segunda-feira, agosto 22, 2011
sábado, agosto 20, 2011
Semana de valorização
Entre 20 e 28 de agosto acontece a I Semana de Valorização da Pessoa com Deficiência promovida pela Assembleia Legislativa gaúcha. A série de atividades gratuitas e abertas ao público visa a conscientizar a sociedade a respeito do tema e a acelerar o processo de inclusão. Palestras que tratam de autismo, qualidade de vida na deficiência, exposições fotográficas e de artes plásticas, desfile de moda inclusiva e até uma passeata no Parque Farroupilha fazem parte da programação (confira, abaixo, a programação completa). “Este é um evento de grande importância, pois busca conscientizar a sociedade e o poder público da necessidade de se trabalhar para que as políticas públicas para pessoas com deficiência se tornem uma realidade concreta”, afirma o presidente da Assembleia, deputado Adão Villaverde (PT).
“Esta é uma temática que cada vez mais ocupa os debates no Legislativo estadual. Mesmo tendo muita coisa ainda a ser feita, o nosso Legislativo, que tem a missão de ser um espaço de defesa da democracia, da tolerância e da inclusão, está sempre à disposição das pessoas com deficiência”, acrescenta Villaverde.
As atividades são promovidas pelo grupo de trabalho da Assembleia que trata do tema inclusão, formado por servidores da Escola do Legislativo Deputado Romildo Bolzan, da Superintendência de Comunicação Social, do Departamento de Gestão de Pessoas e do Fórum Democrático, e fazem parte do programa Assembleia Inclusiva. A coordenadora do grupo, a publicitária e cadeirante Juliana Carvalho, considera esta uma oportunidade ímpar para que o Legislativo faça a sua parte no que se refere ao fim das barreiras entre pessoas com e sem deficiência. “A programação da semana vai mostrar de forma atrativa e lúdica as inúmeras capacidades das pessoas com deficiência. Sim, nós podemos dançar, praticar esportes, nos dedicar à arte e também participar da moda”, avalia.
Uma sensibilização dos deputados para a temática está programada para terça-feira (23), no Salão Júlio de Castilhos, com a disponibilização de cadeiras de rodas, bengalas e o uso de vendas para que os parlamentares possam vivenciar a realidade das pessoas com deficiência.
Conheça melhor as atrações e os parceiros destas atividades:
O Ciclo Permanente de Palestras sobre Autismo abordará, no sábado (20), temas como aplicação dos tratamentos biométricos e dietas no tratamento do autismo. Tem promoção do Instituto Autismo & Vida, uma organização não governamental formada por pais de pessoas que estão no espectro do autismo. Já o Movimento SuperAção, formado por pessoas com e sem deficiência de todo o Brasil, é o parceiro na passeata marcada para domingo (21), com concentração às 10h, do Espelho d Água do Parque Farroupilha (Av. Setembrina). A iniciativa já acontece há oito anos em São Paulo, além de ter edições no Rio de Janeiro e até na Argentina. Em Porto Alegre, ocorre pela segunda vez.
No seminário sobre qualidade de vida na deficiência, na segunda-feira (22), serão tratados assuntos como Lazer e Turismo, com o presidente da Ong Caminhadores RS, Rotechild Prestes. Ele é guia de turismo com habilitação em acessibilidade, ecoturismo e turismo de aventura, além de membro do Conselho Municipal das Pessoas com Deficiência de Porto Alegre. Os esportes adaptados e a Escola Paraolímpica serão tema da manifestação de Luiz Cláudio Portinho, presidente do RS Paradesporto. A publicitária Juliana Carvalho vai falar sobre sexualidade depois da lesão medular. A apresentadora do programa Faça a Diferença da TV Assembleia é cadeirante e coordena o Movimento SuperAção no Rio Grande do Sul, além de ser autora do livro Na minha Cadeira ou na tua?.
A oficina de dança integrada comandada por Carla Vendramin, na quinta-feira (25), vai reunir pessoas com e sem deficiência para realizarem tarefas de improvisação, improvisação com objetos cênicos, composições de sequências de movimento integrado e composição em pequenos e grandes grupos. À tarde haverá demonstração de Esportes Paraolímpicos como basquete em cadeira de rodas, esgrima em cadeira de rodas, tênis de mesa adaptado e vela adaptada. As atividades do dia se encerrarão com o Sarau no Solar, no Teatro Dante Barone, com o músico com deficiência visual, o pianista Angelin Loro.
