quinta-feira, fevereiro 04, 2010

Caros generais, almirantes e brigadeiros

Por MARCELO RUBENS PAIVA

Eu ia dizer "caros milicos". Não sei se é um termo ofensivo. Estigmatizado é. Preciso enumerar as razões?

Parte da sociedade civil quer rever a Lei da Anistia. Sugeriram a Comissão da Verdade, no desastroso Programa Nacional de Direitos Humanos, que Lula assinou sem ler. Vocês ameaçaram abandonar o governo, caso fosse aprovado.

Na Argentina, Espanha, Portugal, Chile, a anistia a militares envolvidos em crimes contra a humanidade foi revista. Há interesse para uma democracia em purificar o passado.

Aqui, teimam em não abrir mão do perdão. E têm aliados fortes, como o presidente do Supremo, Gilmar Mendes, e o ministro da Defesa, Nelson Jobim, que apesar de civil apareceu num patético uniforme de combate na volta do Haiti. Parecia um clown.

Vocês pertencem a uma nova geração de generais, almirantes, tenentes-brigadeiros. Eram jovens durante a ditadura. Devem ter navegado na contracultura, dançado Raul Seixas, tropicalistas. Usaram cabelos compridos, jeans desbotados? Namoraram ouvindo bossa nova? Assistiram aos filmes do Cinema Novo?

Sabemos que quem mais sofreu repressão depois do Golpe de 64 foram justamente os militares. Muitos foram presos e cassados. Havia até uma organização guerrilheira, a VPR, composta só por militares contra o regime.

Por que abrigar torturadores? Por que não colocá-los num banco de réus, um Tribunal de Nuremberg? Por que não limpar a fama da corporação?

Não se comparem a eles. Não devem nada a eles, que sujaram o nome das Forças Armadas. Vocês devem seguir uma tradição que nos honra, garantiu a República, o fim da ditadura de Getúlio, depois de combater os nazistas, e que hoje lidera a campanha no Haiti.

Sei que nossa relação, que começou quando eu tinha 5 anos, foi contaminada por abusos e absurdos. Culpa da polarização ideológica da época.

Seus antecessores cassaram o meu pai, deputado federal de 34 anos, no Golpe de 64, logo no primeiro Ato Institucional. Pois ele era relator de uma CPI que investigava o dinheiro da CIA para a preparação do golpe, interrogou militares, mostrou cheques depositados em contas para financiar a campanha anticomunista. Sabiam que meu pai nem era comunista?

Ele tentou fugir de Brasília, quando cercaram a cidade. Entrou num teco-teco, decolou, mas ameaçaram derrubar o avião. Ele pousou, saltou do avião ainda em movimento e correu pelo cerrado, sob balas.

Pulou o muro da embaixada da Iugoslávia e lá ficou, meses, até receber o salvo-conduto e se exilar. Passei meu aniversário de 5 anos nessa embaixada. Festão. Achávamos que a ditadura não ia durar. Que ironia...

Da Europa, meu pai enviou uma emocionante carta aos filhos, explicando o que tinha acontecido. Chamava alguns de vocês de "gorilas". Ri muito quando a recebi.

Ainda era 1964, a família imaginava que fosse preciso partir para o exílio e se juntar na França, quando ele entrou clandestinamente no Brasil.

Num voo para o Uruguai, que fazia escala no Rio, pediu para comprar cigarros e cruzou portas, até cair na rua, pegar um táxi e aparecer de surpresa em casa. Naquela época, o controle de passageiros era amador.

Mas veio a luta armada, os primeiros sequestros, e atuavam justamente os filhos dos amigos e seus eleitores - ele foi eleito deputado em 1962 pelos estudantes.

A barra pesou com o AI-5, a repressão caiu matando, e muitos vinham pedir abrigo, grana para fugir. Ele conhecia rotas de fuga. Tinha um aviãozinho. Fernando Gasparian, o melhor amigo dele, sabia que ambos estavam sendo seguidos e fugiu para a Inglaterra. Alertou o meu pai, que continuou no País.

Em 20 de janeiro de 1971, feriado, deu praia. Alguns de vocês invadiram a nossa casa de manhã, apontaram metralhadoras. Depois, se acalmaram. Ficamos com eles 24 horas. Até jogamos baralho. Não pareciam assustadores. Não tive medo. Eram tensos, mas brasileiros normais.

Levaram o meu pai, minha mãe e minha irmã Eliana, de 14 anos. Ele foi torturado e morto na dependência de vocês. A minha mãe ficou presa por 13 dias, e minha irmã, um dia.

Sumiram com o corpo dele, inventaram uma farsa (a de que ele tinha fugido) e não se falou mais no assunto.

Quando, aos 17 anos, fui me alistar na sede do 2º Exército, vivi a humilhação de todos os moleques: nos obrigaram a ficar nus e a correr pelo campo. Era inverno.

Na ficha, eu deveria preencher se o pai era vivo ou morto. Na época, varão de família era dispensado. Não havia espaço para "desaparecido". Deixei em branco.

Levei uma dura do oficial. Não resisti: "Vocês devem saber melhor do que eu se está vivo." Silêncio na sala. Foram consultar um superior. Voltaram sem graça, carimbaram a minha ficha, "dispensado", e saí de lá com a alma lavada.

Então, só em 1996, depois de um decreto-lei do Fernando Henrique, amigo de pôquer do meu pai, o Governo Brasileiro assumiu a responsabilidade sobre os desaparecidos e nos entregou um atestado de óbito.

Até hoje não sabemos o que aconteceu, onde o enterraram e por quê? Meu pai era contra a luta armada. Sabemos que antes de começarem a sessão de tortura, o brigadeiro Burnier lhe disse: "Enfim, deputadozinho, vamos tirar nossas diferenças."

Isso tudo já faz quase 40 anos. A Lei da Anistia, aprovada ainda durante a ditadura, com um Congresso engessado pelo Pacote de Abril, senadores biônicos, não eleitos pelo povo, garante o perdão aos colegas de vocês que participaram da tortura.

Qual o sentido de ter torturadores entre seus pares? Livrem-se deles. Coragem.

*Publicado em "O Estado de S.Paulo" de 30 de janeiro de 2010.

pensando... pensando...

