sábado, março 19, 2011

Catástrofe nuclear




"Em 90 dias, os riscos causados pela iodina radiativa desaparecerão, porque ela se desintegrará. Mas os isótopos mais nocivos – césio e estrôncio – durarão 30 anos. E são voláteis.
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No acidente de Three Mile Island, estrôncio foi detectado a 220 quilômetros do reator. Termina no leite das vacas e não desaparece por 300 anos. As emissões dos reatores japoneses vão durar um ano e conterão elementos que permanecerão na natureza por três séculos, no melhor dos casos. Se houver uma explosão, será muito pior.

(...)


Em Chernobyl houve um derretimento e a faixa de águas subterrâneas contaminadas está aos poucos expandindo-se até Kiev, uma cidade muito grande distante cerca de 130 quilômetros. Não é algo fácil de mitigar.


(...)


O Japão e sua indústria nuclear fizeram investimentos muito pesados em energia nuclear. Também depois de Three Mile Island e de Chernobyl, afirmou-se que não haveria problemas, até que eles apareceram. Por isso, não acredito muito em pronunciamentos oficiais na primeira semana de um acidente." (David Case - The Global Post).





*Publicado originalmente no site Outras Palavras – http://www.outraspalavras.net/2011/03/15/a-sombra-da-catastrofe-nuclear/

sexta-feira, março 18, 2011

IMPERDÍVEL


quinta-feira, março 17, 2011

Missão Cumprida e alma tranquila


O INTERNACIONAL cumpriu a missão em Cochabamba. Mas, adianto, a vitória não serve de parâmetro para congecturas ou definições. O baixo nível técnico e tático do adversário afasta qualquer possibilidade de se fazer juízos. Porém, é fato que o Colorado, hoje, atendeu uma antiga máxima do futebol, que preconiza a necessidade de vencer, com goleada, adversários fracos. Construímos um placar de 4x1 com todos os gols derivados de bola rolando. O último, aliás, foi uma pintura e revelou toda a categoria e qualidade do lateral Kleber (por vezes contestado, inclusive por boa parte da torcida).

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A vitória, a propósito, começou a se contruir já na definição do onze inicial. A saída de W. Matias para o ingresso de Tinga representou avanço. Mais pela qualidade de Tinga do que pela alteração de sistema tático. Continuamos a jogar com três volantes, mas ao menos Roth não cometeu a heresia de sacar o jovem Oscar da equipe para montar uma meia cancha com 4 volantes. Teria sido uma heresia sem precedentes! Ainda não foi o time corajoso com um quadrado na meia cancha (Bolatti, Guina ou Tinga, Oscar, D'Alessandro - Andrezinho na sua ausência) mais R. Sóbis e Damião na frente. Com essa escalação, afirmo, correríamos o mundo a desafiar os grandes da Europa e regressaríamos consagrados com uma penca de vitórias na bagagem.

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Mas essa formação vive apenas em sonhos. Por enquanto, vamos com o losango de Roth. Ao menos os 3 volantes possuem atributos, o que minora a má escolha tática. Bolatti se sai muito bem na cabeça de área, Guinazu é o velho pulmão e Tinga continua a funcionar como um belo motor. Só não gosto de ver Tinga jogando como ponta de lança como está. E aí, exatamente, reside a discórdia. Por que não termos Oscar e D'Alessandro, jogadores da posição, a fazer tal função ?

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No mais, repetiu-se um golo contrário de cabeça numa falha de Nei. Por que Nei é colocado para cabecear a primeira bola se não possui o atributo do cabeceio e nem altura para tal ? E ainda tivemos de suportar o ingresso de W. Matias por Tinga que diminuiu, bastante, o padrão de jogo. Torcer para time de Roth é isso, conviver com a teimosia, falta de coragem e "mesmisse" tática.

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Por fim, não posso deixar de manifestar minha imensa alegria e satisfação com a venda de Alecsandro (clique e confira notícia). Aliás, foi a notícia dada pelo porteiro do prédio Gilvan que me fez acessar a internet e me provocou a editar essa postagem. Tchê, vou dormir com a alma tranquila hoje...