Kica de Castro, publicitária e fotógrafa, proprietária de uma agência de modelos para pessoas com deficiência desde 2007, mostra, pela primeira vez no Estado, sua exposição “Toda nudez vai ser revelada”. Além disso, faz palestra na sexta-feira (26) falando sobre sensualidade na deficiência. A fala antecede o evento mais badalado da semana: um desfile de moda inclusiva, assinado pela estilista Vitória Cuervo. Inspirada no Parque da Redenção, a coleção primavera/verão será apresentada por modelos com e sem deficiência. No casting estará a Miss Brasil com deficiência visual, Giselle Hübbe, e também a apresentadora Alice Neves.
Paula Arpini assina a exposição Pintando com a Boca. A artista tem deficiência psicomotora e pinta há 23 anos com guache sobre papel. É um exemplo de superação e das múltiplas possibilidades das pessoas com deficiência.
Programação Completa
Sábado | 20 de Agosto
1ª Edição do Ciclo Permanente de Palestras sobre Autismo
Local: Teatro Dante Barone na Assembleia Legislativa
9h Aplicação dos Tratamentos Biométricos no Autismo com Dra. Simone Pires, médica de São Paulo, especialista em protocolo DAN! (Defeat Autism Now) para o autismo. 14h Dietas no Tratamento do Autismo com Claudia Marcelino, mãe de autista, residente no Rio de Janeiro, autora do Livro “Autismo – Esperança pela Nutrição”.
Domingo | 21 de Agosto
10h 2ª Edição da Passeata Movimento SuperAção
Local: Parque da Redenção – concentração no Espelho D’água.
11h30 Abertura Oficial da I Semana de Valorização da Pessoa com Deficiência, promovida pela Assembleia Legislativa em conjunto com as aberturas da 17ª Semana Estadual e 14ª Semana Municipal da Pessoa com Deficiência. Fala de autoridades e shows.
Segunda-feira | 22 de Agosto
Seminário Qualidade de Vida na Deficiência
Local: Teatro Dante Barone na Assembleia Legislativa
8h30 Abertura
9h Lazer e Cultura com Rotechild Prestes, Presidente da ONG Caminhadores RS
10h Esportes adaptados e Escola Paraolímpica com Luiz Cláudio Porto, presidente do RS Paradesporto.
11h Sexualidade depois da lesão medular com Juliana Carvalho, autora do livro Na minha Cadeira ou na tua?
12h Encerramento
19h Apresentação do Espetáculo Celebridades com o Centro Inclusivo de Artes Legato
Segunda a Sexta-feira | 22 a 26 de Agosto
Exposição fotográfica “Toda nudez vai ser revelada” de Kica de Castro na Galeria dos Municípios
Segunda a Sexta-feira | 22 a 26 de Agosto
Exposição “Pintando com a Boca” de Paula Arpini no Espaço Novos Talentos
Terça-feira | 23 de Agosto
13h30 Exposição do Poema “Deficiências” de Mário Quintana, no Salão Júlio de Castilhos
Sensibilização com os deputados, uso de vendas, bengalas e cadeira de rodas
Quarta-feira | 24 de Agosto
14h Projeção de fotos dos estagiários com deficiência em atividade na Assembleia Legislativa no Salão Júlio de Castilhos
Quinta-feira | 25 de Agosto
9h Workshop de Dança Integrada
Local: Vestíbulo Nobre na Assembleia Legislativa
O workshop consta de aquecimento e tarefas de improvisação, improvisação com objetos cênicos, composição de sequências de movimento integrado, composição em grupos pequenos e com todo o grupo. Público de pessoas com e sem deficiência. Ministrado por Carla Vendramin.
14h Demonstração de Esportes Paraolímpicos na Esplanada
Local: Esplanada na Assembleia Legislativa
Modalidades: basquete em cadeira de rodas, esgrima em cadeira de rodas, tênis de mesa adaptado, vela adaptada.
