Dias ruins. O que importava já não importa mais, não soma ou subtrai; tudo acontece à volta, mas já não tem o mesmo significado. Decepções que se transformam em confirmações, já não decepcionam como teriam de decepcionar. A vida me tirando um pedaço, um projeto ruindo, as dificuldades vencendo o sonho.
terça-feira, setembro 18, 2007
quarta-feira, setembro 12, 2007
Democracia ?
Triste. Foi assim que fiquei ao ver o resultado da votação secreta no Plenário da Câmara que absolveu Renan Calheiros. Não tanto pelo resultado em si, mas pelos fatos lamentáveis que o envolveram e revelam a fragilidade de nossa democracia. Se é que se pode chamar de democracia um sistema em que ainda se admitem julgamentos secretos e a portas fechadas (mais amoldados aos tempos de Ditadura Militar). A democracia brasileira vai dormir muito enfraquecida hoje.
terça-feira, setembro 11, 2007
ALLENDE
Assisti ao final do programa RODA VIDA de ontem, cuja entrevistada era Isabel Allende. A filha de Salvador é hoje deputada federal no Chile (não confundir com a escritora peruana Isabel Allende, que é sobrinha de Salvador); dona de uma cultura ímpar, Isabel veio ao Brasil como coordenadora da exposição com obras do acervo do MUSEU DA SOLIDARIEDADE SALVADOR ALLENDE. Com mais de 130 obras de autores mundiais como Pablo Picasso, Juan Toledo, Rafael Solbes, Frank Stella, Miró e Alexander Calder.
O Museu da Solidariedade nasceu dos esforços do ex-presidente Salvador Allende (1908-1973) que, à época no poder, organizou uma ação internacional para que artistas plásticos sintonizados com a revolução chilena se sensibilizassem com a causa e doassem obras para o museu em formação. Artistas e pessoas ligadas à área movimentaram-se com a intenção de ajudar Allende a montar um museu de arte para seu povo.
A manobra internacional funcionou e foi inaugurado o Museu da Solidariedade Salvador Allende, hoje instalado em um antigo palácio da capital Santiago, depois de funcionar num edifício em estilo colonial espanhol, danificado pelo terremoto de 1985 e, por este motivo, não-recomendável ao abrigo de tão precioso acervo. Convém dizer que, depois da tomada do poder pelo general Augusto Pinochet, em 1973, o museu ficou adormecido até o fim da ditadura, tendo as obras sido guardadas em subterrâneos.
A iniciativa de Allende de formar um museu aconteceu em 1972. Para que a idéia ganhasse força criou-se o Comitê Internacional de Solidariedade Artística ao Chile, integrado por artistas, críticos de arte e diretores de museus de diversas capitais da Europa e das Américas.
O brasileiro Mario Pedrosa, respeitado crítico de arte, curador das bienais de São Paulo de 1953 e 1961, foi eleito para presidir o comitê. Pedrosa era um exilado no Chile pela ditadura brasileira, conhecia a realidade local, entendia do assunto e mantinha preciosos contatos no mundo artístico. O comitê incentivava os artistas dos diversos países a doarem obras de arte ao Museu da Solidariedade.
Um outro personagem importante nesta arregimentação foi o poeta Pablo Neruda, então embaixador do Chile na França. Naquele tempo, muitos artistas internacionais exilados em Paris postaram seus trabalhos via embaixada chilena. Chegaram obras de 11 países, inclusive do Brasil, cujos artistas igualmente fizeram suas doações por meio da embaixada chilena em Paris.
Consultar também Arte em Blog
O Museu da Solidariedade nasceu dos esforços do ex-presidente Salvador Allende (1908-1973) que, à época no poder, organizou uma ação internacional para que artistas plásticos sintonizados com a revolução chilena se sensibilizassem com a causa e doassem obras para o museu em formação. Artistas e pessoas ligadas à área movimentaram-se com a intenção de ajudar Allende a montar um museu de arte para seu povo.
A manobra internacional funcionou e foi inaugurado o Museu da Solidariedade Salvador Allende, hoje instalado em um antigo palácio da capital Santiago, depois de funcionar num edifício em estilo colonial espanhol, danificado pelo terremoto de 1985 e, por este motivo, não-recomendável ao abrigo de tão precioso acervo. Convém dizer que, depois da tomada do poder pelo general Augusto Pinochet, em 1973, o museu ficou adormecido até o fim da ditadura, tendo as obras sido guardadas em subterrâneos.