Assado

terça-feira, março 15, 2011

GARANTIAS


GARANTIAS I
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A semana inicia com novas reuniões do Conselho Deliberativo para tratar do tema obras no complexo Beira-Rio. Apenas debates, pois a votação está marcada para a próxima segunda-feira (21.março), conforme edital. Infelizmente, o andar da carruagem aponta para a vitória do “entreguismo”. Entregaremos a exploração de nosso patrimônio a uma grande empreiteira, obedecendo pressões do Comitê Copa do Mundo (leia-se Casa Bandida do Futebol – CBF –, Ministério dos Esportes e FIFA). Num jogo de interesses que gira em torno de R$ 1 bilhão, ficaremos a ver navios e a aguardar 20 anos para tomar posse de um patrimônio que, em duas décadas, estará, fatalmente, dilapidado pela exploração comercial.
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GARANTIAS II
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Em contrapartida, para demonstrar toda nossa hospitalidade, ingressaremos nessa legítima “bocada” com os mais de R$ 50 milhões já auferidos com a venda do terreno da Silveiro e dos 26 camarotes negociados cada um por R$ 1 milhão. E é exatamente esse o maior absurdo de toda stiuação. Além de abrirmos mão dos benefícios, ainda concorreríamos com os riscos do negócio, pagando parte da obra. Um absurdo total! E não é só. Surge hoje, na reunião do Conselho, um dado que até agora não se conhecia. A proposta da A. Gutierrez ainda contempla a participação do “parceiro” em 12% das arrecadações futuras de bilheteria do INTERNACIONAL. Sim, isso mesmo, 12% de nossas bilheterias seriam da empreiteira.
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GARANTIAS III
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Colocaríamos nosso prestígio, força de marketing e pujança de mais de 7 milhões de apaixonados torcedores, tudo em benefício total da tal empreiteira-amiga-da-casa-bandida-e-da-FI-FA. Sem contar, é claro, que a empreiteira será favorecida com isenções de impostos municipais, estaduais e federais, além de linhas de crédito do BNDES. Com todo respeito, essa questão ultrapassa, e muito, as fronteiras do futebol ou da álea privada do INTERNACIONAL. Trata-se de questão do mais alto interesse público, face aos dinheiros e favores fiscais envolvidos.
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GARANTIAS IV
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Aliás, algumas questões clamam atenção. Por que o INTERNACIONAL é o único pressionado por esse Comitê espúrio, quando se sabe que Salvador, São Paulo, Natal e outras cidades sequer iniciaram obras de construção de seus estádios ? Por que se exige que o INTERNACIONAL entregue seu patrimônio a um “parceiro”, quando no Paraná foi o Governo do Estado que, mediante lei, assegurou que Curitiba cumprirá com os encargos da FIFA ? Já que falei em São Paulo, por que o tricolor paulista pulou fora do jogo na primeira pressão de sofreu desse Comitê espúrio ?

GARANTIAS V
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Apenas com a arrecadação das vendas das “Cadeiras VIPs” já teremos condições de arcar com as obras. Serão 2.000 cadeiras construídas exatamente na mesma linha das “Cadeiras Perpétuas”, porém localizadas no lado oposto do Estádio (acesso pela Padre Cacique). Seu preço: R$ 50.000,oo. Prazo de uso: 20 anos. Receita total auferida pelo INTERNACIONAL: R$ 100 milhões. Ou seja, exatamente o que falta para fechar os R$ 150 milhões do projeto GIGANTE PARA SEMPRE. Alguém duvida que essas 2.000 cadeiras serão vendidas em poucas semanas ? Olha aqui ô, não precisa nem muita campanha de marketing.
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GARANTIAS VI
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E ainda teríamos, portanto, mais alguns camarotes e suítes para negociar. Sem contar, é claro, na viabilidade de construirmos o hotel, o shopping e o prédio de estacionamento, com tranqüilidade, sem pressa, porque não se tratam de exigências do caderno de encargos da FIFA. Vamos parar de forçar a barra. O INTERNACIONAL poderá se beneficiar dos favores fiscais, das linhas de financiamento e, acima de tudo, dos mais de R$ 1 bilhão que circularão em torno da realização da Copa do Mundo de 2014. Por que abrir mão de tudo isso e ceder tais benesses a uma empreiteira ?

TÁ EXPLICADO


quinta-feira, março 03, 2011

Mundial 2014

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É duro admitir, mas estamos numa tremenda sinuca de bico. Se ficar o bicho come e se correr o bicho pega, é mais ou menos essa a situação. Abrir mão de ser sede da Copa do Mundo é comprar uma briga complicada com a Casa Bandida e, principalmente, a FIFA. E nem preciso elencar aqui os vários exemplos disso. Lidar com a FIFA é como lidar com a máfia, e todos sabemos o que acontece com quem se mete com essa gente e depois lhes contraria os interesses.

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Fazer a reforma do Beira-Rio com recursos e iniciativas próprias é sim muito custoso. Pode acarretar gastos não planejados e, inclusive, dificultar a administração do futebol. Pode sim. Mas ainda é o caminho correto a seguir. Não podemos deixar de vislumbrar o que representará a reforma do Gigante da Beira Rio para os futuros anos do INTERNACIONAL. Tivéssemos o pensamento "pequeno" que hoje têm esses que defendem entregar a obra a uma construtora e, certamente, hoje não seríamos proprietários do Estádio Beira Rio e nem do Complexo do Parque Gigante. E, sempre é bom lembrar, na sequência da construção do Gigante, exatamente 6 anos após sua conclusão, ou seja, ainda sob as consequências da peripécia financeira que o erguimento do estádio, alçamos vôos nunca antes imaginados, com a conquista do tricampeonato nacional.