18h30 Sarau no Solar com músico Angelin Loro, pianista consagrado e cego
Local: Teatro Dante Barone na Assembleia Legislativa
Sexta-feira | 26 de Agosto
17h Palestra com a fotógrafa Kica de Castro no Vestíbulo Nobre.
18h30 Desfile de Moda Inclusiva
Local: Vestíbulo Nobre na Assembleia Legislativa
O primeiro desfile de Moda Inclusiva do Estado será assinado pela estilista Vitória Cuervo. Inspirada no Parque da Redenção a coleção primavera/verão é feminina e terá no casting modelos com e sem deficiência valorizando as diversas formas de beleza da mulher brasileira. As roupas serão sob medida e adaptadas para cada uma, conforme suas necessidades. Entre as modelos, está a Miss Brasil com Deficiência Visual, Giselle Hubbe.
Para saber mais acesse: www.al.rs.gov.br/assembleiainclusiva
quinta-feira, agosto 18, 2011
A ERA DORIVAL
No meio de campo a mais do que correta retirada de W Matias da equipe e colocação de P. C. Tinga no banco de reservas, prestigiando-se o guri Elton, de ótimas atuações recentes, ao lado de Guinazu, que regressava de lesão (e foi o monstro de sempre no combate e desarme - é incrível como o Guina fica meses de fora por lesão e regressa como se nada tivesse acontecido).
Na parte ofensiva, Andrezinho - de grande participação - e D´Alessandro, menos participativo, porém com grande eficácia deram boa conta do setor da criação. E o atacante Jô começa a mostrar boas credenciais. Quando de sua contratação eu disse que se trata do companheiro ideal para Damião. E no jogo contra o Botafogo Jô começou a apresentar suas credenciais. Com a sequência de jogos, deve se firmar no time (é uma lástima que Damião foi convocado para a maldita seleção e ficará de fora de algumas partidas - atrapalhando a continuidade da dupla).
Falta ainda muito para termos um time confiável; muito mais para um time imbatível. Tenho receio de que Dorival seja como todos os outros treinadores, que na primeira partida escalam o time ideal e pretendido pela maioria da torcida, para agradar. Receio de que na sequência Dorival seja escravo da "mesmice treinadorística".
Do ponto de vista da mecânica de jogo, penso que se deva explorar mais o jogo pelos flancos, estimulando-se os laterais a alçarem bolas constantes na área inimiga. Com a presença de Jô e Damião, nossa artilharia fica pesada e eficaz. E, claro, há sempre o rebote de tais lances com oportunidades interessantes para os chutes de fora da área de Andrezinho e D´Alessandro.
Começou bem a Era Dorival. Mas é preciso cautela nos elogios.
O REI VEM AI...
The Worst And The Best
it's the worst
in madhouses
it's the worst
in penthouses
it's the worst
in skid row flophouses
it's the worst
at poetry readings
at rock concerts
at benefits for the disabled
it's the worst
at funerals
at weddings
it's the worst
at parades
at skating rinks
at sexual orgies
it's the worst
at midnight
at 3 a.m.
at 5:45 p.m.
it's the worst" (Charles Bukowski)
DAMIGOL NA SELEÇÃO
Dia 18 de agosto é um dia especial para o atacante colorado Leandro Damião, exatamente há um ano atrás ele marcava o gol que dava o título de Bicampeão da América para o Inter. Hoje foi convocado pelo técnico Mano Menezes para Seleção Brasileira.
E para não passar em branco vale registrar que ontem Leandro Damião marcou o gol da vitória colorada sobre o Botafogo pelo Campeonato Brasileiro.
quarta-feira, agosto 17, 2011
sexta-feira, julho 01, 2011
OPORTUNIDADE PARA CONHECER O TÉCNICO FALCÃO

Aliás, pela equivocada utilização de 3 volantes em Abu Dabi também passou nossa derrota para o Mazembe. No mínimo desde setembro de 2010 preconizo a abolição do maldito sistema com 3 volantes:
" OS ERROS DE CELSO
.