"Sólo escribo porque escribir me ayuda a pensar" (Macedonio Fernandez)

Giramundo...

incrível o quanto crescemos... e o quanto todos mudaram, para onda mudaram e para quem mudaram... cabelos longos e novas amizades, crianças de outrora que agora necessitam trabalhar para prover o sustento dos seus... 1982... 1992... 1996/97/98... 2000s... 2002 para 2003, o tempo poderia ter parado ali(?!)... 2006/07/08... agora o 2009 e o 2010... aonde estão todos aqueles personagens ? perdidos e achados... todos mudaram de fato! alguns para melhor... muito melhor, belas curvas e sorrisos outrora despercebidas... desejos, novos, em meio a papos velhos e superados, desnecessárias confissões... todos mudaram, mesmo esses que tão pouco conheço...

LA RAMBLA

"Montevideo es un lugar especial para vivir al resguardo de las visitas. Acá las noches no son enemigas de mis miedos a los desembarcos. Mi pequeña muralla, con figuras art decó en hierro, se siente como un buen resguardo. Aquí la distancia con mi familia es tangible. Es imposible que me tomen por sorpresa. Quien quiera venir tiene que anunciarse o lo veré llegar y saldré corriendo. Estoy harta de vivir en plena fuga como si fuera una adolescente.

Rambla - Imagem minha autoria

La bruma del río comienza a mojarme la piel. Quisiera evitarla. Tendré que entrar y cerrar la ventana, pero antes doy una mirada a la bahía de Pocitos. Disfruto con las pequeñas olas que llegan a la costa. En la rambla, sentados en un banco, una pareja se besa en forma lenta y profunda. Sus figuras recortadas por la neblina con sus oscuros cuerpos bajo una luz de farol son una cálida imagen. Me recuerdan el afiche de Manhattan." (Alfredo Fonticelli - "Caireles")

sábado, janeiro 30, 2010

Eu amo este jogo!

E vem aí mais um gNAL em nossas vidas...

El cigarro, la nafta y el barrilito de cerveza

“Ayer pasé a saludar a mi amigo, el Toto Pechuga, y lo encontré enojado y tomando mate.
Cuando toma mate enojado le hace sonar el fondo como si el mate lo acompañara en un mismo enojo.
Le pregunté por qué hacía rezongar el mate de esa manera, y me dijo que por falta de bandoneón, que si tuviera bandoneón y supiera tocar, lo haría sonar con un tango rezongón.
- El bandoneón, Flaco – me dijo -, rezonga porque es de origen alemán y de tango no entiende ni medio.
“Aquí lo domamos a prepo, a fuerza de Ariel Martinez y Pichuco enfrente, y le dijimos “fuelle” porque resopla, pero en el fondo es un teutón que se acomoda más a la cerveza y la cantarola en pandilla que a la soledad y el vasito de caña. Fijate, Flaco, que el bandoneón es un instrumento en extinción, como la ballena blanca. Y el fuelle sobrevive gracias al aire rioplatense.
La comparación del bandoneón con la ballena me pareció un poco traída de los cabellos, porque si hay algo que no tiene relación con el tango, y la prueba está que no se la nombra en ninguno, es la ballena blanca.
Me invitó con un amargo y mientras armaba un tabaco me dijo:
- Creo que voy a dejar de fumar, Flaco.
Le dije que me alegraba mucho porque el cigarro es un veneno y una antigüedad, el cigarro ya fue, es cosa de viejos. Toto, le dije.
- ¿ Sabés lo que pasa, Flaco ? - me agregó y siguió -, que con el aumento de la nafta voy a tener que dejar de usar el viejo y querido encendedor que me acompaña desde hace añares. Viste que yo no me doy con esos modernos encendedores a gas, porque a mí el gas me marea y no me gusta andar con una garrafita en el bolsillo.
Intenté explicarle las ventajas de esos pequeños encendedores sobre su viejo armatoste de museo, pero él, como si nada, siguió desarrollando su teoría mientras con un gesto me reclamaba el mate.
- Date cuenta que gasta poco, pero el asunto es la incertiumbre, Flaco, eso de nunca saber cúando ni cúanto te aumenta, porque te dicen que por ahora no, que se está estudiando, y cuando querés acordar te zampan el aumento, y ya van varias vecer que me entero tarde y no tengo tiempo de cargar el tanque antes de la medianoche, y eso me pone fulo, Flaco, y no te digo nada si el loco de la guerra le da por atacar a Irak, porque ahí le empiezan a quemar los pozos, que son como unos brutos sopletes, y con la quema te vienen a decir que aumentó el barril, que yo no sé cómo, con los adelantos de la tecnología, siguen cargando el petróleo en barriles como si fuera la vieja cerveza, no sé si te acordás, Flaco, que el viejo para las Navidades la iba a comprar a la calle Yatay y traía el barril rodando, no sé si te acordás.
Le dije que sí, que de alguna nebulosa manera creía recordar a los vecinos llevando barrilitos de cerveza rodando, pero en medio de mi forzada remembranza lo vi echar mano al bolsillo y sacar su viejo encendedor.
Era realmente una vergüenza.
- Está muy baqueteado – me dijo mientras lo encendía.
A la tapa se le habían gastado los remaches y la tenía atada con alambre.
Es inútil, con gente así, no se puede sacar un país adelante.”
( JUCECA – Julio Cesar Castro, do libro “Laduvija, el Tape Olmedo… y un quesito pa’ picar – cuentos inéditos de Don Verídico y otras yerbas”)

Luta...

“A única luta que se perde é a luta que se abandona” (Hebe Maria Pastor de Bonfini, uma das fundadoras da Associação das Mães da Praça de Maio)

quinta-feira, janeiro 28, 2010

quarta-feira, janeiro 27, 2010

A notícia por trás da notícia

É notícia do fim de semana: "Última década foi a mais quente da história e Hemisfério Sul registra maior temperatura média até hoje". A afirmação é do Instituto Goddard para Estudos Espaciais (GISS) da Nasa. Dá pra acreditar? É possível confiar nas revelações do GISS tanto quanto em promessa de vendedor de terrenos na Lua. No Sul do Brasil, as únicas estações na base do GISS usadas no cálculo da temperatura regional são Porto Alegre, Florianópolis, Santa Vitória, Londrina e Curitiba. Só essas cidades permitem gerar uma média do Sul todo? O GISS informa as anomalias de temperatura na Bolívia, mas não possui qualquer dado do país desde 1990. Como, então, calcula a temperatura de lá? Valendo-se do que se chama extrapolação. Busca o dado mais perto em raio de até 1,2 mil quilômetros. No caso boliviano, utiliza medições até da Amazônia. La Paz é Rondônia? Mesmo que calcular a temperatura de Porto Alegre com dados de São Paulo. Piada! A extrapolação é muito maior na África, onde a Nasa não conta com registros em mais da metade do continente, e nos polos, onde há escassas estações. Pelo GISS, a península Antártica inteira ficou mais quente em 2009, mas a base brasileira na região, e que não é usada pela Nasa, teve, segundo o Inpe, um dos seus anos mais frios desde a instalação em 1986. No "abrasador" 2009, pelo próprio GISS, a temperatura em Porto Alegre no ano foi inferior, desde 1950, a de 1958, 59, 61, 63, 67, 70, 71, 72, 73, 77, 81, 84, 85, 86, 91, 97, 2001, 2002, 2003, 2005, 2006 e 2007, inexistindo médias de 1954, 1994 e 1995. Dá pra acreditar em tudo que vira manchete? (Prof. Eugenio Hackbart, publicado no Jornal Correio do Povo, domingo 24.janeiro.2010)

terça-feira, janeiro 26, 2010

Para sempre...

