-da-casa-bandida-e-da-FI-FA. Sem contar, é claro, que a empreiteira será favorecida com isenções de impostos municipais, estaduais e federais, além de linhas de crédito do BNDES. Com todo respeito, essa questão ultrapassa, e muito, as fronteiras do futebol ou da álea privada do INTERNACIONAL. Trata-se de questão do mais alto interesse público, face aos dinheiros e favores fiscais envolvidos.
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GARANTIAS IV
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Aliás, algumas questões clamam atenção. Por que o INTERNACIONAL é o único pressionado por esse Comitê espúrio, quando se sabe que Salvador, São Paulo, Natal e outras cidades sequer iniciaram obras de construção de seus estádios ? Por que se exige que o INTERNACIONAL entregue seu patrimônio a um “parceiro”, quando no Paraná foi o Governo do Estado que, mediante lei, assegurou que Curitiba cumprirá com os encargos da FIFA ? Já que falei em São Paulo, por que o tricolor paulista pulou fora do jogo na primeira pressão de sofreu desse Comitê espúrio ?

GARANTIAS V
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Apenas com a arrecadação das vendas das “Cadeiras VIPs” já teremos condições de arcar com as obras. Serão 2.000 cadeiras construídas exatamente na mesma linha das “Cadeiras Perpétuas”, porém localizadas no lado oposto do Estádio (acesso pela Padre Cacique). Seu preço: R$ 50.000,oo. Prazo de uso: 20 anos. Receita total auferida pelo INTERNACIONAL: R$ 100 milhões. Ou seja, exatamente o que falta para fechar os R$ 150 milhões do projeto GIGANTE PARA SEMPRE. Alguém duvida que essas 2.000 cadeiras serão vendidas em poucas semanas ? Olha aqui ô, não precisa nem muita campanha de marketing.
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GARANTIAS VI
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E ainda teríamos, portanto, mais alguns camarotes e suítes para negociar. Sem contar, é claro, na viabilidade de construirmos o hotel, o shopping e o prédio de estacionamento, com tranqüilidade, sem pressa, porque não se tratam de exigências do caderno de encargos da FIFA. Vamos parar de forçar a barra. O INTERNACIONAL poderá se beneficiar dos favores fiscais, das linhas de financiamento e, acima de tudo, dos mais de R$ 1 bilhão que circularão em torno da realização da Copa do Mundo de 2014. Por que abrir mão de tudo isso e ceder tais benesses a uma empreiteira ?

TÁ EXPLICADO


quinta-feira, março 03, 2011

Mundial 2014

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É duro admitir, mas estamos numa tremenda sinuca de bico. Se ficar o bicho come e se correr o bicho pega, é mais ou menos essa a situação. Abrir mão de ser sede da Copa do Mundo é comprar uma briga complicada com a Casa Bandida e, principalmente, a FIFA. E nem preciso elencar aqui os vários exemplos disso. Lidar com a FIFA é como lidar com a máfia, e todos sabemos o que acontece com quem se mete com essa gente e depois lhes contraria os interesses.

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Fazer a reforma do Beira-Rio com recursos e iniciativas próprias é sim muito custoso. Pode acarretar gastos não planejados e, inclusive, dificultar a administração do futebol. Pode sim. Mas ainda é o caminho correto a seguir. Não podemos deixar de vislumbrar o que representará a reforma do Gigante da Beira Rio para os futuros anos do INTERNACIONAL. Tivéssemos o pensamento "pequeno" que hoje têm esses que defendem entregar a obra a uma construtora e, certamente, hoje não seríamos proprietários do Estádio Beira Rio e nem do Complexo do Parque Gigante. E, sempre é bom lembrar, na sequência da construção do Gigante, exatamente 6 anos após sua conclusão, ou seja, ainda sob as consequências da peripécia financeira que o erguimento do estádio, alçamos vôos nunca antes imaginados, com a conquista do tricampeonato nacional.