Começo pelo maior deles: morrer abraçado com os volantes. Tirar W. Mathias (ou até Guiñazu que jogou amarelado durante 60 minutos) era algo óbvio se o objetivo era a vitória. Roth precisa testar uma meia cancha com Guiñazu de cabeça de área (e movimentação limitada), Tinga, Giuliano e D’Alessandro. (BLOgNAL - COLUNA n. 188 - 13.SETEMBRO.2010)"
Roth insistiu e morreu abraçado com ele. Falcão, ao que parece, começa a eliminá-lo de vez das bandas do Beira-Rio. A conjectura atual trará um teste definitivo para as convicções de Falcão. Sem Tinga (lesionado), D'Alessandro (suspenso) e Oscar (convocado para seleção Sub20), poderá escalar uma meia cancha com Guinazu, Bolatti (ou Glaydson), R. Goulart (no lugar de Oscar) e Fabrício (no lugar do argentino). Mas poderá, também, retomar o sistema com 3 volantes, em flagrante retrocesso tático.
ESCÁRNIO AOS PRINCÍPIOS ÉTICOS
Jornal Zero Hora/RS 29/06/2011
Um escárnio aos princípios éticos, por Luis Roberto Ponte*
A gênese da Lei 8.666, que rege as licitações em nosso país, é o inciso XXI do Art. 37 da Constituição de 1988. Eu o redigi pessoalmente, com a ajuda do respeitado constituinte de esquerda FHC, solicitada para evitar mau juízo sobre a intenção do proponente, um constituinte empreiteiro.
Em 1992, o uso de enganosos mecanismos corruptores que, ao resguardo da legislação vigente, permitiam o malévolo direcionamento das obras públicas, tinha assumido um nível insuportável, gerando forte reação das empresas representadas pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). A partir dessas denúncias, passamos a estudar, com a CBIC, e outros personagens conhecedores do problema, um PL para impedir esses camuflados dispositivos. Apresentei o projeto na Câmara dos Deputados ainda em 1992, o qual, em 1993, veio a se converter na atual Lei de Licitações, 8.666.
Foram as denúncias da imprensa, da CBIC e das empresas vilipendiadas que viabilizaram a aprovação da nova lei.
O Regime Diferenciado de Contratações (RDC) que acaba de ser aprovado na Câmara dos Deputados ressuscita dispositivos obscuros do Decreto-Lei 2.300 e legaliza sorrateiros mecanismos de corrupção ainda hoje utilizados, mas apenas quando não se cumpre a Lei 8.666. O RDC escancara as portas da corrupção quando, contrariando as refletidas vedações da Lei 8.666, legaliza permissão para: 1) tornar sigilosos os orçamentos das obras (Art. 6º), mecanismo que, associado à desclassificação das propostas com preços inferiores a um valor mínimo, também mantido em sigilo até a abertura dos envelopes, era muito usado, antes da Lei 8.666, para direcionar uma obra pública ao parceiro escolhido, bastando ao governante utilizar um valor mínimo bem alto, e vazá-lo ao amigo preferido para garantir-lhe a vitória na licitação por preço tão elevado quanto desejarem, operação camuflada e simples;
2) usar critérios subjetivos no julgamento das propostas, a pretexto de nebulosos conceitos técnicos, ambientais e econômicos (Art. 4º, e vários outros dispositivos nele disseminados), que era outra forma ultraeficaz de o governo alijar quem quisesse e entregar a obra a quem desejasse;
3) juntar, na mesma licitação, a realização do projeto e da obra (Art. 9º), regime de licitação que torna impossível o indispensável julgamento objetivo, o que já enseja gravíssimas injustiças, sendo ainda mais grave terem colocado um mecanismo que permite dirigi-la ao companheiro escolhido apenas com o vazamento, a este, dos elementos da licitação, antes da publicação do edital, posto que o prazo de 30 dias estabelecido para entrega das propostas (Art. 15, II, a) é incompatível com a simultânea confecção da proposta e de um projeto sério, e impossível de ser cumprido responsavelmente por quem não tenha tido anteriores informações privilegiadas.
