quarta-feira, maio 21, 2008
NIETZCHE
quinta-feira, maio 15, 2008
EXPLICAÇÕES
Não vou nem tecer as críticas habituais à qualidade técnica de alguns jogadores como é o caso de Orozco ou Jonas (esse não tem condições de estar sequer no grupo de atletas). Não, tenho outras explicações, algumas visíveis. O grande responsável pela derrota foi A. Braga, o motivador. Há dias que venho afirmando que Abel é um grande motivador, mas taticamente é péssimo (e um treinador, para ter sucesso, depende de 70% conhecimento tático e apenas 30% motivação). Foi ridículo o posicionamento da equipe na segunda etapa. 10 jogadores em frente à area e Nilmar, pobre Nilmar, isolado entre os zagueiros pernambucanos.
De outro lado, foi visível a letargia de Fernandão e Alex. E isso me fez supor a existência de algo nos bastidores que não conhecemos, e nunca vamos ter conhecimento. Todos nós sabemos que o futebol tem dessas coisas. O desempenho físico e emocional do INTERNACIONAL na segunda etapa, sem dúvida, franqueia tal tipo de raciocínio. As entrevistas de dirigentes, jogadores e, especialmente, de A. Braga, ao final da partida, o justificam inteiramente. Não é possível, algo que não foi nos dado conhecer aconteceu em Recife.
Tenho medo das consequências desse vexame! Pode gerar crise. Oremos!
quarta-feira, maio 14, 2008
AINDA AS CARROÇAS...
Quanto à situação de foragidos dos carroceiros, o dado não é verídico. E caso realmente hajam foragidos, cabe à polícia detê-los. A respeito de eventuais indivíduos submetidos ao regime semi-aberto, não conheço nenhuma restrição de que tais pessoas possam desempenhar atividades laborais. O argumento, aliás, beira o preconceito.
A respeito de maus tratos com os animais, estamos, sem dúvida, diante de situações raríssimas. Tanto é que o noticiário, até hoje, conseguiu "pescar" apenas uma matéria, sensacionalista diga-se de passagem, na qual um cavalo, de fato, morreu por esforço. Anoto que os meios de comunicação (especialmente a RBS) já demonstraram, tanto em matérias como através de seus formadores de opinião, posição contrária às carroças nas ruas.
A exceção não pode justificar a restrição. É sabido que os carroceiros, exatamente por dependerem dos animais, guardam relação de zelo, carinho e até mesmo louvor ao animal. O que falta aos críticos é maior conhecimento da realidade dessa gente que necessita das carroças e dos cavalos para sobreviver. Criticá-los, de dentro de uma casa quente e guarnecida de luxos ou de um automóvel, é bastante simples. A propósito, até mesmo o Sr. Paulo Santana, ferrenho crítico do tema, travestiu-se, recentemente, de carroceiro, para vivenciar a realidade. E já ficou com sua opinião bastante abalada.
Enfim, é preciso muito debate, é preciso muito conhecimento das realidades em jogo, antes de se tomar uma decisão que importará clara limitação de direitos.
terça-feira, maio 13, 2008
SIM ÀS CARROÇAS
Pretender proibir o individuo de trafegar pelas ruas de carroça é, sem dúvida alguma, retirar o sagrado direito de ir e vir, que lhe é assegurado constitucionalmente. Afinal de contas, quem não tem condições financeiras de adquirir um audi, uma mercedes, um santana, uma brasília ou mesmo uma moto ou fusca, tem também o direito de transitar pelas ruas em seu meio de transporte - que é a carroça.
Não bastasse isso, realmente, é inegável que a carroça, hoje em dia, é utilizada como instrumento de trabalho, assim como a moto serve aos "motoboys" e os caminhões servem às transportadoras. Por que não se cogita de retirar os caminhões das ruas, devido à poluição que causam ?! Ou os "motoboys", sabida e comprovadamente grandes causadores de acidentes de trânsito, por que não se cogita de retirá-los das ruas ?! Simples, porque eles são fundamentais à sobrevivência desta sociedade de valores alterados em que vivemos. Os carroceiros, que trabalham honestamente, sem poluir, e, muito pelo contrário, recolhem o lixo urbano; esses são taxados de malfeitores à sociedade moderna, essa sociedade do progresso; nessa sociedade, aonde o dinheiro está acima de tudo, querem transformar o tráfego de carroças em algo ilícito.
Aos que ficam irritados atrás de uma carroça no trânsito recomendo uma boa música no rádio ou quem sabe não transpor seus problemas e estresses pessoais à liberdade dos outros. Aliás, essas mesmas pessoas que lutam pelo banimento das carroças, via de regra, são aqueles que ultrapassam sinal vermelho, não respeitam os limites de velocidade, estacionam em lugares proibidos e transgridem todas as regras da boa convivência no trânsito. Portanto, parem com esse absurdo de querer tirar as carroças das ruas!
quarta-feira, maio 07, 2008
GRAU DE INVESTIMENTO
Diversos países menos considerados, como por exemplo Trinidad e Tobago, já contam com tal 'honraria' e não deixaram sua posição secundária no atlas global em virtude da mesma. É claro que sempre é bom obter um reconhecimento internacional deste porte, mas, é preciso ter os pés no chão, nosso país não se encontra preparado para ingressar no seleto grupo de países desenvolvidos, como as notícias dão a entender.
Primeiro porque o gasto público só tem crescido, desde a posse de Guido Mantega no Ministério da Fazenda (o Tesouro abriu as torneiras, depois da saída do contido Palocci, distribuindo cortesias aqui e acolá, com nítidos contornos e interesses eleitorais). Somado a isso, a alta carga tributária segue desestimulando investimentos em nosso setor produtivo (e não há sinais de que o projeto de mini-reforma entregue ao Congresso possa modificar este panorama).