UM CLIQUE

Sempre é bom estar com a máquina por perto e pronta para um disparo. Neste dia estava atirado lá no sítio e me deparei com esse pica pau na sua labuta diária, dando-lhe bicadas e mais bicadas no pé de caqui da vizinha. Certa feita li que fotografar é eternizar momentos. Pois então resolvi eternizar esse.

quinta-feira, janeiro 21, 2010

Alcool x morfina

"EU LAMENTO TANTO em cima da xícara com a bebida que eles percebem que vou ficar bêbado e então todos permitem e insistem que eu tome um pico de morfina, o que aceito sem medo porque sou um bêbado - pior sensação do mundo, tomar morfina quando você está bêbado, o resultado dá um nó em sua testa como se fosse uma pedra e provoca muita dor lá quando disputam o domínio da área, nenhum deles ganha porque anularam um ao outro, o álcool e o alcalóide." (KEROUAC, Jack - "Tristessa")

quarta-feira, janeiro 20, 2010

APETRECHOS

Fundamentais ao regular curso da vida...

terça-feira, janeiro 19, 2010

Chuva e silêncio

Debaixo de chuva incessante; de onde sai tanta água ? E naquelas reportagens - pesquisas - estatísticas que informam que em tal ano ela vai acabar. Mas como ? O homem não pode ser tão burro e imbecil. Que acabem primeiro com essas máquinas barulhentas que não me deixam em paz com meu silêncio.

Um grande cara...

Amyr Klink

Smoke on the Water

Que pérola! Purple numa formação com Ian Gillian e Roger Glover, ao vivo, Nova York - 1973.

COTIDIANO

"depois que você casou comigo
nunca mais você se arrumou
todo dia quando eu volto p'ra casa
encontro você com a cara que acordou

assim você mata nosso amor
assim você mata nosso amor

seu cabelo anda todo estragado
você anda bem mais gordinha
o seu corpo já não tem a mesma cor
nem parece com a mulher que eu tinha

antes de casar comigo
você não era assim
quero ver você bonita
esta noite p'ra mim

pois eu te amo...

depois que você casou comigo
você deixou de ser mulher carinhosa
não se interesse pelas coisas que eu faço
você já não é mulher caprichosa

você já não é tão carinhosa
você já não é tão carinhosa" (ODAIR JOSÉ)

sexta-feira, janeiro 08, 2010

HISTÓRIAS


quinta-feira, janeiro 07, 2010

SOLEDAD

“Abri de par en par la soledad
y era tiempo de ecos
ecos del mar del viento de los pinos

la soledad a veces está verde de hojas
otras veces azul como antes era el cielo

la soledad es una hazaña
precaria por supuesto pero hazaña
busca el poder del abandono
y el abandono del poder

o sea que si abro
de par en par la soledad
cerraré por las dudas
los postigos del sueño” (Mario Benedetti)

TARDES DE VENTO

Tudo quieto
silencioso
não há nada e ninguém

Só o vento
incessante e descolorido
como naquelas tardes de inverno na praia

Sinto tua falta
daquelas tardes
de estarmos sós
do nosso próprio mundo

O mundo que ali construímos;
tínhamos tão pouco
o tão pouco que precisávamos

Tudo parecia nosso -
o mar revolto
aquela imensidão cinza a volta
o luar
o anoitecer -
até mesmo o silêncio

Noites estreladas
olhares, palavras, corpos
lua e fogo
tínhamos tudo!

1º.dezembro.2009

POR PERTO DOS TRILHOS

Tudo poderia estar diferente; mas não está. E é bom que não esteja, porque os trilhos continuam aqui ao lado; sigo saltando de um lado para o outro, entre um trem e outro que passa em alta velocidade. As vezes salto para dentro de um que me atrai; por diversas circunstâncias, de tempos em tempos preciso saltar para dentro e viajar, atrás do eterno desejo pelo novo. Viajo por caminhos e tempos indeterminados; viagens intensas, percursos incríveis – voltas e mais voltas ao redor de um e vários mundos. São lugares tão incríveis esses pelos quais passo; indescritíveis e acima de adjetivos conhecidos; impossível narrar o quanto descobri – paisagens brancas, céus avermelhados, lindos vales, rotas rochosas e repletas de curvas, a pele tenra e os macios contornos de corpos esculturais. Mas, cedo ou tarde, chego em estações repletas de bifurcações – trilhos e mais trilhos, por todos os lados e perspectivas. Sinto-me dentro de labirintos. Sei para onde vai o trem, mas nem sempre é este o meu caminho. Não há como ser diferente, o trem precisa seguir e o passageiro não pode ficar para sempre, com seu peso a atrapalhar o percurso. Desço quando convém, porque o ato de descer envolve exatamente a mesma essência de embarcar – atração e desejo. Numa dessas estações ou mesmo no meio a um imenso horizonte despovoado, posso descer, assim como subi, num salto. E quando me dou conta aqui estou perto dos trilhos, brincando de um lado a outro, enquanto espero o próximo trem.

18.julho.2009, ao som de Canned Heat.

sexta-feira, dezembro 25, 2009

SI TE VAS

Si algún día volviera a nacer
te quiero.
Si algún día te viera caer
me muero
y si te vas primero
di que vendrás
te espero.
.
Si me besas al amanecer
te alejas.
Si me besas al atardecer
te acercas
y si te vas primero
di que vendrás
te espero.
.
¿A dónde voy con mi silencio?
a donde voy silbo y ya no pienso.
.
Si algún día quisiera no estar
me escondo.
Si algún día pudieras buscar
tan hondo
y si te vas primero
di que vendrás
te espero.
.
¿A dónde voy con mi silencio?
a donde voy silbo y ya no pienso.
(musica da banda LA TRAMPA - URU)

terça-feira, dezembro 22, 2009

PARIS

never
even in calmer times
have I ever
dreamed of
bicycling through that
city
wearing a
beret
.
and
Camus
always
pissed
me
off. (Charles Bukowski)





segunda-feira, dezembro 21, 2009

esses dias

Vou e volto
pelo mesmo caminho
durante dias
distanciando-me...

calcei sapatos novos

peleia

sábado, dezembro 05, 2009

LA IGNORANCIA DE CRISTO

A pesar de su tierna omnisciencia
hay dos cosas que cristo nunca llego a saber
por qué su padre resolvió abandonarlo
y por qué tuvo que nacer precisamente
en el año cero de la era cristiana.
(Mario Benedetti)

sexta-feira, dezembro 04, 2009

UM MINUTO

Estou parado no trânsito
a cidade é só barulhos
uma sinfonia desajustada
preciso d´um minuto de silêncio.