A iniciativa de Allende de formar um museu aconteceu em 1972. Para que a idéia ganhasse força criou-se o Comitê Internacional de Solidariedade Artística ao Chile, integrado por artistas, críticos de arte e diretores de museus de diversas capitais da Europa e das Américas.
O brasileiro Mario Pedrosa, respeitado crítico de arte, curador das bienais de São Paulo de 1953 e 1961, foi eleito para presidir o comitê. Pedrosa era um exilado no Chile pela ditadura brasileira, conhecia a realidade local, entendia do assunto e mantinha preciosos contatos no mundo artístico. O comitê incentivava os artistas dos diversos países a doarem obras de arte ao Museu da Solidariedade.
Um outro personagem importante nesta arregimentação foi o poeta Pablo Neruda, então embaixador do Chile na França. Naquele tempo, muitos artistas internacionais exilados em Paris postaram seus trabalhos via embaixada chilena. Chegaram obras de 11 países, inclusive do Brasil, cujos artistas igualmente fizeram suas doações por meio da embaixada chilena em Paris.
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REFLEXÃO...
6 anos dos atentados das Torres Gêmeas que provocou uma das maiores comoções globais. G.W.Bush, em discursos, prometeu caça aos terroristas. Já invadiu o Afeganistão, o Iraque, patrocina Israel no derramamento de sangue contra pelestinos, ameaça a Coreia do Norte, estende seus tentáculos por todos os lados. E Osama Bin Laden, próximo à data do atentado, apareceu em vídeo. O que soa engraçado é o Império do Tio Sam ser tão poderoso, ter superioridade bélica tão gritante e não conseguir caçar um terrorista. Afinal de contas, os americanos querem mesmo prender Osama ?
segunda-feira, setembro 10, 2007
DEPENDÊNCIA...
São tempos de crise do "subprime". E a dependência das economias mundiais em relação à norte-americana fica ainda mais evidenciada. Uma crise no crédito do mercado imobiliário americano é capaz de levar o mundo a suspeitar de uma recessão generalizada, mesmo estando diante de um cenário de prosperidade jamais visto. A economia americana não vai lá tão bem, mas, mesmo assim, projeta crescimento de aproximadamente 3% a.a.
Todos os indicadores mundiais sinalizam crescimento e expansão. Mas, bastou um indicador americano apontar redução de 4 mil postos de trabalho para que os índices das principais bolsas mundias despencassem na última sexta-feira (nem nós escapamos com o feriado de 7 de setembro, porque nossa bolsa se ajustou hoje, com queda de mais de 3%).
Fico acompanhando as notícias. Agora a expectativa é pela próxima reunião do FED (o Banco Central dos EEUU), no dia 18. Analistas apostam em queda de 0,25 na taxa americana. E fico a refletir o quão complexo é este mercado financeiro, em que qualquer fagulha gera um grande incêndio. Até que ponto as notícias e as quedas de índices guardam relação com desejos explícitos de quedas de taxas de juros ? A questão, sempre, está em saber quem realmente influencia os mercados. No caso do Brasil, mesmo que Guido Mantega insista que não, a dependência em relação à economia americana é latente.
Todos os indicadores mundiais sinalizam crescimento e expansão. Mas, bastou um indicador americano apontar redução de 4 mil postos de trabalho para que os índices das principais bolsas mundias despencassem na última sexta-feira (nem nós escapamos com o feriado de 7 de setembro, porque nossa bolsa se ajustou hoje, com queda de mais de 3%).
Fico acompanhando as notícias. Agora a expectativa é pela próxima reunião do FED (o Banco Central dos EEUU), no dia 18. Analistas apostam em queda de 0,25 na taxa americana. E fico a refletir o quão complexo é este mercado financeiro, em que qualquer fagulha gera um grande incêndio. Até que ponto as notícias e as quedas de índices guardam relação com desejos explícitos de quedas de taxas de juros ? A questão, sempre, está em saber quem realmente influencia os mercados. No caso do Brasil, mesmo que Guido Mantega insista que não, a dependência em relação à economia americana é latente.
terça-feira, setembro 04, 2007
PAÍS DO FUTEBOL
Não há dúvidas. Também sou um dos tantos aficcionados que não perdem uma perdida do seu clube, ou mesmo jogos de primeira, segunda, terceira, quarta divisões, campeonatos da Inglaterra, Itália, Espanha, Suécia, Noruega ou o jogo que estiver passando na televisão; mesa redonda na segunda-feira, enfim, o universo do futebol faz parte da vida do brasileiro médio.