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E não venham me dizer que a época era outra, porque construir um estádio sempre foi algo muito caro. De outra parte, é preciso ter em mente que não vamos entregar o encargo para a construtora, mas sim um grande benefício. Então por que não administrar esse benefício em prol do clube ? Vamos parar de pensar nas dificuldades dessa reforma e focar nos seus benefícios para o clube. Deve-se ainda lembrar que o clube já amealhou algo em torno de R$ 50 milhões com a venda de 21 camarotes/suítes e do terreno da avenida Silverio. E tal montante, também é bom lembrar, possui vinculação à obra em foco, não podendo ser utilizado para outras finalidades.

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Conversei hoje com um Conselheiro e lhe indaguei a respeito da destinação de tais verbas em caso de fecharmos com uma construtora. A resposta foi de que esse dinheiro será utilizado para ofertar uma "contrapartida" à empreiteira. Ou seja, além de entregarmos, de mão beijada, todas as benesses que essa obra renderá, durante sabe-se lá quantos anos, ainda entregaremos um "dinheirinho" para ajudar na construção.
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E tem outro detalhe: por que a obra do Sr. Aod e da construtora tem custo de R$ 300 milhões enquanto a obra do INTERNACIONAL é orçada em R$ 150 milhões. É muita cara de pau, para dizer o mínimo.

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Ora, por favor, não me façam de bobo. Essa construtora reformará o Gigante da Beira-Rio com nosso próprio dinheiro e ainda ficará décadas explorando nosso patrimônio. E nós ainda teremos de aplaudir ?
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NÃO À CONTRUTORA! BEIRA RIO DO E PARA OS COLORADOS, ETERNAMENTE...

quarta-feira, março 02, 2011

ACESSIBILIDADE

Falta de acessibilidade é discriminação. E discriminação é crime!". Manifestação hístória da Deputada Federal paulista Mara Gabrili no Plenário Ulysses Guimarães do Congresso Nacional.


sexta-feira, fevereiro 25, 2011

Recordar é Viver

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Com o altamente interesseiro reconhecimento por parte da Casa Bandida do Futebol (CBF) de que o Flamengo é Campeão Brasileiro de 1987 (e aqui não quero ingressar no mérito, pois sempre achei que os cariocas são os campeões nacionais do ano, de fato), dividindo a conquista com o Sport Recife, lembro (e vivo novamente) aquele nosso time que chegou ao heróico vice campeonato nacional. Afinal de contas, a história de um grande clube não é feita apenas de conquista, mas também de façanhas e grandes feitos. E os comandados de E. Andrade, sem dúvida, ali realizaram uma das grandes façanhas da história rubra. Depois de conquistar o primeiro turno da chave B, conquistamos vaga automática para as semifinais da competição, denominada de Copa União.
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Jogamos o segundo turno assistindo, de camarote, aos concorrentes se digladiarem e apenas aguardando adversário. Enquanto o Atlético Mineiro realizou campanha impecável na chave A, vencendo os dois turnos, o que abriu vaga para o Flamengo – pelo melhor índice técnico, o Cruzeiro venceu o returno de nossa chave. Nas semifinais, batemos os mineiros lá dentro do Mineirão, depois de duplo empate em oxo (típico do abutre-mestre Enio), na prorrogação, com golo inesquecível de Amarildo após jogada pela direita do volante Norberto.
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O Flamengo derrubou o favorito Galo Mineiro de Telê Santana e Renato “Pé Murcho”. Zico, Bebeto, Adílio, Mozer, Leandro, Leonardo, Zinho e companhia estavam no caminho do Colorado. Foram dois jogos extraordinários e inesquecíveis. 1x1, num Beira-Rio abarrotado, gols de Bebeto, primeiro, e Amarildo, sempre ele, no minuto seguinte. A imagem do Gigante da Beira-Rio lotado, com torcedores pendurados na mureta que separava a social da coréia jamais me saiu da retina. .
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Na partida decisiva, no Maracanã, o mestre Enio, com desfalques, surpreendeu com o improvisado atacante paraguaio Britez pela esquerda e suportava a pressão adversária; até que o lateral esquerdo Paulo Roberto cometeu a única falha defensiva de um sistema até então perfeito e muito bem sincronizado, sob o comando do estupendo central Aloísio. O Flamengo aproveitou e marcou com Bebeto. O time da final teve Taffarel (Bola de Oura da Revista Placar); L. C. Winck (cap.), Aloisio, Nene, P. Roberto; Norberto, L. F. Flores, Balalo, Heider, Amarildo, Britez.