Quero escrever,
minha boca pede água
muita
o corpo pede teu abraço
e um pouco de sono
o mundo já não cabe
dentro disso tudo.

COPA 7

E depois ainda tenho que aguentar uns branquelo cagado se dizendo tocador de Samba Rock... Tolokintão! Vamo se respeitar!!!

terça-feira, dezembro 01, 2009

ACIDENTE

Tive de parar o carro. Luzes laranjas alertavam à frente. Parecia haver um carro caído do acostamento à direita no horizonte. Desliguei o carro. Fiquei ouvindo a música do rádio. Pessoas começaram a descer dos carros. Vi sombras. E depois algumas cruzaram o meu carro. Alguém soava buzina metros atrás. Custei a acreditar. Mais pessoas começaram a transitar. Dois ou três carregavam motos desligadas. A música tocava, mas já não a ouvia com nitidez. Os barulhos da noite escura desviavam sentidos. Fechei os vidros. As luzes piscantes ficaram ainda mais alaranjadas. Fechei os olhos em busca de silêncio. Alguns curiosos voltavam do passeio. Traziam notícias frescas. As pessoas do carro da frente indagavam-nas a todos os passantes. Conversavam. Observei atentamente o movimento dos lábios e as feições. Ouvia a música. Vi sorrisos. Custei a acreditar. Tentei encontrar o silêncio novamente. A música não parou. Uma ambulância cruzou no sentido oposto depois de quase dez minutos. Os motores voltaram a funcionar. O ônibus iniciou movimento adiante. Liguei o carro. Voltei a andar lentamente. Cruzei o túnel de luzes laranjas. Não olhei para os lados. A música continuava a tocar.

quarta-feira, novembro 25, 2009

DJAVAN

Um dos maiores músicos brasileiros; deixando os gringos de boca aberta no programa Sunday Night da TV americana...



PERO VENGO

Más de una vez me siento expulsado
y con ganas
de volver al exilio que me expulsa
y entonces me parece
que ya no pertenezco
a ningún sitio
a nadie

¿será un indicio de que nunca más
podré no ser un exilado?
¿qué aquí o allá o en cualquier parte
siempre habrá alguien
que vigile y piense
éste a qué viene?

y vengo sin embargo
tal vez a compartir cansancio y vértigo
desamparo y querencia
también a recibir mi cuota de rencores
mi reflexiva comisión de amor

en verdad a qué vengo
no lo sé con certeza
pero vengo
(Mario Benedetti)

AMORES: MATILDA

TE AMO

Amante, tea mo e me amas e te amo:
são curtos os dias, os meses, a chuva, os trens,
são altas as casas, as arvores, e somos mais altos:
aproxima-se na areia a espuma que te quer beijar:
transmigram as aves dos arquipélagos
e crescem no meu coração tuas raízes de trigo.

Não há dúvida, amor meu, que a tempestade de setembro
Caiu com seu ferro oxidado sobre tua cabeça
e quando, entre ventanias de espinhos te vi caminhando
indefesa,
peguei tua viola de âmbar e fiquei ao teu lado,
sentindo que eu não podia cantar sem tua boca,
que eu morria se não me olhavas chorando na chuva.

Por que os quebrantos de amor na margem do rio,
por que a cantata que em pleno crepúsculo ardia em minha
sombra,
por que se fecharam em ti, “chillaneja” fragrante,
e restituíram o dom e o aroma que precisava
meu terno gasto em tantas batalhas de inverno ? (Neruda)

sábado, novembro 21, 2009

Natural Mystic

Estou bem longe daqui. Escrevi isso há alguns dias, quase semana. Ela voltou. E ela também. Atribuladas... Envolvidas... Dedicadas... Olvidadas... Tudo e todas. As velhas novas de sempre... Os carros que passam no trânsito também estão apressados e quem está por detrás do volante quer correr e quer recuperar dias perdidos e situações mal resolvidas. Debaixo deste enorme vazio coletivo, falta tempo a todos. Por isso o caos... o caos que neste momento deve estar bem longe de mim, porque a estas horas estou dentro do meu paraíso rodeado do tão pouco de que preciso.
.
16.nov.2009, 03:37.

sexta-feira, novembro 20, 2009

quinta-feira, novembro 19, 2009

LUTO

.
Ao amigo Jean.
.
"É com imensa tristeza que comunicamos o falecimento, por motivo de cancer, de Jean Paul Bastos Melo na manhã do dia 18 de dezembro de 2009. Jean foi um dos fundadores do RS PARADESPORTO e ocupou o cargo de Vice Presidente da entidade no biênio 2005/07, tendo prestado relevantes serviços tanto a nossa entidade como à causa. O corpo de Jean será enterrado no Cemitério da Paz na quinta-feira (dia 19), as 11h. O RS PARADESPORTO se solidariza com os amigos e familiares de Jean Paul neste momento de profunda tristeza e se compromete a lembrar eternamente o nome deste grande Guerreiro." http://ong.portoweb.com.br/rspara/default.php

Selva de Pedra

quarta-feira, novembro 18, 2009

BAD CARD

terça-feira, novembro 17, 2009

Egoísmo...

Há muito tempo desisti de reparar erros. É quase impossível, porque eles ficam gravados, para sempre, em mídia indestrutível. Quem não erra não existe. Quem erra não corrige. E assim transcorrem os dias, entre erros e mais erros...
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Pensei que me preocupava e ajudava os outros. Hoje percebi que não. No fundo todos somos muito egoístas e só fazemos aquilo que nos dá prazer e satisfação, mesmo que não seja de forma imediata.
---------xxx--------
Não quero fazer tantas coisas... E certas vezes fico longos dias e noites pensando porque as faria... E quando vejo não as faço... Isso já é uma recompensa enorme.

Hipócritas



Dip for diplomatic;

'Yp for hypocratic;

Dry for dry-land tourist;

Tup for Topper Norris!