Mas no sábado senti inveja dos americanos (coisa rara!). Era dia de Brasil x Argentina, basquete, decisão de uma vaga para a Olimpíada de Pequim 2008. Um super jogo de basquete, o duelo do século, pode-se dizer, para o nosso basquete. O jogo da vida, diziam narradores e comentaristas durante todo o pré-olímpico. Afinal de contas, desde Atlanta 96 -ainda sob a batuta do Mão Santa Oscar Schmidt- não sabemos o que é pisar numa quadra olímpica.
Pois bem, lá me fui a um bar com televisão a cabo que costumo frequentar para ver os jogos do Inter. Ali eu sabia que poderia ver o super jogo de basquete. Passei na frente e vi que o público lá dentro era reduzidíssimo (uns dois pinguços proseando com o dono no balcão). Feito! (pensei). Desci logo do carro e já entrei no bar pedindo uma cerveja gelada e a troca de canal: passava um filme sem graça no canal TNT.
A cerveja veio, geladíssima, mas o canal não mudou. O dono do bar disse que os pinguços estavam assistindo ao filme. Broxura instantânea. Não acreditei no que ouvi. Tomei o "copo de ceva" em duas ou três goladas, de pura decepção. Comecei a observar e os pinguços não estavam nem aí para o filme. E os minutos passando, pelos meus cálculos já estávamos no meio do segundo quarto do grande duelo. O dono do bar sentiu minha insatisfação e resolveu trocar de canal. Em sinal de agradecimento, chamei uma torrada com ovo para engordar a conta.
Ah, que satisfação, agora, lá estava o grande duelo no intervalo. Brasil ganhando por 47x39, tudo perfeito. Agora vai! Vamos para Pequim! Começa o terceiro quarto - o período no qual se tiram as crianças da sala e os grandes times mostram o quão fortes são. Pena que os fortes, ali, eram os argentinos. Um show de basquete para cima de um selecionado brasileiro apático, medroso, destreinado e sem opções rápidas de mudança de jogo (o treinador Lula Pereira deixa muito a desejar). Final de terceiro quarto e a Argentina já molhava o carimbo na almofada para registrar o visto para a China no passaporte.
18 horas e 30 minutos, aproximadamente. Intervalo para o último quarto. Um rápido corte de cena, olho para o lado, e já retorno minha atenção para São Paulo x Paraná. É verdade, eu era a única pessoa preocupada com Brasil x Argentina. Basquete por aqui é esporte de quinta categoria. Bastou entrar o futebol na tela e fanáticos adentraram ao bar e ocuparam as mesas antes vazias. Fiquei assistindo o São Paulo enfiar gols no Paraná e confirmar seu favoritismo na ponta da tabela do Campeonato Nacional, enquanto a esperança da Comunidade Basqueteira ruia em Las Vegas.
Argentina e o Dream Team Norte Americano classificados para Pequim. Brasil (que ainda perderia para Porto Rico, na disputa do 3o lugar), mais uma vez, submetendo-se à dificílima vaga do Pré-Olímpico Mundial. É por essas e outras que o Brasil é o País do Futebol (e ultimamente do volei). Ninguém gosta de perder!
Mas no sábado senti inveja dos americanos (coisa rara!). Era dia de Brasil x Argentina, basquete, decisão de uma vaga para a Olimpíada de Pequim 2008. Um super jogo de basquete, o duelo do século, pode-se dizer, para o nosso basquete. O jogo da vida, diziam narradores e comentaristas durante todo o pré-olímpico. Afinal de contas, desde Atlanta 96 -ainda sob a batuta do Mão Santa Oscar Schmidt- não sabemos o que é pisar numa quadra olímpica.
Pois bem, lá me fui a um bar com televisão a cabo que costumo frequentar para ver os jogos do Inter. Ali eu sabia que poderia ver o super jogo de basquete. Passei na frente e vi que o público lá dentro era reduzidíssimo (uns dois pinguços proseando com o dono no balcão). Feito! (pensei). Desci logo do carro e já entrei no bar pedindo uma cerveja gelada e a troca de canal: passava um filme sem graça no canal TNT.