sexta-feira, fevereiro 11, 2011

LIPPY & HARDY

MR. MAGOO

ZÉ BUSCAPÉ

quarta-feira, fevereiro 09, 2011

Kerouac


“ia me levar escondido até a cabana dele nos bisques de Big Sur onde eu ficaria sozinho sem que ninguém me incomodasse por seis semanas só cortando lenha, buscando água, escrevendo, dormindo, caminhando, etc, etc
(...)
Eu cheguei até o fundo do poço e não consigo nem arrastar o meu corpo para um refugio no bosque quanto menos parar de pé na cidade por alguns instantes...
(...)
Eu bêbado praticamente o tempo todo o tempo para me passar por jovem e não ficar para trás mas no fim percebendo que eu estava cercado e em inferioridade numérica e tinha que fugir para a solidão ou morrer.” (Jack Kerouac – “Big Sur”)

Bolsa de Valores

”Aquele investidor que se permite ficar preocupado ou até mesmo apavorado com as quedas de seus papéis na bolsa estará transformando sua maior vantagem em sua maior desvantagem. Para este homem seria melhor que não houvesse qualquer cotação na bolsa, para que ele não se deixasse contaminar pela angústia mental causada pelo erro de avaliação de outras pessoas.” Benjamim Graham

terça-feira, fevereiro 08, 2011

O CULPADO


Chegou com a alcunha de "espetacular", concedida por ninguém mais ninguém menos que F. Carvalho, um dos maiores entendedores de futebol e de garimpo de bons jogadores da aldeia. Mas o fato é que desde a saída de Sandro para o futebol europeu, em agosto, após a conquista da Copa Libertadores da América, o INTERNACIONAL não conseguiu mais produzir futebol.
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W. Matias, desde então, assumiu a condição de cabeça de área. E não mais saiu do time, salvo raros casos de suspensão. E, por sinal, nessas raras ocasiões, deu lugar a Glaydson ou Derley, que tiveram atuações muito mais produtivas do que o "Espetacular".
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Mas o fato é que o time nunca mais foi o mesmo. E nunca mais o foi, porque desde a saída de Sandro assistimos ao INTERNACIONAL jogando com 10 jogadores, dando 1 elemento de vantagem a seus adversários. W. Matias não é cabeça de área. Tanto é assim que, geralmente, os gols que sofremos ou são marcados ou tem sua origem exatamente ali, em nossa meia lua defensiva, posição da qual o centromédio deve cuidar, zelar e proteger. É a sua primeira função. Aliás, não é a toa que o jogador que ali atua é denominado de cabeça de área.
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C. Roth, o mentor da sacralização do "Espetacular" como titular absoluto da cabeça da área, teve oportunidades de ver os suplentes tomando conta da posição e produzindo mais futebol do que seu titular. Mas, como de costume, virou as costas para as constatações gerais. Mais ainda, jamais tentou formar um meio de campo com quatro jogadores iniciado por Guiñazu e Tinga nas duas funções defensivas. Foi teimoso, como de costume. E só não será vítima de sua teimosia porque a diretoria tratou de contratar M. Bolatti.
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Vamos torcer para que o argentino tome conta do setor, porque, do contrário, W. Matias acabará voltando. Afinal de contas, é aquela velha máxima, jogador ruim que fica no Beira-Rio acaba jogando.
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saudaçoes rubras.
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Luiz Portinho - mais de 700 jogos no Beira-Rio

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

Um cliente antigo...