See de 'ypocrites, dem a-galang deh!

See de 'ypocrites, dem a-galang deh!

See de 'ypocrites, dem a-galang deh! Man, go!

/Instrumental break/

Dem cut - cut - cut 'gainst 'em one another;

Cut - cut - cut 'gainst 'em one another.

Oh, dem teach to love one another;

Oh, dem teach to love one another. Man, go!

/Instrumental break/

Dem a run - come - come wid a gravalicious;

Dem a run - come - come wid a gravalicious;

Dem a run-a - come-a - come-a wid a gravalicious;

Sehd, a run-a - come - come-a wid a gravalicious.

/Instrumental break/

See de 'ypocrites, dem a-galang deh!

See de 'ypocrites, dem a-galang deh!

See de 'ypocrites, dem a-galang deh!

See de 'ypocrites, dem a-galang deh! Man, go!

/Instrumental break/

Dip-a (for diplomatic);

A 'yp-a (for hypocratic);

Dry - dry - dry (for dry-land tourist);

A tup-pa - tup-pa - tup-pa (for Topper Norris)!

See de 'ypocrites, dem a-galang deh!

See de 'ypocrites, dem a-galang deh!

See de 'ypocrites, dem a-galang deh! Man, go!

segunda-feira, novembro 16, 2009

Plagiando Buko

As mulheres com quem vivi adoravam
suas obrigações com a família, compromissos,
fazer cooper, cursos de teatro, trabalhos e projetos, ir à praia, comícios, shoppings,
casamentos, funerais, cursos de línguas, cafés, festas, bares e assim por diante.

Enquanto eu vivia com esta
máquina.

Enquanto elas desempenhavam funções sociais, lutavam
contra preconceitos, desbravavam fronteiras, salvavam espécies,
e enquanto elas falavam ao telefone

Esta maquina e eu vivemos aqui
Juntos
Como estamos vivendo juntos aqui nesta noite: a máquina, os 2 cachorros, o rádio e um pouco mais.

Depois que eu morrer elas dirão (se perguntadas): “ele só gostava de dormir e beber; ele nunca queria ir a lugar algum, bem talvez ao campo de futebol, aquele lugar estúpido!”

As mulheres que conheci e com quem vivi eram muito sociáveis, sem tempo para nada, entusiasmadas, apressadas, como se alguma experiência de grande importância aguardasse por elas.

“É um grupo de new-bossa-samba, eles são demais!”
“Estou atrasada para minha aula!”
“Tenho de terminar um relatório do trabalho!”
“Estou indo ao aeroporto buscar a Ciclana que chegou de Paris!
“É a festa de aniversário surpresa da Beltrana!”
“É o casamento de uma amiga de infância!”

Entretanto, eu tenho esta máquina
Esta máquina e eu vivemos juntos
De verdade.

Uma boa menina
Quase sempre fiel.

All Day All Night

quinta-feira, novembro 12, 2009

VELEJANDO...


É assim que te via sempre. Há longa data. Do outro lado do rio, fui tantas vezes para te espiar, de longe, como piá que fica cuidando a guria de que gosta na saída do colégio. Tudo sempre parava a meu redor quando ficava lá observando a corrente do rio e o sol te iluminando. Agora nem tudo está parado a minha volta. Pelo contrário, não consigo ficar um segundo sequer sem movimentos e atenções; o barco, o mastro, a vela, os cabos, a água e o vento. Tudo isso ao meu redor. Mas ainda é assim que te vejo, paredes e espelhos, quando velejo.

OLHOS COLORIDOS

quarta-feira, novembro 11, 2009

COMPETIÇÃO

agora moramos perto do porto
e à noite
os navios frequentemente tocam suas
buzinas.

ela tem o sono leve.
ela dá um salto,
sentando-se bem reta
na cama.

"MERDA!"
"o que é? o que é?"
"pensei que você tinha peidado!"
"não dessa vez, querida..."

ela é uma boa menina;
morar comigo fez
mal aos nervos dela.
(para dizer a verdade, gosto de economizar meus
peidos
para a banheira.
aquelas bolhas cinzentas espalham
um fedor mágico)

peidar tem muito em comum com foder:
não se pode fazer o tempo todo
mas quando se faz
vem geralmente um
sentimento de orgulho
como se sua arte
o ato em si
fosse uma coisa rara e
preciosa.

eu peido mais do que fodo
e eu peido melhor do que
fodo
e estou feliz
por ser confundido
com uma buzina de navio
no meio da
noite.
(Charles Bukowski)

You´re gonna miss me



You're gonna wake up one morning as the sun greets the dawn.
You're gonna wake up one morning as the sun greets the dawn.
You're gonna look around in your mind, girl, you're gonna findthat
I'm gone.
You didn't realize,
You didn't realize,
You didn't realize,
You didn't realize,
You didn't realize.
Oh! you're gonna miss me, baby.
Oh! you're gonna miss me, baby.
Oh! you're gonna miss me, child, yeah, yeah.
I gave you the warning,
But you never heeded it.
How can you say you miss my lovin,
When you never needed it?
Yeah! Yeah! Ow!
You're gonna wake up wonderin',
Find yourself all alone,
But what's gonna stop me, baby?
I'm not comin' home.
I'm not comin' home.
I'm not comin' home.
Oh, oh, oh, yeah!

sábado, novembro 07, 2009

CORAZÓN CORAZA

Porque te tengo y no
porque te pienso
porque la noche está de ojos abiertos
porque la noche pasa y digo amor
porque has venido a recoger tu imagen
y eres mejor que todas tus imágenes
porque eres linda desde el pie hasta el alma
porque eres buena desde el alma a mí
porque te escondes dulce en el orgullo
pequeña y dulce
corazón coraza
.
porque eres mía
porque no eres mía
porque te miro y muero
y peor que muero
si no te miro amor
si no te miro
porque tú siempre existes dondequiera
pero existes mejor donde te quiero
.
porque tu boca es sangre
y tienes frío
tengo que amarte amor
tengo que amarte
aunque esta herida duela como dos
aunque te busque y no te encuentre
y aunque
la noche pase y yo te tenga
y no. (Mario Benedetti)

LABIOS DE MEL

quinta-feira, novembro 05, 2009

BRA-PEL da Lingerie

A comunidade futebolística da Zona Sul do Rio Grande do Sul já não dorme de preocupação. Todos querem saber até onde vai a disputa entre Pelotas e Brasil no clássico das lingeries. A expectativa é de que as atletas troquem o fardamento ao final do confronto.




Que delícia hein! A dupla gNAL bem que poderia seguir o salutar exemplo.