A cerveja veio, geladíssima, mas o canal não mudou. O dono do bar disse que os pinguços estavam assistindo ao filme. Broxura instantânea. Não acreditei no que ouvi. Tomei o "copo de ceva" em duas ou três goladas, de pura decepção. Comecei a observar e os pinguços não estavam nem aí para o filme. E os minutos passando, pelos meus cálculos já estávamos no meio do segundo quarto do grande duelo. O dono do bar sentiu minha insatisfação e resolveu trocar de canal. Em sinal de agradecimento, chamei uma torrada com ovo para engordar a conta.
Ah, que satisfação, agora, lá estava o grande duelo no intervalo. Brasil ganhando por 47x39, tudo perfeito. Agora vai! Vamos para Pequim! Começa o terceiro quarto - o período no qual se tiram as crianças da sala e os grandes times mostram o quão fortes são. Pena que os fortes, ali, eram os argentinos. Um show de basquete para cima de um selecionado brasileiro apático, medroso, destreinado e sem opções rápidas de mudança de jogo (o treinador Lula Pereira deixa muito a desejar). Final de terceiro quarto e a Argentina já molhava o carimbo na almofada para registrar o visto para a China no passaporte.
18 horas e 30 minutos, aproximadamente. Intervalo para o último quarto. Um rápido corte de cena, olho para o lado, e já retorno minha atenção para São Paulo x Paraná. É verdade, eu era a única pessoa preocupada com Brasil x Argentina. Basquete por aqui é esporte de quinta categoria. Bastou entrar o futebol na tela e fanáticos adentraram ao bar e ocuparam as mesas antes vazias. Fiquei assistindo o São Paulo enfiar gols no Paraná e confirmar seu favoritismo na ponta da tabela do Campeonato Nacional, enquanto a esperança da Comunidade Basqueteira ruia em Las Vegas.
Argentina e o Dream Team Norte Americano classificados para Pequim. Brasil (que ainda perderia para Porto Rico, na disputa do 3o lugar), mais uma vez, submetendo-se à dificílima vaga do Pré-Olímpico Mundial. É por essas e outras que o Brasil é o País do Futebol (e ultimamente do volei). Ninguém gosta de perder!
quinta-feira, agosto 30, 2007
Uma explicação necessária
Ouço o comentário de Merval Pereira num dos telejornais da Globonews e o tema é a decisão da Suprema Corte que recebeu a denúncia contra os envolvidos no esquema denominado de "Mensalão". A tônica da manifestação é a mesma que tenho ouvido de outros comentaristas e lido nos órgãos de imprensa, no sentido de que a decisão representa um basta na impunidade.
E aí reflito um pouco e me sinto no dever de comentar e, por que não dizer, dar uma explicação. A decisão da Suprema Corte, em momento algum, representa qualquer punição aos denunciados. Acolher uma denúncia nada mais é do que permitir o regular desenvolvimento de um processo criminal. Desculpem se erro, nunca fui um grande criminalista, mas sempre vi este momento como uma fase pré-processual em que o juízo averigua os mínimos requisitos para o processamento do feito. Portanto, não há falar, ainda, em punição (a não ser, é claro, o fato de que, agora, os indiciados se tornaram réus).
Aliás, vou esperar que os holofotes da imprensa não sejam apagados. Afinal de contas, nunca é demais lembrar, a Suprema Corte não possuí um histórico, digamos, muito feliz, em sua jurisprudência, quando o tema é processamento de denúncias criminais contra políticos. O caso Collor de Mello, absolvido por falta de provas, e que foi utilizado - de forma equivocada, diga-se de passagem - como argumento pelos advogados de defesa dos 'mensaleiros', é apenas um dos tantos exemplos que aqui poderíamos mencionar.
Enfim, não adiantemos o carro aos bois. A denúncia apenas foi admitida e é preciso que a fiscalização se mantenha, atenta e ativa, na cobrança de um julgamento célere nesta questão.