De outra parte, nossa infra-estrutura, tanto física como humana, não está preparada para receber investimentos vultuosos. Fisicamente, não temos estradas, e muito menos ferrovias e hidrovias, capazes de escoar a produção com custos atrativos; nos falta recursos energéticos e mínimas crises com a da Bolívia já servem de ameaça ao parque industrial de diversos setores. Do ponto de vista humano, nossa mão-de-obra, além de cara e onerosa em comparação a outros países como Índia, China e Coréia, não está tecnicamente preparada para suprir a demanda. Há desemprego, mas os desempregados, majoritariamente, entram nas fileiras da mão-de-obra bruta. Faltam técnicos. Para se ter uma idéia, enquanto Índia e Coréia vão formar 300.000 e 40.000 engenheiros, respectivamente, no Brasil a estimativa é de aproximadamente 30.000 (número inexpressivo se comparado à proporção com a população coreana). Enfim, estamos atrasados tanto em investimentos na área de infra-estrutura como de educação.
Por tudo isso, e muito mais, dificilmente o dinheiro que chegará do exterior (essa é a única certeza decorrente do grau de investimento) aportará no setor produtivo, desencadeando riquesas e novos postos de trabalho para o país. O mais provável é que os milhões dos fundos de pensões multinacionais venham para engordar ainda mais a ciranda financeira, tornando ainda mais altas nossas taxas de juros (e caro o nosso crédito). O avanço de mais de 10% da bolsa de valores, com o volume de negócios na Bovespa quase dobrando, nesta primeira semana, já é uma perfeita demonstração disso.
terça-feira, maio 06, 2008
COTAS
Quando dos primeiros indícios da implantação do sistema, pareceu-me, ingenuamente, que o mesmo teria boa acolhida. Ledo engano. Os primeiros vestibulares já fizeram explodir demandas judiciais nos quatro cantos do país. E a questão, em breve, ganhará o Plenário da Suprema Corte. Com todo respeito, não consigo vislumbrar inconstitucionalidade alguma. Pelo contrário, ações afirmativas são a concretização de uma série de princípios e fundamentos de nossa República.
Mas, abstraído este debate jurídico, o qual não pretendo aprofundar, penso que há um argumento que derruba qualquer tipo de manifestação dos "prejudicados" pelo sistema de cotas. O pedido dos "prejudicados" é a sua inclusão em vaga inexistente. Afinal de contas, está lá no edital de qualquer concurso público (e o vestibular das universidades federais nada mais é do que um desses tantos certames públicos) o número de vagas disponíveis. O candidato não atingido pela ação afirmativa é conhecedor, desde o momento da inscrição no certame, do número de vagas disponíveis. Dizer, depois, que outra pessoa com menos méritos está ocupando sua vaga é tentar alterar as regras do jogo em meio à competição; é tentar fazer o seu interesse individual prevalecer sobre o coletivo.
Tenho certeza de que o sistema de cotas sobreviverá, será aperfeiçoado, e, em pouco tempo, renderá importantes frutos.
segunda-feira, maio 05, 2008
BIRTHDAY
in a tomb of a room
without cigarettes
or wine -
just a lightbulb
and a potbelly,
grayhaired,
and glad to have
the room.
... in the morning
they´re out there
making money:
judges, carpenters,
plumbers, doctors,
newsboys, policemen,
barbers, carwashers,
dentists, florists,
waitresses, cooks,
cabdrives...
and you turn over
to your left side
to get the sun
on your back
and out
of your eyes." (BUKOWSKI, Charles)
segunda-feira, abril 28, 2008
POLITICA I
O caso envolvendo o Governador do Ceará, Cid Gomes, que se utilizou da máquina estatal para realizar viagem à Europa, levando esposa, sogra e amigos-assessores, num jatinho fretado por mais de R$ 380 mil, como diz o jornalista Boris Casói, é uma vergonha. O pior de tudo é ver entrevista do político afirmando que é pessoa de hábitos “mudestos”. É muita cara de pau! Jimo Cupim nele!
POLÍTICA II
Hoje mesmo ouvi no rádio sobre a possibilidade de ser aprovada Emenda Constitucional que autorizará terceiro mandato a Lula. Seria um absurdo! Dez vezes pior do que aquele que autorizou a reeleição, com efeito imediato, para beneficiar Fernando Henrique. Um país que pretende se fazer respeitar não pode alterar suas leis, e muito menos sua Constituição, ao sabor das vontades e anseios do Governante de plantão. Mudar as regras em meio à competição, como se diz no futebol, é “virada de mesa”. E o absurdo não se daria apenas e tão-somente pela autorização de mais um mandato à Lula. A previsão da possibilidade de um Presidente permanecer por três mandatos no cargo, isto é, por doze anos, é uma agressão a pilares dos mais elementares do regime democrático, especialmente os da alternância e da não-perpetuação no poder. Um remendo como este
POLITICA III
Onix Lorenzoni é político que se tornou conhecido não por grandes feitos, mas por sua oposição freqüente ao PT e às esquerdas. Já passou por diversos partidos de direita e hoje defende as cores do DEM. Para quem não lembra, o DEM é o antigo PFL, que é uma dissidência do extinto PDS, que nada mais era do que o sucessor da ARENA, partido responsável por manter os Militares durante quase 3 décadas a frente do poder. Nada a favor, tudo contra; mas o mais surpreendente é ouvir a campanha de Onix, a todo vapor nas rádios, dando conta que o seu jeito de fazer política é o novo, pregando a implantação, aqui no Rio Grande, de programas em andamento
ILHA DESERTA
"That the coletive archetype is getting me down
And you know what I mean
So, if there are any desert island
Please turn on to my.” (Jim Morrison)
quinta-feira, abril 24, 2008
Mais uma história para contar...