Um cliente especial: “seu” Roberto Paulo de Almeida, 101 anos. Ele estava na Banca do Holandês, acompanhado da nora. Recorda do antigo Mercado Público.
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“No Mercado Público o que mais marcou o senhor ?
Do Mercdo antigo eu lembro das galinhas que a gente comprava.
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E o bonde ?
Não tinha outra coisa. Hoje é tudo diferente, o senhor é moço. Quando eu tinha dez anos, isso aqui era tudo muito diferente. A tecnologia avançou tanto que eu vou lhe dizer, não sei onde vamos parar.
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E o senhor chegou a conhecer o Mercado Livre ?
Eu nunca ia lá. Tudo aqui era velho. Se lembra do Teatro Coliseu ? Eu sou daquele tempo, frequentava muito quando era moço. Eu morava na rua do Palácio, hoje a Duque de Caxias. A luz era de querosene e lampião, nem na rua tinha luz. Muitos anos depois que veio a luz, éramos muito atrasados em tudo.
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O que o senhor gosta de Porto Alegre?
Eu gostava muito de caminhar no bairro Moinhos de Vento, gosto dos edifícios e das ruas de lá. Eu trabalhei 40 anos na Casa Rodrigues, me aposentei lá. Eu passava todos os dias por ali (Hotel Majestic, atual Casa de Cultura Mário Quintana), morava lá adiante, na Duque de Caxias e vinha pela Rua da Praia. Eu tinha um amigo que todos os dias a gente ia tomar um “cafezinho” na Rua da Praia. O Mário Quintana todos os dias ele estava lá, eu conhecia ele melhor do que muita gente. Mas, nunca falei, ele sentava naquela distância ali e eu e meu amigo aqui.
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Como era o Mercado antes da reforma ?
Naquela época éramos muito atrasados. E depois não havia especialistas como hoje. Na Banca do Holandês sempre tinha bastante gente. Eu gostava muito de ir no Gabardo. No Graxaim, um restaurante que tinha ali perto, no Treviso, dois portugueses eram os donos. Era um tempo muito bom. Tempo de cinema, que era dividido em partes, aí no final tinha um aviso que dizia: “Voltem na próxima semana para assistir o próximo capítulo do filme”. Não fosse os americanos trazer muitas coisas... Os carros naquela época eram muito ruins. Hoje não tem carro ruim, pode ser qualquer marca, evoluiu muito. Tem uma loja que vende roupas de homens, na Voluntários, esquina com a Marechal Floriano. Naquela época era só com alfaiate, hoje é tudo pronto.

(JORNAL DO MERCADO – NUMERO 30 – JULHO2010)

terça-feira, fevereiro 01, 2011

POLÍTICA

José Sarney acaba de ser reconduzido à Presidência do Senado e ficará à frente da Casa pelo próximo biênio. Uma lástima que revela e descortina a pior faceta de nossa política. Aliás, é notável como caiu no esquecimento o debate a respeito da necessidade do Senado Federal em nossa Democracia. Trata-se de uma Casa Legislativa desnecessária, obsoleta e que pouca contribuição presta ao desenvolvimento do país. Pelo contrário, por força de sua constituição em forma de preenchimento de vagas, o Senado é um local de cisânias e episódios constrangedores na vida brasileira. Ali um político é capaz de ficar por 8 anos, mesmo que não apresente projeto algum à Nação. Unificar Câmara e Senado seria algo muito proveitoso. Em seguida, reduzir o número de deputados. O problema é que tais reformas dependem exatamente daqueles que serão os grandes prejudicados: os políticos que lá estão, se alimentando do caos.