4) obrigar a grandes e inúteis despesas dos licitantes com a preparação de propostas e a prévia confecção de projetos, que, à exceção do vencedor, serão jogados no lixo após a licitação, impedindo, praticamente, a participação de empresas de menor porte, privilegiando os que têm mais dinheiro para desperdiçar ou mais certeza de vitória; 5) pagar valores adicionais ao empreiteiro como prêmio por desempenho, qualidade, prazos etc. (Art. 10), podendo-se imaginar o potencial de um governante inescrupuloso que disponha de um instrumento desses para aplicar em acréscimos subjetivos de pagamento em obras que somam bilhões de reais, e 6) acrescer o valor do contrato, sem qualquer limite (Art. 39), desrespeitando a barreira dos 25% estabelecida na Lei 8.666, e apenas por uma decisão da Fifa e de outros organismos não nacionais!
Qualquer leigo que leia o RDC ou o Decreto-Lei 2.300 não perceberá os malefícios dos enganosos dispositivos, posto que eles são sempre precedidos de afirmações, contrárias ao que de fato são, de que têm nobres objetivos, boas intenções e fortes razões técnicas. Somente os que vivenciaram sofisticadas discriminações percebem que essas afirmações são apenas engodos, de difícil percepção para quem não é do ramo, e que só servem para camuflar e legalizar a corrupção.
O engodo mais utilizado pelos críticos da Lei 8.666 é o de que ela é muito complexa, com exigências exageradas, e que incentiva demandas judiciais que protelam o julgamento das licitações. Nada mais falso do que essas afirmações. Os que as fazem, ou são inocentes úteis que desconhecem os detalhes da lei e se emprenham por enganosas informações, ou são mal-intencionados que a querem desmoralizar, para modificá-la, porque não se conformam que ela busque extinguir o poder de se direcionar uma concorrência para o companheiro preferido, e impossibilitar a contratação de uma obra por preços exorbitantes.
A quase totalidade das demandas judiciais nas licitações só acontece quando os seus editais desrespeitam a lei, geralmente com o objetivo de privilegiar alguma empresa.
Quem deseja licitações sem protelações por demandas judiciais, com deliberações justas e objetivas, sem possibilidade de contratação por preços exagerados, basta lutar pelo cumprimento dos dispositivos da Lei 8.666, entre os quais os que mandam fixar um preço máximo para aceitação das propostas, que deve ser determinado a partir de orçamento detalhado feito sobre um projeto bem definido e tornado público para toda a sociedade, o que já impede qualquer possibilidade de conchavos de licitantes resultarem em prejuízo para o erário.
*Ex-deputado federal, autor da Lei 8.666
quinta-feira, junho 16, 2011
Confissão
quarta-feira, junho 15, 2011
Não vale a pena ver de novo
Sigo a análise em http://mundoesportivo-classicos-grenal.blogspot.com/
domingo, junho 12, 2011
terça-feira, junho 07, 2011
COMENTÁRIO COLORADO
segunda-feira, junho 06, 2011
quarta-feira, maio 11, 2011
Humanidade nada humana
Não quero aqui ingressar no debate do tema propriamente dito, mas fazer uma reflexão. Nesse julgamento de hoje que acabo de mencionar, no Superior Tribunal de Justiça, o recurso foi encaminhado ao Tribunal Superior por um homossexual que manteve relação homoafetiva durante 10 anos e, por força de tal fato, foi condenado a dividir com o companheiro os bens adquiridos na constância do relacionamento. O homossexual alegava exatamente que a divisão de bens importaria em ofensa a normas do Código Civil e da Lei n. 9.278/1996, que se referem à união estável como união entre um homem e uma mulher, ou às regras da sociedade de fato.
Então, estamos diante de situação em que o homossexual alegou em seu recurso, para proteger interesses financeiros e econômicos, exatamente a tese daqueles que são e sempre foram contrários ao reconhecimento das uniões homoafetivas. E, diga-se, por isso, são considerados preconceituosos e discriminadores.
Como apontei, é apenas uma reflexão que gostaria de fazer. Nessa sociedade em que estamos vivendo, os interesses econômicos e financeiros estão acima de qualquer coisa. Até mesmo de questão tão relevante como o reconhecimento de direitos a igualdade e dignidade.