Maiores detalhes no Blog Impedimento - clique aqui para conferir.

Perdidos en Montevideo

Solos como un vigilante una noche de navidad
¿quién nos recordará?
Solos como un perro abandonado sin saber cruzar
¿quién te alimentará?
.
Solos como un niño perdido en medio de la ciudad
¿quién nos encontrará?
Solos como un viejo recordando sueños frente al mar
¿quién nos abrazará?
.
Vemos al mundo desaparecer, yo no te veo y vos ya no me ves
Y no me ves, y no te veo, perdidos en montevideo.
¿ya no cambiamos? ¿no podemos?, endurecidos como acero.
.
Solos como el viento frío y ancho del amanecer
¿quién nos podrá querer?
Solos como náufragos en medio de este temporal
¿quién nos rescatará?
.
Vemos al mundo desaparecer, yo no te veo y vos ya no me ves
Y no me ves y no te veo, perdidos en montevideo.
¿ya no cambiamos? ¿no podemos?, endurecidos como acero.
.
Qué tristeza, qué dolor
Todo lo que fuiste y lo que quedó
Quién te ha visto y quién te ve
Miro como el hambre te muerde los pies.
.
Y si el hombre es un muñeco de sueños nada más ¿para qué despertar?
Y si el hombre es un muñeco solitario, nada más ¿para qué lamentar? (LA TRAMPA)

Confiança

O arremessador nato não exita; mesmo estando numa péssima jornada, ele chuta a bola do jogo e converte.

quarta-feira, novembro 04, 2009

Liberdade

Liberdade é... escrever, ouvir, estar acordado até quando quiser e não ser importunado por nada e por ninguém; e se possível ficar aqui sentado olhando o sol nascer.

SESSÃO DA TARDE...

E a negadinha reunida e delirando com o Rei Roberto subindo o corcovado a milhão... "Eu sou Terrível... Você não sabe de onde venho, o que eu sou e o que tenho..."


Velho Camarada...

Clássico absoluto da MPB... O saudoso Mestre Tim Maia e seus camaradas Fábio e Hyldon (chaplin no meio da platéia). Baita som!

Ninguém vai rir de mim...

grooveira cabulosa do Tornado...

Água com açucar...

Por isso tudo até vale assistir um desses enlatadinhos água com açucar de holywood...


















sábado, outubro 24, 2009

(IN) VERSÕES

Renato e Seus Blue Caps gravaram "Vivo Só", versão p'ra essa pedra fundamental dos Yardbirds - "For Your Love" (de 1965), inclusive com aquela mudança de ritmo alucinante no meio da música seguida do clássico regrão na versão brazuca: "quando o sol for embora/sozinho dormirei/amanhã/ só Deus sabe/ se o amor encontrareeeeeeeeeeeeeeeei"
CLÁSSICOS!




Eu sou apenas alguém...

quinta-feira, outubro 22, 2009

Guerreiros...

quarta-feira, outubro 21, 2009

MONTEVIDEANOS

“...El mar que me trajo hasta aquí,
el puerto en que habré de zarpar,
un día pensando en volver,
un día volviendo a escapar” (Jorge Drexler)








P'a Aurelia...

A tua pele morocha me causou desejos. Senti teu perfume e fiquei tomado. Olhei no fundo de teus negros olhos para te conhecer melhor. Quanto brilho. Gostei quando sorrias ao me escutar e te preocupavas em demonstrar tuas reais intenções. Tão perto de ti, muito além do que eu pretendia ao chegar, voltei a sentir algo que ficara tão distante, "lejos", "muy lejos". Agora te tenho em pensamentos, substituindo os de outrora.

EL PARRILLERO

(el parrillero de APRI - Caigua 1336 - Prado - Montevideo - URU)

Tiengo ganas de estar siempre alli
cerca de tu calor y luminosidad
bajo tu fuego y de la amistad
de los montevideanos
.
Una botella de cerveza,
entre los tragos de
Patricia o Zillertall
toda nuestra atención
en pedazos de asado
pulpón, riñones y mollejas
.
Nos quedamos alli
por la noche a charlar,
cerca de tu calor y luminosidad,
a macerar, como en adobo,
el proceso de convertirse en montevideano

Do Fundo do Bau p'o MP3

Alice in Chains - Got me Wrong

Plush

Um pouco mais fundo do baú...

domingo, outubro 11, 2009

GAUCHO

(fotos de minha autoria)
.
hermano que me mira
a procura de mis ojos
no puedes perceber
el cuanto te admiro
por manter intacta
en tu semblante y costumbres
nuestra tradición
.
cuando andas por ahy
con tu inseparable amigo
el caballo
regateando la modernidad
superando el tiempo
te veo como un grande
un ejemplo
para las futuras generaciones

POBRE PAPÁ

"Mi papá me dijo que la televisión hace poco que existe y hace menos que existe el teléfono celular y me dijo que hace mucho menos que existe la computadora. Pobre papá. Me dijo que cuando era niño y tenía la edad de nosotros jugaba con un palo de escoba. Se lo metía entre las piernas y lo transformaba en un caballo. Me dijo que metía papel dentro de una media y con eso jugaba a la pelota. Pobre papá. Agarraba una cubierta vieja de auto, la golpeaba con la mano haciéndola al balero papá. Tenía que embocar un palo fino en el agujero de una bola de madera que se comunicaba con el palo con una cuerda. Nunca llamó a Paola por el 0900. No conoció el canal 3 ni el 17 ni el 71 donde están los dibujitos y los monstruos. No le mandó nunca un mail a Sofía ni a Karina. También me dijo mi papá que cuando tenía la edad de nosotros no existían los Mac Donald's. Pobre papá. Jamás estuvo dentro de un pelotero ni comió una hamburguesa con ketchup. Nunca probó una "cajita feliz" ni le regalaron un Power Ranger. Pobre papá. Siempre está amargado. Mi papá no tuvo infancia." (Ruben D'alba)

sábado, outubro 10, 2009

QUERO QUERO

(foto de minha própria autoria)
.
Que é que tu queres, quero-quero? Implico
Com teu grito, que aos tímidos maneia,
Pois vêem fantasmas de que o pampa é rico,
Quando tu gritas numa noite feia.
.
Aborrecido, quando te ouço, fico,
E uma grande saudade me esporeia,
Porque dizem que gemem no teu bico
Os gaúchos que morreram na peleia.
.
És a ronda do pampa com teu bando...
A noite tôda passas denunciando
Cruzada de viajante ou de índio vago.
.
E os mistérios das lendas entropilhas,
Quando gritas na dobra das coxilhas,
Sentinela perdida do meu pago. (VARGAS NETO)

PORRADARIA...

sexta-feira, outubro 09, 2009

PEGADORAS...