E aí reflito um pouco e me sinto no dever de comentar e, por que não dizer, dar uma explicação. A decisão da Suprema Corte, em momento algum, representa qualquer punição aos denunciados. Acolher uma denúncia nada mais é do que permitir o regular desenvolvimento de um processo criminal. Desculpem se erro, nunca fui um grande criminalista, mas sempre vi este momento como uma fase pré-processual em que o juízo averigua os mínimos requisitos para o processamento do feito. Portanto, não há falar, ainda, em punição (a não ser, é claro, o fato de que, agora, os indiciados se tornaram réus).
Aliás, vou esperar que os holofotes da imprensa não sejam apagados. Afinal de contas, nunca é demais lembrar, a Suprema Corte não possuí um histórico, digamos, muito feliz, em sua jurisprudência, quando o tema é processamento de denúncias criminais contra políticos. O caso Collor de Mello, absolvido por falta de provas, e que foi utilizado - de forma equivocada, diga-se de passagem - como argumento pelos advogados de defesa dos 'mensaleiros', é apenas um dos tantos exemplos que aqui poderíamos mencionar.
Enfim, não adiantemos o carro aos bois. A denúncia apenas foi admitida e é preciso que a fiscalização se mantenha, atenta e ativa, na cobrança de um julgamento célere nesta questão.
quarta-feira, agosto 22, 2007
OCTA CAMPEÃO
Colorado comemora neste dia 22 de agosto os 31 anos da conquista do octacampeonato gaúcho, feito jamais repetido por nenhum outro clube brasileiro em algum dos grandes campeonatos estaduais. Foram oito títulos regionais seguidos: 1969, 1970, 1971, 1972, 1973, 1974, 1975 e 1976. Na final, o Inter vencemos o greminho por 2 a 0, com gols de Lula e Dario. A equipe colorada atuou com a seguinte formação: Manga; Cláudio, Figueroa, Marinho e Vacaria; Caçapava, Falcão e Jair (Escurinho); Valdomiro, Dario e Lula.
Não encontrei um vídeo relativo à campanha do octa, mas trago aqui, de presente ao Colorado, dois vídeos da época, basta clicar nos links abaixo e relembrar:
COMPACTO DA FINAL DE 1975
Campeonato Brasileiro de 1976
Foto: Wiktor Lewkowski
Não encontrei um vídeo relativo à campanha do octa, mas trago aqui, de presente ao Colorado, dois vídeos da época, basta clicar nos links abaixo e relembrar:COMPACTO DA FINAL DE 1975
Campeonato Brasileiro de 1976
Foto: Wiktor Lewkowski
SHINE A LIGHT

As véias estão cada dia melhores. E agora com o dedo e a lente de Martin Scorsese, só pode vir coisa boa pela frente. Para conferir o trailer do filme clique aqui.
PAÍS DOS CALOTEIROS
Leio uma notícia no site G1 a respeito de procedimento do Banco Bradesco de desistir de recursos interpostos perante o STJ, no sentido de desafogar o Judiciário. A matéria diz que a Caixa Econômica Federal já tomou atitude semelhante (leia matéria na íntegra). O fundamento central seria a avaliação custo-benefício (os custos de movimentação da máquina não justificariam o seguimento de processos com valor inferior a R$ 10 mil).
Nas causas em que é parte a União e suas autarquias e fundações, já há autorização para desistência em processos com valores baixo. Aliás, há normas regulamentares que, inclusive, determinam a não-constituição do crédito tributário quando os valores forem abaixo de R$ 1 mil.
De outra parte, as leis nacionais e as decisões de tribunais pátrios são extremamente liberais e flexíveis quanto à legislação que envolve a cobrança de dívidas. Posso citar, apenas como exemplo, a lei da impenhorabilidade do bem de família e os acórdãos que dificultam sobremaneira a responsabilização dos sócios gestores por dívidas de empresas sonegadoras (especialmente na justiça federal).
Dentro de todo este quadro, embora elogiosa a providência dos grandes bancos em desistir de recursos, para contribuir com o desafogamento do judiciário (e não quero aqui nesta nota adentrar no exame das verdadeiras causas do caos do judiciário); pois embora elogiosa a prática, vejo-a como mais uma confirmação de que, no Brasil, deixar de pagar as contas se tornou um negócio muito lucrativo. Sem dúvida, estamos vivendo no país dos caloteiros.
Nas causas em que é parte a União e suas autarquias e fundações, já há autorização para desistência em processos com valores baixo. Aliás, há normas regulamentares que, inclusive, determinam a não-constituição do crédito tributário quando os valores forem abaixo de R$ 1 mil.