A vitória sobre o Paraná viria, essa era a única certeza que os quase 50 mil Colorados que se dirigiram ao Beira-Rio tinham. E não poderia ser diferente. Esse grupo de jogadores já demonstrou que força, determinação e garra estão entre suas principais características. Assim foi durante os jogos decisivos da Libertadores 2006, na final contra o São Paulo, naquele segundo semestre fantástico de 2006, em que não tiramos o título dos paulistas por destalhes, numa campanha em que cada partida se transformava numa final antecipada; foi assim no Japão, quando a vitória sobre os egípcios foi suada e aguerrida, aonde conquistamos o mais alto galardão vencendo o decantado melhor time do mundo à época, o super Barcelona (que até hoje não se recuperou do golpe!). Foi assim
No caminho para o Estádio a sensação era de estar indo para uma grande batalha. Quase três horas antes do jogo, ingressei numa Av. Borges de Medeiros abarrotada de carros tingidos de vermelho. Algumas vezes, todos buzinavam juntos, criando um ambiente de motivação total. Num desses tantos momentos, lembrei de quando era guri e me dirigia ao Beira-Rio com meus primos, meados dos anos 80 (saudosos!)... Era um Inter x Fluminense pelo Nacional. Ao entrarmos na Mauá, há mais de
E ali estava eu, trancado na Borges, sorrindo, cercado da atmosfera de uma grande vitória Colorada, três horas antes da partida começar. Em frente ao hotel aonde a equipe estava concentrada, buzinaço, muito buzinaço, e um bando de Colorado pulando, pessoas com bandeiras em 60% das janelas. Nem o mais louco e ausente dos indivíduos estaria indiferente ao cenário. O trânsito fluiu lento, ao som da rádio Guaíba (sempre!), com algumas zapeadas para a Band, que também realiza ótima cobertura do ambiente no pátio do Beira-Rio e concentração. Cheguei ao estádio cerca de vinte minutos depois; casa cheia, milhares de Colorados perambulando pelo pátio do Gigante, todos com o sorriso confiante e com palavras de motivação. Fui ao Celeiro de Ases comer uma ‘a la minuta’. O dia transcorrera de forma tão rápida que não tivera sequer tempo de almoçar. Sentei-me à mesa e coloquei os fones de ouvido e ali permaneci durante hora acompanhando o transitar frenético da torcida, o ingressos dos ônibus do Internacional, primeiro, e, depois, do Paraná Clube. Quinze minutos para o começo do jogo. Hora de entrar.
Já no primeiro lance da partida, Jonas sobe para disputar bola rifada e cai sem conseguir apoiar o corpo, de costas. Lesão grave, ambulância, clima de apreensão (o Paraná, de forma sorrateira, prosseguiu a jogada e quase marcou – mas o árbitro já indicava que o jogo estava parado). No lance seguinte, Jonas retirado de campo, o Paraná anoto o primeiro gol da noite. Reação instantânea da torcida: “oooooooooooooo, VAMO VAMO INTER!”, muito alto, desde o começo, mas cada vez mais alto, até que o time deu a saída no meio campo e foi para o ataque. Depois da partida, os jogadores confessariam que este teria sido o momento fundamental da vitória (confesso que também pensei isso, ao entoar o meu “VAMO VAMO INTER!”.
Daí por diante só consigo lembrar que não gostava das propostas táticas de Abel, mas procurava abstraí-las e me dedicar a torcer, como um torcedor semi-leigo em futebol, apaixonado apenas, sem senso crítico. Sidnei entrou no time, ficamos com quatro zagueiros de ofício, mas nem isso tirou minha vontade de torcer, alucinadamente, pela vitória. Andrezinho começou a queimar minha língua com o nosso primeiro gol. Índio e Andrezinho, novamente, marcávamos 3x1 ainda no primeiro tempo e, no intervalo, ninguém se atreveria a dizer, ali dentro do Beira-Rio, que não acreditava. Só faltava um gol. Piffero deu entrevista dizendo que o Internacional precisaria ter tranqüilidade, que só faltava um gol. Abelão subiu as escadas e deu entrevistas, tirei os fones do ouvido e fiquei apenas olhando e pensando no Abel motivador, no Abel homem de vestiário, no Abel que nos dera a eterna alegria do gNAL do século.
Daí cortei para o meio campo e a segunda etapa tinha início. Complicada. O Inter insistia em não jogar pelos flancos, mesmo com o campo repleto de espaços, causados pelas expulsões de dois jogadores inimigos e de Sidnei. Mas eu não queria pensar em táticas ou sistemas. Vamo lá Internacional! Bola na área, Magrão amortece e pega um voleio cruzado espetacular. Que golaço! Delírio total nas arquibancadas. Estava morta a coruja, o Paraná não se atreveria a estragar nossa festa. E veio ainda a arrancada mortal de Nilmar, a bola jogada na frente para o lance de velocidade, o “encontrão” do limitado zagueiro, dentro da área, penalidade máxima. Fernandão converteu em “gran finale”.
Na saída, no tradicional folclore do pátio, encontrei várias figuras, conversa vai e conversa vem, mas nenhuma mereceu tanto destaque como o velho amigo Raul, colega de segundo grau, com seu filho. Duas sensacionais velho conviva, o guri fez sua estréia no Beira-Rio, um dia inesquecível, sem dúvida; esse piá nunca mais vai esquecer, que baita pai o Raul. Porque, como disse, sabiamente, o Raul: “quem veio veio, quem não veio não veio e não terá essa história para contar”.
DÁ-LHE COLORADO!
Clemer; Índio (Titi), Orozco e Marcão; Bustos, Magrão, Jonas (Sidnei), Ji-Paraná (Adriano) e Andrezinho; Fernandão e Nilmar. Abel Braga. Internacional, obrigado por colocar mais essa história em minha vida!
