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quinta-feira, agosto 18, 2011

A ERA DORIVAL


Dorival Jr. estreou bem na casa mata Colorada. Não só pelos três pontos da vitória por 1x0 contra o Botafogo, mas, acima de tudo, pela escalação equilibrada e correta da equipe. Na ausência de Índio a promoção do jovem R. Moledo. Zé Mario mantido na lateral esquerda (e se deixarem esse guri jogar, o Kleber não deixará saudades - e olha que não me encaixo entre os críticos deste último).

No meio de campo a mais do que correta retirada de W Matias da equipe e colocação de P. C. Tinga no banco de reservas, prestigiando-se o guri Elton, de ótimas atuações recentes, ao lado de Guinazu, que regressava de lesão (e foi o monstro de sempre no combate e desarme - é incrível como o Guina fica meses de fora por lesão e regressa como se nada tivesse acontecido).

Na parte ofensiva, Andrezinho - de grande participação - e D´Alessandro, menos participativo, porém com grande eficácia deram boa conta do setor da criação. E o atacante Jô começa a mostrar boas credenciais. Quando de sua contratação eu disse que se trata do companheiro ideal para Damião. E no jogo contra o Botafogo Jô começou a apresentar suas credenciais. Com a sequência de jogos, deve se firmar no time (é uma lástima que Damião foi convocado para a maldita seleção e ficará de fora de algumas partidas - atrapalhando a continuidade da dupla).

Falta ainda muito para termos um time confiável; muito mais para um time imbatível. Tenho receio de que Dorival seja como todos os outros treinadores, que na primeira partida escalam o time ideal e pretendido pela maioria da torcida, para agradar. Receio de que na sequência Dorival seja escravo da "mesmice treinadorística".

Do ponto de vista da mecânica de jogo, penso que se deva explorar mais o jogo pelos flancos, estimulando-se os laterais a alçarem bolas constantes na área inimiga. Com a presença de Jô e Damião, nossa artilharia fica pesada e eficaz. E, claro, há sempre o rebote de tais lances com oportunidades interessantes para os chutes de fora da área de Andrezinho e D´Alessandro.

Começou bem a Era Dorival. Mas é preciso cautela nos elogios.

sexta-feira, julho 01, 2011

OPORTUNIDADE PARA CONHECER O TÉCNICO FALCÃO


A melhora do time passa sim pela aproximação de Dalessandro e Oscar e suas ótimas atuações, mas, não se pode negar, passa muito mais pela fixação do sistema de 2 volantes e 2 meias ofensivos... Sempre que atuou com Guinazu e Tinga o meio campo rendeu defensiva e ofensivamente. Não pelos nomes, mas pelo sistema. Fosse Glaydson e Bolatti ao invés de Tinga e Guinazu e teria rendido igualmente. Qualquer dupla que contemple 2 desses 4 nomes se sairá bem.

Aliás, pela equivocada utilização de 3 volantes em Abu Dabi também passou nossa derrota para o Mazembe. No mínimo desde setembro de 2010 preconizo a abolição do maldito sistema com 3 volantes:

" OS ERROS DE CELSO
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Começo pelo maior deles: morrer abraçado com os volantes. Tirar W. Mathias (ou até Guiñazu que jogou amarelado durante 60 minutos) era algo óbvio se o objetivo era a vitória. Roth precisa testar uma meia cancha com Guiñazu de cabeça de área (e movimentação limitada), Tinga, Giuliano e D’Alessandro. (BLOgNAL - COLUNA n. 188 - 13.SETEMBRO.2010)"

Roth insistiu e morreu abraçado com ele. Falcão, ao que parece, começa a eliminá-lo de vez das bandas do Beira-Rio. A conjectura atual trará um teste definitivo para as convicções de Falcão. Sem Tinga (lesionado), D'Alessandro (suspenso) e Oscar (convocado para seleção Sub20), poderá escalar uma meia cancha com Guinazu, Bolatti (ou Glaydson), R. Goulart (no lugar de Oscar) e Fabrício (no lugar do argentino). Mas poderá, também, retomar o sistema com 3 volantes, em flagrante retrocesso tático.