E assim caminha essa nossa humanidade do século XXI...
imenso respeito

quarta-feira, abril 27, 2011
AGUARDO RETRATAÇÃO

MANGUITA FENOMENO

sábado, abril 23, 2011
DIA DO CHORO
terça-feira, abril 19, 2011
segunda-feira, abril 11, 2011
sábado, abril 09, 2011
AVANTE GUERREIROS
quinta-feira, abril 07, 2011
Salve Mestres!
terça-feira, abril 05, 2011
GUERRILHEIRO DA NOTICIA
. segunda-feira, abril 04, 2011
domingo, abril 03, 2011
terça-feira, março 29, 2011
segunda-feira, março 28, 2011
Revisão
tua presença líquida
sobre a mesa
é a tua presença
em forma líquida
os restos de uma noite
líquida
sem a tua presença
depois de tanto pensar
no quão líquida
é tua presença
restou esse copo de vinho
sobre a mesa...
outubro/2010
Fim de noite
O taxista com um "pito" na esquina…
O gari que varre as últimas folhas do outono…
Os últimos transeuntes da praça…
As histórias de uma vida...
Buarque e a roda viva...
Eu e minha cama bagunçada...
outubro/2010
Caminho de Los Angeles
o outro quarto
ouvindo através da parede.
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há sempre alguém no outro quarto
que imagina o que você está fazendo
lá sem eles.
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há sempre alguém no outro quarto
que teme que você se sinta melhor sozinho.
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há sempre alguém no outro quarto
que pensa que você está pensando em alguém mais
ou que pensa que você não liga para ninguém
exceto você mesmo nesse outro quarto.
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há sempre alguém no outro quarto
que não mais se preocupa com você tanto quanto costumava.
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há sempre alguém no outro quarto
que se enfurece quando você derruba algo
ou que se incomoda quando você tosse.
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há sempre alguém no outro quarto fingindo
que lê um livro.
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há sempre alguém no outro quarto
falando por horas no telefone.
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há sempre alguém no outro quarto
e você não lembra direito quem é
e se surpreende quando fazem algum barulho
ou saem para ir ao banheiro.
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mas não há sempre alguém no outro quarto
porque às vezes não há um outro quarto.
e se não há,
às vezes não há ninguém aqui
mesmo. (Charles Bukowski)
domingo, março 27, 2011
segunda-feira, março 21, 2011
IDEAIS COLOCADOS DE LADO
.BEIRA-RIO
sábado, março 19, 2011
Catástrofe nuclear

"Em 90 dias, os riscos causados pela iodina radiativa desaparecerão, porque ela se desintegrará. Mas os isótopos mais nocivos – césio e estrôncio – durarão 30 anos. E são voláteis.
.
(...)
Em Chernobyl houve um derretimento e a faixa de águas subterrâneas contaminadas está aos poucos expandindo-se até Kiev, uma cidade muito grande distante cerca de 130 quilômetros. Não é algo fácil de mitigar.
(...)
O Japão e sua indústria nuclear fizeram investimentos muito pesados em energia nuclear. Também depois de Three Mile Island e de Chernobyl, afirmou-se que não haveria problemas, até que eles apareceram. Por isso, não acredito muito em pronunciamentos oficiais na primeira semana de um acidente." (David Case - The Global Post).
*Publicado originalmente no site Outras Palavras – http://www.outraspalavras.net/2011/03/15/a-sombra-da-catastrofe-nuclear/
sexta-feira, março 18, 2011
quinta-feira, março 17, 2011
Missão Cumprida e alma tranquila

terça-feira, março 15, 2011
GARANTIAS

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A semana inicia com novas reuniões do Conselho Deliberativo para tratar do tema obras no complexo Beira-Rio. Apenas debates, pois a votação está marcada para a próxima segunda-feira (21.março), conforme edital. Infelizmente, o andar da carruagem aponta para a vitória do “entreguismo”. Entregaremos a exploração de nosso patrimônio a uma grande empreiteira, obedecendo pressões do Comitê Copa do Mundo (leia-se Casa Bandida do Futebol – CBF –, Ministério dos Esportes e FIFA). Num jogo de interesses que gira em torno de R$ 1 bilhão, ficaremos a ver navios e a aguardar 20 anos para tomar posse de um patrimônio que, em duas décadas, estará, fatalmente, dilapidado pela exploração comercial.