.
OBRIGADO MULTISHOW!!!








APARECEU, APARECIDA...

quinta-feira, outubro 08, 2009

LIDAR COM BOLEIRO É COISA PARA PROFI...


D´Alessandro é um jogador de capacidade técnica indiscutível. Mas precisa estar afim de jogar. O salário vultuoso e em dia que lhe é creditado na conta bancária todo início do mês, apenas, não servem de incentivo e motivação. É preciso o algo mais que só o boleiro sabe o que é.


Desde meados de julho, especialmente depois da partida contra o Botafogo no Engenhão, ficou evidente que o argentino não estava afim colocar seu sangue para o time (escrevi a respeito no BLOgreNAL - coluna n. 132). Havia algo mais do que os aviões de carreira no espaço aéreo do Beira-Rio.


As dúvidas foram esclarecidas ontem. Melhor jogador em campo, dedicado, comunicativo com seus companheiros e voltando para marcar, D´Alessandro foi novamente o diferencial do Colorado.


O emblema do que digo se deu aos 20 e poucos minutos da segunda etapa, logo após o INTERNACIONAL perder um golo num contra-ataque iniciado pelo argentino. Mário Sérgio o chamou na área técnica e ao pé de ouvido lhe passou instruções. D´Alessandro foi dali para o meio campo e reuniu 3 companheiros para uma rápida troca de informações. Logo em seguida marcamos o terceiro golo e conferimos números definitivos ao placar.


3x1 sobre o Náutico. Além da recuperação de D´Alessandro (o grande reforço para esse "sprint" do campeonato), pode-se dizer que a vitória foi deveras importante. Afinal de contas, há mais de mês não sabíamos o que era conquistar três pontos.


Mas paramos por aí. Ficou claro que o "Vesgo" terá muito trabalho, especialmente com o sistema defensivo (não é possível que percamos todas as bolas aéreas como está acontecendo). Aliás, parece-me evidente que as falhas do sistema defensivo são decorrentes da falta de treinamentos específicos. Afinal de contas, Bolivar e F. Eller, a zaga de ontem, é a mesma que há 3 anos conquistou a América. O terceiro zagueiro não tinha o que fazer, porque o adversário só deixava um atacante posicionado (D. Moraes poderia atuado como líbero a frente da zaga!). Pior ainda, os três defensores atuaram em linha.
.
Nas laterais, Danilo se lançou à frente, mas não conseguiu acertar sequer uma jogada. Kleber parece que ainda está com o freio que Tite lhe impôs (custa a passar do meio campo). Glaydson e Guina pouco chegaram ao ataque e Andrezinho teve atuação discreta como 2o homem de ataque pela esquerda (Taison nesta função pode dar mais agilidade ao sistema ofensivo). Alecsandro anotou 2 golos e o que interessa para centroavante é colocar a bola para dentro.
.
Na sequência teremos o retorno de peças importantes como Sandro e Giuliano das seleções, Taison e Índio suspensos e Edu que deve consolidar sua forma física. Seis pontos contra o Atlético-PR (casa) e Fluminense (fora) são imprescindíveis, além de secar o Palmeiras.

SE FUÉ LA NEGRA

Morreu no dia 4 Mercedes Sosa, a maior cantora latino americana.

Gracias por todo que me enseñaste NEGRA!




42 ANOS DA MORTE DE CHE GUEVARA


"NÃO EXISTE EXPERIÊNCIA MAIS PROFUNDA PARA O REVOLUCIONÁRIO DE QUE O ATO DA GUERRA"


Tristeza na morte de um herói


* Por Pablo Neruda


"Nós que vivemos esta história

esta morte e ressureição

de nossa esperança enlutada,

os que escolhemos o combate

e vimos crescer as bandeiras

soubemos que os mais calados

foram os nossos únicos heróis

e que depois das vitórias

chegaram vociferantes

a boca cheia de jactância

e de proezas salivares.


O povo moveu a cabeça;

e voltou o herói ao seu silêncio


Mas o silêncio se cobriu de luto

até afogar-nos nesse luto

quando morria nas montanhas

o fogo ilustre de Guevara


O comandante terminou

assassinado num barranco

Ninguém abriu a boca.

Ninguém chorou nos povoados índios.


Ninguém subiu às torres das igrejas.

Ninguém levantou fuzis,

e cobraram a recompensa

aqueles a quem veio salvar

o comandante assassinado


O que houve, medita o pesaroso,

com estes acontecimentos?


E não se diz a verdade

Porém se cobre com papel

esta desgraça de metal.

Mal se abrira o roteiro

como um machado que caiu

na cisterna do silêncio.


Bolívia voltou ao seu rancor,

a seus enferrujados gorilas,

à sua miséria intransigente,

e como bruxos assustados


os sargentos da desonra,

os generaizinhos do crime

esconderam com eficiência

o cadáver do guerrilheiro,

como se o morto os queimasse.


A selva amarga engoliu

os movimentos, os caminhos,

e onde passaram os pés

da milícia exterminada

hoje os cipós aconselharam

uma voz verde de raízes

e o veado selvagem voltou

à folhagem sem estampidos."

quarta-feira, outubro 07, 2009

SAI PASTOR ENTRA VESGO

A noite de domingo tinha indícios fortíssimos de que Tite já estava fora do cargo (cf. postagem abaixo). A segunda-feira confirmou as espectativas, com o anúncio de M.S.P de Paiva como novo treinador Colorado. Vejo a troca de comando como algo positivo. Mas penso que M. Sérgio não foi boa escolha. Havia outros nomes disponíveis e com maior identificação com o INTERNACIONAL (como já ocorrera, aliás, quando da contratação de Tite). Além disso, o "Vesgo" não possui trabalhos e curriculo recomendável na função de comandante técnico. Nossa sorte é que ficará no clube por apenas dois meses.
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segunda-feira, outubro 05, 2009

TITE FORA ?

Ouvi atentamente às entrevistas de F. Carvalho, V. Piferro e A. Bachi, depois da deprimente derrota para o Coritiba. O tom e as palavras bem diferentes dos últimos fracassos (U de Chile e Cruzeiro, por exemplo). Carvalho e Piffero já não garantiam a permanência do treinador. Este já não traçava planos para o futuro. Algo me diz que a decisão de afastar Tite já foi tomada pela cúpula do futebol Colorado e, mais, que o treinador inclusive já foi avisado da mesma. Talvez a segunda-feira seja movimentada nos programas esportivos. O negócio vai ser rádio AM ligado direto.