De outra parte, as leis nacionais e as decisões de tribunais pátrios são extremamente liberais e flexíveis quanto à legislação que envolve a cobrança de dívidas. Posso citar, apenas como exemplo, a lei da impenhorabilidade do bem de família e os acórdãos que dificultam sobremaneira a responsabilização dos sócios gestores por dívidas de empresas sonegadoras (especialmente na justiça federal).
Dentro de todo este quadro, embora elogiosa a providência dos grandes bancos em desistir de recursos, para contribuir com o desafogamento do judiciário (e não quero aqui nesta nota adentrar no exame das verdadeiras causas do caos do judiciário); pois embora elogiosa a prática, vejo-a como mais uma confirmação de que, no Brasil, deixar de pagar as contas se tornou um negócio muito lucrativo. Sem dúvida, estamos vivendo no país dos caloteiros.
terça-feira, agosto 21, 2007
DREAM TEAM - Versão 2007

Os amantes do esporte lembram daquele time fantástico de basquete montado pelos Estados Unidos para a Olimpíada de Barcelona em 1992, que acabou conhecido como "Dream Team" (time dos sonhos). Nele estavam, além dos astros Magic Johnson e Michael Jordan, estrelas do calíbre de Charles Barkley e Patrick Ewing. A diferença para os rivais era demasiada e a conquista da medalha de ouro se transformou numa diversão para os americanos.
Dali por diante o basquete americano perdeu sua hegemonia e fez campanhas pífias em mundiais e jogos olímpicos. Argentina, Sérvia, Espanha e Grécia cresceram no cenário internacional e desbancaram os 'yankes'. Essa semana teremos a largada do Pré-Olímpico de Las Vegas e os Estados Unidos, jogando em casa, vão tentar garantir um dos 2 carimbos no passaporte para Pequim 2008.
E olhando a lista de convocados, não tenho medo de errar, estamos diante da versão 2007 do Dream Team. Acho muito difícil alguém 'ombrear' com uma seleção que conta com nomes como Jason Kidd, Deron Williams, Chauncey Billups, Carmelo Antony e Amare Stoudemire e, principalmente, o jovem fenômeno LeBron James e o astro Kobe Bryant. Vai ser um show atrás do outro.
Enquanto isso, nós vamos correndo por fora com Leandrinho, Varejão, Nené e companhia, peleando de igual para igual com a desfalcada argentina (Manu Ginobili, lesionado, está fora), com portorriquenhos, uruguaios e canadenses. Já está mais do que na hora de quebrarmos a incômoda escrita e voltar às Olimpíadas, palco que não frequentamos nas últimas 3 edições.
Dali por diante o basquete americano perdeu sua hegemonia e fez campanhas pífias em mundiais e jogos olímpicos. Argentina, Sérvia, Espanha e Grécia cresceram no cenário internacional e desbancaram os 'yankes'. Essa semana teremos a largada do Pré-Olímpico de Las Vegas e os Estados Unidos, jogando em casa, vão tentar garantir um dos 2 carimbos no passaporte para Pequim 2008.
E olhando a lista de convocados, não tenho medo de errar, estamos diante da versão 2007 do Dream Team. Acho muito difícil alguém 'ombrear' com uma seleção que conta com nomes como Jason Kidd, Deron Williams, Chauncey Billups, Carmelo Antony e Amare Stoudemire e, principalmente, o jovem fenômeno LeBron James e o astro Kobe Bryant. Vai ser um show atrás do outro.
Enquanto isso, nós vamos correndo por fora com Leandrinho, Varejão, Nené e companhia, peleando de igual para igual com a desfalcada argentina (Manu Ginobili, lesionado, está fora), com portorriquenhos, uruguaios e canadenses. Já está mais do que na hora de quebrarmos a incômoda escrita e voltar às Olimpíadas, palco que não frequentamos nas últimas 3 edições.TRADIÇÃO III
Tradicionalistas estão levando uma centelha da Chama Crioula para vários pontos do Estado. Na manhã de ontem, dez cavalarianos que integram o Grupo de Cavalgada Pé no Estribo, pertencente à 2ª Região Tradicionalista, chegaram às ruínas de São Miguel (foto). A cavalgada começou no sábado em São Nicolau. Conforme o coordenador da cavalgada, Pedro Couto, a programação inclui trajetos de 45 ou 50 quilômetros diários. Outras quatro pessoas fornecem apoio à cavalgada. Ontem, a jornada começou às 6h30min, quando os cavalarianos saíram de São Lourenço das Missões, foi interrompida às 10h30min, em São Miguel das Missões, e retomada no início da tarde.