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GARANTIAS II
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Em contrapartida, para demonstrar toda nossa hospitalidade, ingressaremos nessa legítima “bocada” com os mais de R$ 50 milhões já auferidos com a venda do terreno da Silveiro e dos 26 camarotes negociados cada um por R$ 1 milhão. E é exatamente esse o maior absurdo de toda stiuação. Além de abrirmos mão dos benefícios, ainda concorreríamos com os riscos do negócio, pagando parte da obra. Um absurdo total! E não é só. Surge hoje, na reunião do Conselho, um dado que até agora não se conhecia. A proposta da A. Gutierrez ainda contempla a participação do “parceiro” em 12% das arrecadações futuras de bilheteria do INTERNACIONAL. Sim, isso mesmo, 12% de nossas bilheterias seriam da empreiteira.
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GARANTIAS III
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Colocaríamos nosso prestígio, força de marketing e pujança de mais de 7 milhões de apaixonados torcedores, tudo em benefício total da tal empreiteira-amiga-da-casa-bandida-e-da-FI-FA. Sem contar, é claro, que a empreiteira será favorecida com isenções de impostos municipais, estaduais e federais, além de linhas de crédito do BNDES. Com todo respeito, essa questão ultrapassa, e muito, as fronteiras do futebol ou da álea privada do INTERNACIONAL. Trata-se de questão do mais alto interesse público, face aos dinheiros e favores fiscais envolvidos.
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GARANTIAS IV
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Aliás, algumas questões clamam atenção. Por que o INTERNACIONAL é o único pressionado por esse Comitê espúrio, quando se sabe que Salvador, São Paulo, Natal e outras cidades sequer iniciaram obras de construção de seus estádios ? Por que se exige que o INTERNACIONAL entregue seu patrimônio a um “parceiro”, quando no Paraná foi o Governo do Estado que, mediante lei, assegurou que Curitiba cumprirá com os encargos da FIFA ? Já que falei em São Paulo, por que o tricolor paulista pulou fora do jogo na primeira pressão de sofreu desse Comitê espúrio ?
GARANTIAS V
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Apenas com a arrecadação das vendas das “Cadeiras VIPs” já teremos condições de arcar com as obras. Serão 2.000 cadeiras construídas exatamente na mesma linha das “Cadeiras Perpétuas”, porém localizadas no lado oposto do Estádio (acesso pela Padre Cacique). Seu preço: R$ 50.000,oo. Prazo de uso: 20 anos. Receita total auferida pelo INTERNACIONAL: R$ 100 milhões. Ou seja, exatamente o que falta para fechar os R$ 150 milhões do projeto GIGANTE PARA SEMPRE. Alguém duvida que essas 2.000 cadeiras serão vendidas em poucas semanas ? Olha aqui ô, não precisa nem muita campanha de marketing.
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GARANTIAS VI
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E ainda teríamos, portanto, mais alguns camarotes e suítes para negociar. Sem contar, é claro, na viabilidade de construirmos o hotel, o shopping e o prédio de estacionamento, com tranqüilidade, sem pressa, porque não se tratam de exigências do caderno de encargos da FIFA. Vamos parar de forçar a barra. O INTERNACIONAL poderá se beneficiar dos favores fiscais, das linhas de financiamento e, acima de tudo, dos mais de R$ 1 bilhão que circularão em torno da realização da Copa do Mundo de 2014. Por que abrir mão de tudo isso e ceder tais benesses a uma empreiteira ?
quinta-feira, março 03, 2011
Mundial 2014
.quarta-feira, março 02, 2011
ACESSIBILIDADE
sexta-feira, fevereiro 25, 2011
Recordar é Viver
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Jogamos o segundo turno assistindo, de camarote, aos concorrentes se digladiarem e apenas aguardando adversário. Enquanto o Atlético Mineiro realizou campanha impecável na chave A, vencendo os dois turnos, o que abriu vaga para o Flamengo – pelo melhor índice técnico, o Cruzeiro venceu o returno de nossa chave. Nas semifinais, batemos os mineiros lá dentro do Mineirão, depois de duplo empate em oxo (típico do abutre-mestre Enio), na prorrogação, com golo inesquecível de Amarildo após jogada pela direita do volante Norberto.