MERCADO PUBLICO - 140 anos


"Então passaram os tempos

entre fogos, chuvas e ventos,

permanece de pé o Mercado Central.

Assistindo ao progresso chegar,

ao velho passar e ao jovem envelhecer.

És o prédio original e folclórico

És patrimônio histórico do Centro da Capital.

Para quem te conheceu és motivo de saudade

Ficarás de pé para sempre monumento

da nossa cidade" (PAULO NAVAL)

domingo, outubro 04, 2009

O Centenário FANTE


Louco para tomar um trago, mas sem um tostão no bolso. O que fazer ? Bukowski costumava ir à Biblioteca Pública de Los Angeles atrás de leituras. Foi numa dessas que se deparou com Pergunte ao Pó. Devorou a obra numa só sentada. Depois disso sua vida nunca mais seria a mesma: "John Fante se tornaria uma influência no meu modo de escrever para a vida toda", escreveu Charles Bukowski, em 1979. Curiosamente, foi Buko que tirou Fante do anonimato, divulgando e incentivando a publicação dos escritos na Black Sparrow Press, sua editora à época.
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Fante começou a escrever em 1929 e teve seu primeiro texto publicado na revista The American Mercury em agosto de 1932: o conto Altar boy, traduzido em português sob o título de Coroinha. Na mesma revista, publicou Lar, doce lar em novembro de 1932, Primeira Comunhão e Craque de beisebol em março de 1933 e A odisséia de um wop em setembro de 1933. Em outubro de 1934, publicou o conto Um de nós na revista Athlantic Monthly. Esses contos foram republicados nos livros Dago Red e O Vinho da Juventude.
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Seu primeiro romance, Espere a primavera, Bandini, foi publicado em 1938. No ano seguinte Pergunte ao Pó foi publicado. Em 1940 a coletânea com seus contos: intitulada Dago Red foi lançada.
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Para ganhar dinheiro, Fante trabalhava como roteirista em Hollywood. Fez o roteiro para filmes como Full Of Life, Jeanna Eagels, My Man and I, The Reluctant Saint, Something for a Lonely Man, My Six Loves e Walk On the Wild Side.
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John Fante descobriu que tinha diabetes em 1955 e as complicações da doença terminaram por deixá-lo cego em 1978. Mesmo assim continuou a escrever ditando para sua mulher, Joyce, e o resultado foi Sonhos de Bunker Hill. Morreu com 74 anos em 8 de maio de 1983, justamente quando começava a ficar cultuado no cenário da literatura underground. Seu filho, Dan Fante, escreveu um romance sobre a morte do pai intitulado Chump Change, ainda inédito no Brasil.

ISSO É UM FATO

na companhia de tolos
nós relaxamos em
aterros ordinários,
apreciamos comida ruim,
bebida barata,
conhecemos homens e
mulheres do
inferno.
na companhia de tolos
jogamos os dias fora como
guardanapos de papel.
.
com essa companhia
nossa música é alta e nosso
riso
falso.
.
não temos nada a perder
além de nós mesmos.
.
junte-se a nós
nós somos agora
quase que
todo o
mundo.

Deus nos
abençoe. (Charles Bukowski)

sexta-feira, outubro 02, 2009

LIBRO DE LAS PREGUNTAS

XLII

SUFRE MÁS el que espera siempre
que aquel que nunca esperó nadie ?

Dónde termina el arco iris,
en tu alma o en el horizonte ?

Tal vez una estrella invisible
será el cielo de los suicidas ?

Dónde están las viñas de hierro
de donde cae el meteoro ?

XLIII

QUIÉN era aquella que te amó
en el sueño, cuando dormías ?

Dónde van las cosas del sueño ?
Se van al sueño de los otros ?

Y el padre que vive en los sueños
vuelve a morir cuando despiertas ?

Florecen las plantas del sueño
y maduran sus graves frutos ?

XLIV

DÓNDE está el niño que yo fui,
sigue adentro de mí o se fue?

Sabe que no lo quise nunca
y que tampoco me quería ?

Por qué anduvimos tanto tiempo
creciendo para separarnos ?

Por qué no morimos los dos
cuando mi infancia se murió?

Y si el alma se me cayó
por qué me sigue el esqueleto ?

XLV

EL AMARILLO de los bosques
es el mismo del año ayer ?

Y se repite el vuelo negro de la tenaz ave marina ?

Y donde termina el espacio
se llama muerte o infinito ?

Qué pesan más en la cintura,
los dolores o los recuerdos ?

XLVI

Y COMO se llama ese mes
que está entre Diciembre y Enero ?

Con qué derecho numeraron
las doce uvas del racimo ?

Por qué no nos dieron extensos
meses que duren todo el año?

No te enganó la primavera
con besos que no florecieron ? (PABLO NERUDA)

quinta-feira, outubro 01, 2009

ATLETAS DO FUTURO

Amanhã, na Dinamarca, o Rio de Janeiro pode ser escolhido como cidade-sede dos Jogos Olímpicos 2016. Milhões de dólares já foram gastos apenas com a campanha; bilhões serão gastos caso a cidade seja eleita. Assisti, agora, o programa "Atletas do Futuro", na ESPN Brasil. Excelente programa; foram abordados casos de diversos atletas promissores, em várias modalidades, e em todos a tônica foi a falta de apoio ao desporto de base e as portas fechadas, mesmo em espaços públicos destinados a prática de esportes.
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O Centro de Referência criado no Ibirapuera, em São Paulo, por exemplo, está com a pista de atletismo e a piscina fechados, segundo o programa. Um absurdo total! Aqui em Porto Alegre a situação não é diferente. O time de basquete em cadeira de rodas do RS PARADESPORTO, do qual sou atleta e treinador, passa por verdadeira peregrinação para treinar. Essa última semana tivemos de levar nossas cadeiras de rodas de basquete a uma cancha de rua na beira do Rio Guaiba, com vento e muito frio, para não ficar sem treino.
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Estamos com o campeonato brasileiro em vista, daqui a menos de dois meses, e não temos horários certos e definidos para treino. A equipe de base que criamos, para crianças entre 8 e 16 anos, está em atividade com condições totalmente precárias. As crianças treinam sem tabelas (o que já virou até piada!).
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Enfim, amanhã poderemos ser brasileiros orgulhosos por ganharmos a eleição para sede dos Jogos Olimpicos. E quando poderemos ser brasileiros felizes e orgulhosos por termos nossas crianças e jovens dentro de canchas e pistas, com espaços para mostrar suas potencialidades e treinar ?