Porto Alegre, 23 abril de 2008 – Inter 5x1 Paraná.
quarta-feira, abril 23, 2008
SÓ O QUE FALTAVA
segunda-feira, abril 21, 2008
GIGANTE - 4a feira - 21:45h
Sebosos Postizos
quinta-feira, abril 03, 2008
O BIDU

A coisa toda começa com "Amor de Carnaval", uma levada que mistura samba com forró e xote. Em seguida, embalado pela mistura de ritmos do candomblê, regados a muito berimbau, Jorge anuncia, em "Nascimento", a chegada do Príncipe em festa no Congá. "Jovem Samba" é o embrião do samba rock ouvido por todos os lados hoje em dia ("o meu caso é viver bem / com todo mundo e com você também / vamos trabalhar em paz / na paz de Deus / vamos amar em paz / vamos sambar em paz, porque... eu sou da Jovem Samba / a minha linha é de bamba"). "Rosa mais que nada" é samba, claro, tudo é samba em Jorge Ben; mas, entre pianos e levada leve e suave de percursão, ouço a alma do jazz. Depois da declaratória "Canção para uma fá", temos a clássica "Menina Gata Augusta", que se resume pelo refrão "e eu um pobre gatinho / que nunca tem vez / pois fico esperando outro dia chegar / quem sabe a gatinha p´ra mim vai olhar / e o pulo do gato eu vou lhe ensinar".
"Ela é toda colorida / ela é a coisa mais meiga / mas que pena / ela não ser o meu amor / pois só eu sei / que ela não sabe / que ela é minha namoradinha eterna", e por aí vai "Toda Colorida", uma exaltação ao amor eterno, permeada por tudo que há de mais clássico na música de Jorge Ben, tanto em ritmos como em técnicas vocais. O samba, rock e jazz se completam inteiramente, com piano, violão, xilofone, percursões e até palmas, em "Frases" ("há 6000 anos o homem vive feliz fazendo guerra e asneiras / há 6000 anos Deus perde tempo fazendo flores e estrelas" e "eu sou um homem sincero porque nasci e cresci vivendo livre / eu sou um homem sincero que quero morrer, nascer e viver livre" - clássico!). Depois da marcha de carnaval "Quanto mais te vejo", "Vou Andando" retoma os emblemas da raiz do samba rock. "Eu sou da pesada" é uma bossa romântica (é nela que se ouve pela primeira vez Jorge trocando fonemas, ao chamar sua amada de "meu anzo"). A bolacha termina com "Si manda", retomando a levada forró/xote do início e demonstrando, nitidamente, que, na época do vinil, um disco era uma obra completa, com início, meio e fim.
O mais interessante do disco é que ele está perfeitamente inserido no contexto da música de sua época, mas vai muito além do que até então fora feito. A Bossa Nova é idolatrada e funciona sempre de base; porém, contraditoriamente, é transgredida pela inclusão de ritmos nordestinos e africanos e o predomínio do samba.
Salve Jorge!, sempre.
quarta-feira, abril 02, 2008
TIO ANASTÁCIO
Entre a ponte e o lajeado,
na venda do Bonifácio,
conheci o Tio Anastácio,
negro velho, já tordilho.
Diz que mui quebra em potrilho,
hoje pobre, despilchado,
de tirador remendado,
num petiço doradilho.
Quem visse o tio Anastácio,
num bolicho de campanha,
golpeando um trago de canha,
oitavado no balcão,
tinha bem logo a impressão,
que aquele mulato sério,
era o rio grande gaudério,
fugindo da evolução
A tropilha dos invernos
tinha lhe dado estafa.
E aquela meia garrafa dentro,
do cano da bota,
contava a história remota
do negro velho curtido
que os anos tinham vencido
sem diminuir na derrota
Mulato criado guacho,
nos tempos da escravatura,
aquela estranha figura
na vida passara tudo.
Ginetaço macanudo
que desde o primeiro berro
saia trançando o ferro,
no potro mais ´cormilhudo´
Carneava uma res num upa,
com toda arte e perícia,
reservado e sem malícia,
bem quisto na vizinhança,
dava gosto em rodeios,
de pingo alçado no freio,
laçando de toda trança.
Ficou sendo um desses índios
que se encontra nos galpões
e ao redor dos fogões
fala aos moços com paciência
do que aprendeu na existência,
ao longo dos corredores,
alegrias, dissabores,
curtidos pela experiência.
Tio Anastácio p´ra aqui.
Tio Anastácio p´ra lá.
Mandado o mesmo que piá
por aquela redondeza.
Nos remendos da pobreza
entrava e passava inverno:
como um tronco, só no cerne;
pelegueando a natureza
Por isso é que nos bolichos
só se alegrava bebendo;
como se cada remendo da roupa velha gaudéria
fosse uma sangria a sério,
por onde o sangue do pago se esvaísse,
trago a trago,
por ver tamanha miséria.
E até parece mentira,
negro velho de valor,
morreste no corredor,
como um matungo sem dono;
não tendo neste abandono
ao menos um companheiro
que te estendesse o baicheiro
para o derradeiro sono
E agora que estás vivendo na Estância Grande do céu,
engraxando algum soveu,
para o patrão velho buenacho,
não te esquece aqui debaixo,
aonde a lo largo ainda existe tanto xiru velho e triste.
Como tu criado guacho.
Como tu, tio anastácio. (Jayme Caetano Braun)
terça-feira, abril 01, 2008
quinta-feira, março 27, 2008
OBRIGADO SONY
Tchê, que maravilha, celular com rádio AM. É o sonho de todo futibeiro! Obrigado Sony, por atender aos nossos anseios mais fundamentais.
Ele tem alto-falantes estéreo que cumprem muito bem a função do radinho de pilha, claro que com uma qualidade de som bem melhor. Na parte frontal, há botões de memória para as estações e um display externo mostra qual emissora está tocando.
Outro recurso interessante do R306, que agrada aos usuários de rádio relógios, é a possibilidade de programar o alarme do celular com uma rádio. Dá para acordar já com as notícias da manhã. O aparelho também grava trechos da programação e o transforma em toques em MP3.