fonte: Correio do Povo, 21.agosto.2007.
sexta-feira, agosto 17, 2007
TRADIÇÃO II
Internacional realizou jantar comemorativo ao primeiro aniversário do Épico título de Campeão da Libertadores da América. A festa teve lugar no Centro de Eventos do Complexo Beira-Rio. No cardápio: carreteiro de charque e feijão tropeiro. Pura tradição!
Matéria completa no clicrbs (clique aqui para acessá-la).
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TRADIÇÃO

Achei interessante a iniciativa de um colégio do interior do Rio Grande do Sul de disponibilizar uma "vaca parada" para que a gurizada, na hora do intervalo, possa brincar de tiro de laço. E fico muito contente, porque tradição de passa assim, desde o berço. Essa gurizada que está brincando de tiro de laço e tomando mate ao invés de coca-cola, amanhã, estará respeitando as tradições e fundamentos da cultura gaúcha, e isso é muito positivo.
Sensibilidade
"Por que um atleta fecha os olhos ao receber uma medalha de ouro ? Porque as melhores coisas da vida não foram feitas para ser vistas com os olhos, mas com o coração". Achei muito interessante esta sacada de marketing de uma propaganda de uma associação de cegos, veiculada durante os Jogos Para Panamericanos.
REALMENTE, NÃO HÁ DIFERENÇAS

O que sempre chama a atenção quando algum leigo no paradesporto vem conversar conosco, que trabalhamos e vivemos na área, é a tracional pergunta a respeito das diferenças da modalidade. No basquete, modalidade na qual milito, por exemplo, não é rara a incômoda pergunta sobre a altura da cesta, o tamanho da quadra e outras menos cotadas.
Pois está aí o Para Pan para que todos vejam que há peculiaridades sim em cada modalidade, tais como as regras de classificação funcional ou os equipamentos necessários à prática (cadeiras de rodas especiais para basquete ou corrida, por exemplo). Mas, nos aspectos fundamentais e nas regras pilares, o paradesporto abrange as mesmas características do desporto convencional.
A presença de atletas e ex-atletas de alto rendimento e de renome internacional, como são os casos de Amauri (técnico da seleção de volei sentado do Brasil) e Joaquim Cruz (técnico da seleção de atletismo dos Estados Unidos), é por demais positiva não só pelo aspecto técnico e de evolução dos atletas, mas, sobretudo, para que a sociedade tenha a exata noção de que paradesporto não é terapia.
Pois está aí o Para Pan para que todos vejam que há peculiaridades sim em cada modalidade, tais como as regras de classificação funcional ou os equipamentos necessários à prática (cadeiras de rodas especiais para basquete ou corrida, por exemplo). Mas, nos aspectos fundamentais e nas regras pilares, o paradesporto abrange as mesmas características do desporto convencional.
A presença de atletas e ex-atletas de alto rendimento e de renome internacional, como são os casos de Amauri (técnico da seleção de volei sentado do Brasil) e Joaquim Cruz (técnico da seleção de atletismo dos Estados Unidos), é por demais positiva não só pelo aspecto técnico e de evolução dos atletas, mas, sobretudo, para que a sociedade tenha a exata noção de que paradesporto não é terapia.
quarta-feira, agosto 15, 2007
MUDANÇA DE PARADIGMAS

Não há dúvidas, o grande mérito dos Jogos Para-Panamericanos é alterar os paradigmas e transmitir à sociedade uma imagem diversa da pessoa portadora de deficiência física (PPD). Deixa de lado aquela imagem de uma pessoa incapaz para as atividades cotidianas e mostrá-la como um cidadão eficiente e capaz de enfrentar os desafios da vida, esse o grande mérito do paradesporto.
E essa mudança já começa a se verificar, iniciando pelo espaço aberto na grande imprensa. Diariamente, os telejornais da Rede Globo e outras emissoras, verdadeiros canhões na formação da opinião pública, transmitem reportagens sobre o tema. O canal fechado SPORTV está fazendo toda a cobertura do evento, transmitindo ao vivo as principais provas e jogos da competição.