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O Flamengo derrubou o favorito Galo Mineiro de Telê Santana e Renato “Pé Murcho”. Zico, Bebeto, Adílio, Mozer, Leandro, Leonardo, Zinho e companhia estavam no caminho do Colorado. Foram dois jogos extraordinários e inesquecíveis. 1x1, num Beira-Rio abarrotado, gols de Bebeto, primeiro, e Amarildo, sempre ele, no minuto seguinte. A imagem do Gigante da Beira-Rio lotado, com torcedores pendurados na mureta que separava a social da coréia jamais me saiu da retina. .
sexta-feira, fevereiro 11, 2011
quarta-feira, fevereiro 09, 2011
Kerouac

“ia me levar escondido até a cabana dele nos bisques de Big Sur onde eu ficaria sozinho sem que ninguém me incomodasse por seis semanas só cortando lenha, buscando água, escrevendo, dormindo, caminhando, etc, etc
(...)
Eu cheguei até o fundo do poço e não consigo nem arrastar o meu corpo para um refugio no bosque quanto menos parar de pé na cidade por alguns instantes...
(...)
Eu bêbado praticamente o tempo todo o tempo para me passar por jovem e não ficar para trás mas no fim percebendo que eu estava cercado e em inferioridade numérica e tinha que fugir para a solidão ou morrer.” (Jack Kerouac – “Big Sur”)
Bolsa de Valores
terça-feira, fevereiro 08, 2011
O CULPADO

segunda-feira, fevereiro 07, 2011
Um cliente antigo...
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“No Mercado Público o que mais marcou o senhor ?
Do Mercdo antigo eu lembro das galinhas que a gente comprava.
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E o bonde ?
Não tinha outra coisa. Hoje é tudo diferente, o senhor é moço. Quando eu tinha dez anos, isso aqui era tudo muito diferente. A tecnologia avançou tanto que eu vou lhe dizer, não sei onde vamos parar.
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E o senhor chegou a conhecer o Mercado Livre ?
Eu nunca ia lá. Tudo aqui era velho. Se lembra do Teatro Coliseu ? Eu sou daquele tempo, frequentava muito quando era moço. Eu morava na rua do Palácio, hoje a Duque de Caxias. A luz era de querosene e lampião, nem na rua tinha luz. Muitos anos depois que veio a luz, éramos muito atrasados em tudo.
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O que o senhor gosta de Porto Alegre?
Eu gostava muito de caminhar no bairro Moinhos de Vento, gosto dos edifícios e das ruas de lá. Eu trabalhei 40 anos na Casa Rodrigues, me aposentei lá. Eu passava todos os dias por ali (Hotel Majestic, atual Casa de Cultura Mário Quintana), morava lá adiante, na Duque de Caxias e vinha pela Rua da Praia. Eu tinha um amigo que todos os dias a gente ia tomar um “cafezinho” na Rua da Praia. O Mário Quintana todos os dias ele estava lá, eu conhecia ele melhor do que muita gente. Mas, nunca falei, ele sentava naquela distância ali e eu e meu amigo aqui.
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Como era o Mercado antes da reforma ?
Naquela época éramos muito atrasados. E depois não havia especialistas como hoje. Na Banca do Holandês sempre tinha bastante gente. Eu gostava muito de ir no Gabardo. No Graxaim, um restaurante que tinha ali perto, no Treviso, dois portugueses eram os donos. Era um tempo muito bom. Tempo de cinema, que era dividido em partes, aí no final tinha um aviso que dizia: “Voltem na próxima semana para assistir o próximo capítulo do filme”. Não fosse os americanos trazer muitas coisas... Os carros naquela época eram muito ruins. Hoje não tem carro ruim, pode ser qualquer marca, evoluiu muito. Tem uma loja que vende roupas de homens, na Voluntários, esquina com a Marechal Floriano. Naquela época era só com alfaiate, hoje é tudo pronto.
(JORNAL DO MERCADO – NUMERO 30 – JULHO2010)