O telefone vem equipado com uma câmera de 1.3 megapixels e Bluetooth não estéreo. O R306 é um aparelho GSM/GPRS e será vendido nas cores preto e branco. Ele estará disponível no Brasil a partir de julho, a um preço sugerido de 399 reais.
FENÔMENO

Veio 2008 e Slater, aos 36 anos, iniciou a temporada com a tradicional fome de vitórias, desbancando Fanning na final da primeira etapa, em Snapper Rocks - Gold Coast australiana. Hoje foi a vez do fenômeno cair na água em quatro baterias (oitavas, quartas, semifinais e final) e desbancar C.J.Hobgod, A.Irons, T.Burrow e B.Durbige antes de sagrar-se campeão da etapa de Bells Beach, também na Gold Coast. Mais uma vez Slater balançou o famoso sino de Bells (troféu na foto) e já se distancia na liderança do Circuito Mundial.
Confire matéria sobre o título no SPORTV (clique aqui).
Matéria no Site G1 (clique aqui).
quarta-feira, março 26, 2008
HABEMUS PATO

De agora em diante, Dunga não tem escolha: É PATO E MAIS 10!
domingo, março 23, 2008
LÁ EM CASA
cruzou meu céu em alta velocidade,
em linha reta,
passou ao lado de uma estrela,
acima do maior pinheiro,
traçou rota por detrás do pé de caqui
e foi caindo lentamente no horizonte.
IMBITUBA
quando vejo a Praia do Porto,
sinto-me privilegiado.
Por estar ali,
abençoado,
aproveitando cada um de seus tantos cantos.
Agradecido por todo sempre
por tê-la conhecido e incluído em minha vida
toda sabedoria e pureza de seus variados recantos.
A descida da Ribanceira,
escalavrando morro,
contemplando as imensas trilhas da Luz.
Os finais de tarde na Vila,
aonde fico a imaginar-me dono do mar,
desenhando linhas nas ondas perfeitas.
As noites no Farol,
em que passei horas e mais horas,
no mirante,
acompanhando o trafegar de barcos.
E as pessoas que lá conheci,
sempre dispostas a aprender,
ensinar e conhecer;
dias e noites para lá de plenas.
Sinto-me privilegiado e abençoado,
por ter Imbituba sempre em minha rota.
LUA CHEIA - NOITE CLARA
como que varrido pela brisa,
que agora sequer movimenta árvores.
As estrelas estão todas ali,
no mesmo lugar de sempre,
enfraquecidas pelo luar pleno.
Como imaginara,
o brilho intenso voltaria;
agora, tudo parou a minha volta,
em completo silêncio,
é a noite mais clara de minha vida.
sábado, março 22, 2008
LUA CHEIA - NOITE ESCURA
escondeu a lua,
que guiava cada movimento da vida.
Diante do escuro repentino,
na total penumbra,
tive imensa dificuldade.
As referências se foram,
mais uma vez,
os sentidos falharam em total desorientação.
Resolvi esperar,
inerte,
porque não se deve combater.
O mesmo vento que trouxe nuvens,
estou certo,
terá de levá-las e devolver-me
a claridade perdida.
COULTRAINE
plena e luminosa,
clareando a mente,
transformando árvores em enormes criaturas.
Cevei um amargo,
servi uma dose de butiá,
preparei um caximbo
Captain Black - branco
Com o piano de Coultraine
voei longe, em fumaça espessa,
de sabor forte e amargo,
vento denso...
que embalava criaturas e pensamentos.
terça-feira, março 18, 2008
SAÚDE
quarta-feira, março 12, 2008
MUCHAS GRACIAS
para constatar ciertas cosas,
ciertas leyes de sol azul,
el rumor central del dolor,
la exactitud primaveral.
Yo soy tardío de problemas:
llego tarde al anfiteatro
donde se espera la llegada
de la sopa de los centauros!
Allí brillan los vencedores
y se multiplica el otoño.
Por qué yo vivo desterrado
del esplendor de las naranjas ?
Me he dado cuenta poco a poco
que en estos días sufocantes
se me va la vida en sentarme,
gasto la luz en las alfombras.
Si no me dejaran entrar
en la casa de los urgentes,
de los que llegaron a tiempo,
quiero saber lo que pasó
cuando cerraran las puertas.
Cuando se cerraron las puertas
y el mundo desapareció
en un murmullo de sombreros
que repetían como el mar
un prestigioso movimiento.
Con estas razones de ausencia
pido perdón por mi conducta." (Pablo Neruda, "Muchas Gracias", do livro Jardim de Inverno, p. 55)
terça-feira, março 11, 2008
SERRAMALTES
Comprei 21 garrafas de Serramalte. E com essa caixa de cerveja cheguei
terça-feira, março 04, 2008
JOÃO SEM MEDO
Penso que é dever ser considerado ridículo falar sobre futebol moderno tentando enumerar as linhas do campo.
Assim, quem quiser explicar um jogo de futebol moderno dizendo ou escrevendo que esta ou aquela equipe jogou 4-2-4 ou 5-2-3, ou se quiserem ainda 4-4-2 e ainda mais 4-3-3, está enganando os leitores ou ouvintes.
Estou falando, é claro, sobre futebol moderno. Qualquer futebol numérico, nos dias de hoje, é antiquado. Qualquer equipe que jogar uma partida e no dia seguinte o comentarista puder dizer aritmeticamente ou geometricamente como jogou, isto significa que a tal equipe jogou futebol antigo.
É certo que se pode dizer que um quadro jogou fazendo marcação por 'zona', ou que outro jogou fazendo marcação por 'homem a homem', ou com 'líbero'. Muito bem, isto está certo.