Nos jornais, antes totalmente fechados ao tema, é possível se deparar com matérias de grande qualidade. Em Porto Alegre, por exemplo, Zero Hora e Correio do Povo, os dois principais jornais do Rio Grande do Sul, antes aparentemente blindados ao paradesporto, trazem atualização diária de resultados. E, mais do que isso, conferem amplo espaço ao Para-Pan.
O Correio do Povo trouxe nos últimos dois dias meia página, dentro de seu caderno de esportes com 3 páginas (um espaço considerável). Já a Zero Hora traz em sua edição de hoje uma matéria explicativa sobre importantes nuances do paradesporto (clique aqui para conferir a matéria na íntegra).
Confira maiores detalhes no site do RS PARADESPORTO (clique aqui).
E essa mudança já começa a se verificar, iniciando pelo espaço aberto na grande imprensa. Diariamente, os telejornais da Rede Globo e outras emissoras, verdadeiros canhões na formação da opinião pública, transmitem reportagens sobre o tema. O canal fechado SPORTV está fazendo toda a cobertura do evento, transmitindo ao vivo as principais provas e jogos da competição.
Nos jornais, antes totalmente fechados ao tema, é possível se deparar com matérias de grande qualidade. Em Porto Alegre, por exemplo, Zero Hora e Correio do Povo, os dois principais jornais do Rio Grande do Sul, antes aparentemente blindados ao paradesporto, trazem atualização diária de resultados. E, mais do que isso, conferem amplo espaço ao Para-Pan.
O Correio do Povo trouxe nos últimos dois dias meia página, dentro de seu caderno de esportes com 3 páginas (um espaço considerável). Já a Zero Hora traz em sua edição de hoje uma matéria explicativa sobre importantes nuances do paradesporto (clique aqui para conferir a matéria na íntegra).
Confira maiores detalhes no site do RS PARADESPORTO (clique aqui).
domingo, agosto 12, 2007
sexta-feira, agosto 10, 2007
PARA PAN
Inicia na próxima semana a edição paraolímpica dos Jogos Pan Americanos. Nas mesmas dependências utilizadas pelos jogos principais, a versão paraolímpica promete ser a melhor de todos os tempos. É a primeira vez que os atletas paraolímpicos frequentarão a mesma vila olímpica e os mesmos parques desportivos dos atletas renomados de alto rendimento. Clodoaldo e companhia estarão nadando nas mesmas águas que consagraram Thiago Pereira, Kaio Marcio e Cielo.
Isso é muito bom. O retorno na mídia já é excelente. Jornais e revistas trazem matérias e os telejornais veiculam interessantes imagens do mundo paradesportivo. O SPORTV anuncia cobertura completa (como já realizou na Paraolimpíadas de Atenas, em 2004). Tenho certeza que a repercussão e retorno dos Jogos Para-Panamericanos será muito mais importante do que a dos próprios Jogos Panamericanos, especialmente no sentido de propiciar um maior conhecimento da sociedade no que diz respeito às potencialidades dos PPDs.
Estarei atualizando as notícias do PARA PAN diariamente no site do RS PARADESPORTO (clique aqui para acessá-lo)
Isso é muito bom. O retorno na mídia já é excelente. Jornais e revistas trazem matérias e os telejornais veiculam interessantes imagens do mundo paradesportivo. O SPORTV anuncia cobertura completa (como já realizou na Paraolimpíadas de Atenas, em 2004). Tenho certeza que a repercussão e retorno dos Jogos Para-Panamericanos será muito mais importante do que a dos próprios Jogos Panamericanos, especialmente no sentido de propiciar um maior conhecimento da sociedade no que diz respeito às potencialidades dos PPDs.
Estarei atualizando as notícias do PARA PAN diariamente no site do RS PARADESPORTO (clique aqui para acessá-lo)
sábado, agosto 04, 2007
TEMPO...
"De qualquer forma, um dia especialmente ruim. Esse sistema que geralmente funcionava não funcionou. Os deuses embaralharam as cartas. O tempo está mutilado e você é um idiota. Mas o tempo foi feito para ser desperdiçado." (BUKOWSKI, Charles - O Capitão Saiu para o Almoço e os Marinheiros Tomaram Conta do Navio)
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