Como jogou o Brasil, por exemplo, contra a Itália ? Respondo que o Brasil jogou marcando todo o campo. Onde houvesse perigo tinha um jogador de camisa amarela disputando a bola. Houve ocasiões em que Pelé e Tostão estavam perto de Brito e até na cobertura. Mesmo que o esquema geral de jogo previsse que quem deveria ajudar a defesa eram Jair e Rivelino, Pelé e Tostão retornavam porque o perigo estava mais próximo deles.
Isso quer dizer que qualquer rigidez de jogo deve ser abandonada por quem queira jogar futebol sério.
Os italianos foram antiquados no seu sistema de jogo. Por exemplo: Jair deslocava-se para o meio de campo, Fachetti o acompanhava e uma 'avenida' maior do que o 'Paseo de la Reforma' ficava aberta para o Carlos Alberto entrar e se constituir sempre em perigo permanente para a meta de Albertosi.
Mesmo que Carlos Alberto não tivesse condições de atacar, de todos os modos se constituia sempre em jogada de descanso para a seleção brasileira. Lógico! Carlos Alberto não tinha a quem marcar e andou pelo campo livremente.
Evidentemente isto não estava previsto num esquema rígido e o quadro brasileiro aceitou tudo que lhe foi oferecido.
A Taça do Mundo de 1970 evidenciou de maneira clara e nítida que os sistemas 'numéricos' e os sistemas 'rígidos' pertencem ao passado."
REFORMA TRIBUTÁRIA
A proposta não é e fica bem distante das necessidades do país. Aliás, reforma tributária de verdade, no Brasil, é algo praticamente impossível, porque os diversos jogos de interesse envolvidos jamais chegarão a uma comunhão de vontades. Municípios, Estados e União possuem interesses antagônicos e incompatíveis; empresários e trabalhadores lutam, noutras trincheiras, por alterações que contemplem menor carga tributária e maiores direitos laborais; e, finalmente, o contribuinte, parte menos fraca nas relações tributárias, pretende diminuição dos ônus e maiores serviços sociais. Todos esses interesses jamais serão integralmente atendidos.
E, partindo desse contexto, nota-se que é bastante complicado falar em "reforma tributária". O projeto encaminhado nada mais é do que uma proposta de simplificação do sistema tributário, tanto na esfera federal como dos Estados-federados. E aí reside, exatamente, seu único ponto positivo. Simplificar o sistema, por via transversa, é diminuir os ônus tributários, o que já é bastante positivo. Porém, não haverá redução da carga tributária; não haverá redistribuição dos tributos entre os entes federados e não haverá, ao menos substancialmente, menores custos à contratação de trabalhadores.
A menos que o Congresso aprofunde o projeto, pela via de emendas, estaremos bem distantes de ter, efetivamente, uma reforma tributária. Para isto, seria necessário, além de alterar a denominação dos tributos, alterar o sistema de distribuição das verbas públicas e ir a fundo no tema das atribuições, receitas e competências de cada ente federado (o sistema instaurado pela Constituição de 1988 foi perverso com os Estados, hoje, em sua maioria, falidos). Mais ainda, do ponto de vista da iniciativa privada, seria fundamental estabelecer programa de benefícios tributários cumulativos à produção (não bastando a demagógica proposta de isentar de tributação produtos de necessidade básica - como óleo, pão e outros).
sexta-feira, fevereiro 22, 2008
POBRE PAULISTA
E o pior de tudo é saber que esse é um problema sem solução. Não há governo que consiga solucionar a questão dos alagamentos, porque ele é estrutural e decorrente do péssimo planejamento urbano de uma cidade que cresceu desorganizadamente para todos os lados. Há concreto demais. E aonde há concreto demais a água corre ou se acomoda em poças, porque somente a terra é capaz de absorvê-la. O problema de São Paulo e a falta de terra. Pobre paulista!
quinta-feira, fevereiro 21, 2008
KOSOVO - PAÍS FANTASMA
E a questão não é tão singela e não depende apenas da "boa vontade dos povos". Primeiro porque a Organização das Nações Unidas tem um conjunto de regras que disciplinam a questão da proclamação de independência de um povo e da criação de novas nações. E, no caso de Kosovo, tais regras não foram cumpridas. De outra parte, as conhecidas divergências étnicas entre a população sérvia (católicos) e albanesa (muçulmanos), que já eclodiu, inclusive, na guerra civil no final dos anos 90, certamente, terá novos capítulos sangrentos.
A Rússia, com severos interesses econômicos na região, e forte intervenção política, também já manifestou a intenção de barrar, na ONU, o reconhecimento do novo país. O mesmo caminho deve seguir a China (preocupada com a possível repercussão do episódio em Taiwan e no Tibet). Ambas tem assento no Conselho permanente da Organização das Nações, com poder de veto para tais temas.
Enfim, muita água vai rolar nos balcãs até que o Kosovo deixe de ser um país fantasma.
terça-feira, fevereiro 19, 2008
E AGORA CUBANOS ?
segunda-feira, fevereiro 18, 2008
BASTIDORES DOS VESTIÁRIOS
Bueno, acompanhei os episódios e as opiniões dos "doutos" comentaristas (99,9% contrárias à intervenção dos dirigentes). E, sinceramente, não posso concordar. Dirigente de futebol tem sim o dever de intervir na escalação do time. Afinal de contas, ele é o mandatário maior do torcedor; ele é eleito para comandar, da melhor forma, a agremiação; ele é eleito, num clube de futebol, porque, presume-se, conheça e entenda do riscado. O que não entra na minha cabeça é essa "permissividade" que o futebol brasileiro confere aos treinadores, especialmente os de renome, de alcançarem o vértice da pirâmide no organograma do clube. Com dirigentes despreparados e sem competência para assumirem a função, os técnicos adquiriram funções outras que não a de administrar o grupo, treiná-lo e escalá-lo da melhor maneira possível. Agora também contratam (ou criticam a ausência de contratações), fazem comentários sobre as finanças do clube e se imiscuem em assuntos administrativos, com a maior desenvoltura.
No caso Romário, E. Miranda exigiu a escalação de um jogador 'prata da casa', com ótimas condições de se transformar, em futuro breve, num ótimo negócio para o clube. No caso Mancini, a direção exigia que o time tivesse maior competitividade e poder de marcação, típicas características da agremiação no decorrer da história. Em ambos, tanto pela valorização do patrimônio como pela preservação das tradições, agiram de forma correta os dirigentes.
sexta-feira, fevereiro 15, 2008
Chico Science
"DEIXA QUE OS FATOS SEJAM FATOS NATURALMENTE
SEM QUE SEJAM FORJADOS PARA ACONTECER
DEIXA QUE OS OLHOS VEJAM OS PEQUENOS DETALHES LENTAMENTE
DEIXA QUE AS COISAS QUE LHE CIRCUNDAM ESTAJAM SEMPRE INERTES
COMO MOVEIS INOFENSIVOS PARA LHE SERVIR QUANDO FOR PRECISO
E NUNCA LHE CAUSAR DANOS:
SEJAM ELES MORAIS, FISICOS OU PSICOLOGICOS" (Chico Science)
terça-feira, fevereiro 12, 2008
JOÃO SEM MEDO
Tive um final de semana sensacional; o tempo inteiro empunhando "Vida que segue - João Saldanha e as Copas de 1966 e 1970". Trata-se de obra organizada por Raul Millet, através da qual são eternizadas as crônicas escritas por João Saldanha à época das Taças do Mundo. O conteúdo das colunas não é só sensacional, mas, principalmente, de surpreendente atualidade. Mais de três décadas se transcorreram, mas as observações do mestre Saldanha permanecem quase que integralmente pertinentes, a revelar um homem muito além de sua época. E, de fato, ficou. Tive a sorte de ainda pegar o João Saldanha nas mesas redondas da TV Manchete aos domingos de noite, de dedo em riste, enfrentando os dirigentes; muitas vezes o vi quase ir as vias de fato (uma vez, se não me engano, ele partiu para cima de um cartola). Nunca me esquecerei do ato corajoso do homem a beira da morte que enfrentou tudo e todos para morrer, em 1990, na Itália, de microfone na mão, comentando a Taça do Mundo (seu habitat natural). Como agradecimento às suas lições, vou compartilhar algumas crônicas com os amigos, iniciando por "Vitória da Arte", escrita após a vitória sobre a Itália e a conquista definitiva da Jules Rimet, que resume o João Saldanha diante da vida e do futebol.
VITÓRIA DA ARTE
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
PIZZA
Aliás, há longa data sustento que comissão parlamentar de inquérito se destina a outras finalidades; nossos congressistas não têm sequer idéia do "por que" de terem sido eleitos, de suas funções. Enquanto a cena teatral das CPIs se repete indefinidamente, com super-exposição na mídia, nosso Congresso continua não enfrentando as matérias fundamentais ao desenvolvimento do país (reformas política e tributária, por exemplo).
sábado, fevereiro 09, 2008
CHANCELA FIFA
Pois agora não há mais o que debater. Não tem mais conversa para invejoso. A FIFA deciciu conceder aos CLUBES CAMPEÕES MUNDIAIS um distintivo especial alusivo à conquista. Basta clicar aqui para conferir a matéria no sítio da FIFA. Isso mesmo, nosso distintivo de CAMPEÃO MUNDIAL, em breve, estará chegando no BEIRA-RIO.
O resto é papo furado e choro de invejoso!
sexta-feira, fevereiro 08, 2008
LIXO
quarta-feira, janeiro 30, 2008
PAIS E FILHOS
Como foi ? / só eu sei / é a sua vez de saber.
O que será? / Se o futuro que eu fiz é você.
Como foi ? / só eu sei / me perdoe quando errei / sem querer errar.
Meu filho a vida é isso aí /se as vezes fico sério / é só para ver você sorrir / para ver você sorrir.
E corto o pão que dá para dois, para dez, para cem, para mil.
Eu corro o mundo atrás de quem / fizer você chorar / você chorar.
Como foi ? / P´ro seu filho o que você dirá ?
Esse pai que há em mim / não te fez tão ruim.
E assim foi... / e um dia você saberá / este pouco que eu sei
Meu futuro eu bem sei / e é você quem vai me ensinar,
se tudo isso acontecer / vou escrever uma canção que a gente vai cantar." (Tim Maia - 1978)
terça-feira, janeiro 29, 2008
PRIMEIROS TOQUES
1984
O filme explora muito bem a ruptura havida no PDS quando da disputa entre M. Andreazza (então Ministro do Interior) e P.Maluf (ex-Governador de São Paulo), na convenção do partido para escolha do candidato ao Colégio Eleitoral, que resultou na escolha do paulista. Tal ruptura, aliás, deu azo ao surgimento do Partido da Frente Liberal (PFL) - hoje denominado de DEM (os diversos disfarces da ARENA). Entre diversos fatos que demonstram com perfeição o quão sombrio era o período fiquei surpreso ao lembrar que já em 1984 P. Maluf era tido como corrupto; curioso é que já naquala época ele parecia debochar da Nação ao dar entrevistas.
Também foi interessante ver os discursos de Lula, então Presidente do PT, rechaçando a participação da esquerda no Colégio Eleitoral (três dos oito deputados federais do PT que votaram em T. Neves foram expulsos do partido). De outra parte, a Aliança Democrática formada em torno da candidatura do Mineiro teve a participação decisiva do PFL de José Sarney, Antonio Carlos Magalhães e outros. Tudo isso a revelar que pouca coisa mudou nessas duas décadas de nossa jovem Democracia, em que o Governo continua a se aliar com as oligarquias dominantes, basicamente em virtude da posição crítica e extremada da esquerda em questões fundamentais ao desenvolvimento do país.
O documentário fecha com a inesquecível cena do povo tomando as rampas de acesso do Congresso Nacional, carregando uma imensa bandeira verde e amarela, ao som de "Vai Passar" de Chico Buarque. Emocionante relembrar tais momentos de nossa história recente.
Turismo
Os preços estão terrivelmente inflacionados, aluguéis incompatíveis com as acomodações, as porções de frutos do mar nos restaurantes estão reduzidas e caras. Nas peixarias encontrei valores iguais ou até superiores aos praticados aqui no Mercado Público de Porto Alegre (aonde, seria até dispensável lembrar, não temos mar).
Fui à Santa Catarina com a disposição de só comer peixe e acabei por me deparar com pratos de filé mignon mais acessíveis que uma anchova ou uma tainha assada. No Mercado Público de Florianópolis os preços das peixarias estavam satisfatórios (camarão graúdo a R$ 13 o quilo), mas, em compensação, as peixarias tratavam o turista a golpes de faca (o mesmo camarão, em porção reduzida de aproximadamente 200 gramas, a R$ 55). Difícil digerir.
sábado, janeiro 12, 2008
Harmonia de Poderes
quinta-feira, janeiro 10, 2008
Nano
Baita notícia. A gigante indiana Tata Group desenvolveu o "Carro do Povo". O Nano tem quatro lugares, motor de 625 cilindradas, será vendido por 100.000 rúpias (2.500 dólares) e deve chegar o marcado no final do ano. Além de barato, o carro tem um consumo de 20 Km por litro de gasolina. Nada mal hein (ainda mais na cor vermelha!). Você compraria um ?Teoria do Caos
Olha, até pode haver um 'q' de verdade na pesquisa e fundamento na tese, mas é curioso como sempre surge alguém para fomentar a teoria do caos. Nem bem os biocombustíveis surgiram para nos trazer um alento à onda devastadora de notícias sobre poluição e efeito estufa e já há os que querem diminuí-los. Tanto a água como os campos queimados são energias renováveis que se bem tratadas e conservadas pelo homem, estarão sempre à disposição. É claro que o homem não tem demonstrado muito zelo em tal trato, mas eu prefiro não me filiar a essa teoria do caos.
Clique aqui para ler a matéria.
quarta-feira, janeiro 02, 2008
Rejeição
sexta-feira, dezembro 14, 2007
CPMF III
quinta-feira, dezembro 13, 2007
CPMF II

CPMF
A primeira consequência é lógica, o Governo Federal terá R$ 40 bilhões a menos no orçamento e isso causa um impacto enorme nas contas públicas. O mercado já reagiu e as bolsas de valores despencam 3%; os analistas já se pronunciaram apontando como quase inviável o "investment grade" para o próximo ano (havia a expectativa de que o país atingisse tal grau de investimento - devido à robustes de nossa economia e à política monetária austera do Governo). De outro lado, não se pode deixar de considerar que esses R$ 40 bilhões entrarão no mercado de consumo, diretamente. As empresas terão drástica redução de custos e, por consequência, a tendência é a baixa nos preços. Enfim, esses R$ 40 bilhões, por lógica, deverão girar a economia, acarretando no crescimento de nosso PIB. Aliado a isso, o Governo deverá de reduzir custos e enxugar a máquina, contrabalanceando a perda da contribuição.
Mas tudo isso é suposição. No Brasil nunca se pode garantir nada. A lógica, infelizmente, nem sempre funciona.
Mundial FIFA
terça-feira, dezembro 11, 2007
quinta-feira, dezembro 06, 2007
Só algumas palavras vazias...
terça-feira, dezembro 04, 2007
Populismo barato

Chaves foi derrotado (por pequena margem) em sua pretensão de "legalizar" um golpe. Sim, porque a autorização para reeleição ilimitada é golpe; a alternância de poder está no âmago de qualquer democracia. Leio que a oposição se consolidou a partir do trabalho das organizações estudantis e é exatamente essa a melhor notícia. Nem as propostas populistas incluídas na proposta (como por exemplo a redução da jornada de trabalho) foram capazes de superar uma oposição jovem e mobilizada. Bom saber que o populismo barato não terá vida longa.segunda-feira, dezembro 03, 2007
JÁ VAIS TARDE!

terça-feira, novembro 27, 2007
Você confia em números ?
segunda-feira, novembro 26, 2007
CARRO ISLÂMICO
FONTE NOVA
A Fonte Nova é patrimônio público do Estado da Bahia. A omissão no dever de mantê-lo é facilmente tipificada tanto no Código Penal como nas leis que regulamentam as posturas da administração pública. Os responsáveis pela tragédia são conhecidos e facilmente identificáveis: O Governador do Estado, o Secretário de Turismo e Esportes e o gestor do estádio. Será que a impunidade mais uma vez entrará em campo neste episódio ?
quinta-feira, novembro 22, 2007
CARTA AO DUNGA
sábado, novembro 10, 2007
OURO NEGRO

terça-feira, novembro 06, 2007
O DRAGÃO
segunda-feira, novembro 05, 2007
EUREKA!
No último final de semana resolvi não me estressar. O empate em oxo com o Sport Recife no Beira-Rio foi a gota d´água. Sábado estive totalmente alheio ao mundo da bola; e um telefonema a noite me trouxe a notícia: "os pijaminhas perderam de 2x1 para o Figueirense, com direito a frangaço do Saja". Que maravilha, pensei. Amanhã não assistirei o Colorado e nem escutarei no rádio. Busquei outras atividades... Final de domingo, quase 20.30h. Ligo o rádio, Guaíba 720Khz. Ernani Campelo, com seu Toque de Letra: Inter 2x1 no Vasco da Gama, lá no Rio, com atuação de gala de Nilmar em sua volta do futebol.
Que baita final de semana. Descobri a saída! Tirem-me de perto dos rádios e das televisões!!!