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E não venham me dizer que a época era outra, porque construir um estádio sempre foi algo muito caro. De outra parte, é preciso ter em mente que não vamos entregar o encargo para a construtora, mas sim um grande benefício. Então por que não administrar esse benefício em prol do clube ? Vamos parar de pensar nas dificuldades dessa reforma e focar nos seus benefícios para o clube. Deve-se ainda lembrar que o clube já amealhou algo em torno de R$ 50 milhões com a venda de 21 camarotes/suítes e do terreno da avenida Silverio. E tal montante, também é bom lembrar, possui vinculação à obra em foco, não podendo ser utilizado para outras finalidades.

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Conversei hoje com um Conselheiro e lhe indaguei a respeito da destinação de tais verbas em caso de fecharmos com uma construtora. A resposta foi de que esse dinheiro será utilizado para ofertar uma "contrapartida" à empreiteira. Ou seja, além de entregarmos, de mão beijada, todas as benesses que essa obra renderá, durante sabe-se lá quantos anos, ainda entregaremos um "dinheirinho" para ajudar na construção.
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E tem outro detalhe: por que a obra do Sr. Aod e da construtora tem custo de R$ 300 milhões enquanto a obra do INTERNACIONAL é orçada em R$ 150 milhões. É muita cara de pau, para dizer o mínimo.

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Ora, por favor, não me façam de bobo. Essa construtora reformará o Gigante da Beira-Rio com nosso próprio dinheiro e ainda ficará décadas explorando nosso patrimônio. E nós ainda teremos de aplaudir ?
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NÃO À CONTRUTORA! BEIRA RIO DO E PARA OS COLORADOS, ETERNAMENTE...

quarta-feira, março 02, 2011

ACESSIBILIDADE

Falta de acessibilidade é discriminação. E discriminação é crime!". Manifestação hístória da Deputada Federal paulista Mara Gabrili no Plenário Ulysses Guimarães do Congresso Nacional.


sexta-feira, fevereiro 25, 2011

Recordar é Viver

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Com o altamente interesseiro reconhecimento por parte da Casa Bandida do Futebol (CBF) de que o Flamengo é Campeão Brasileiro de 1987 (e aqui não quero ingressar no mérito, pois sempre achei que os cariocas são os campeões nacionais do ano, de fato), dividindo a conquista com o Sport Recife, lembro (e vivo novamente) aquele nosso time que chegou ao heróico vice campeonato nacional. Afinal de contas, a história de um grande clube não é feita apenas de conquista, mas também de façanhas e grandes feitos. E os comandados de E. Andrade, sem dúvida, ali realizaram uma das grandes façanhas da história rubra. Depois de conquistar o primeiro turno da chave B, conquistamos vaga automática para as semifinais da competição, denominada de Copa União.
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Jogamos o segundo turno assistindo, de camarote, aos concorrentes se digladiarem e apenas aguardando adversário. Enquanto o Atlético Mineiro realizou campanha impecável na chave A, vencendo os dois turnos, o que abriu vaga para o Flamengo – pelo melhor índice técnico, o Cruzeiro venceu o returno de nossa chave. Nas semifinais, batemos os mineiros lá dentro do Mineirão, depois de duplo empate em oxo (típico do abutre-mestre Enio), na prorrogação, com golo inesquecível de Amarildo após jogada pela direita do volante Norberto.
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O Flamengo derrubou o favorito Galo Mineiro de Telê Santana e Renato “Pé Murcho”. Zico, Bebeto, Adílio, Mozer, Leandro, Leonardo, Zinho e companhia estavam no caminho do Colorado. Foram dois jogos extraordinários e inesquecíveis. 1x1, num Beira-Rio abarrotado, gols de Bebeto, primeiro, e Amarildo, sempre ele, no minuto seguinte. A imagem do Gigante da Beira-Rio lotado, com torcedores pendurados na mureta que separava a social da coréia jamais me saiu da retina. .
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Na partida decisiva, no Maracanã, o mestre Enio, com desfalques, surpreendeu com o improvisado atacante paraguaio Britez pela esquerda e suportava a pressão adversária; até que o lateral esquerdo Paulo Roberto cometeu a única falha defensiva de um sistema até então perfeito e muito bem sincronizado, sob o comando do estupendo central Aloísio. O Flamengo aproveitou e marcou com Bebeto. O time da final teve Taffarel (Bola de Oura da Revista Placar); L. C. Winck (cap.), Aloisio, Nene, P. Roberto; Norberto, L. F. Flores, Balalo, Heider, Amarildo, Britez.



sexta-feira, fevereiro 11, 2011

LIPPY & HARDY

MR. MAGOO

ZÉ BUSCAPÉ

quarta-feira, fevereiro 09, 2011

Kerouac


“ia me levar escondido até a cabana dele nos bisques de Big Sur onde eu ficaria sozinho sem que ninguém me incomodasse por seis semanas só cortando lenha, buscando água, escrevendo, dormindo, caminhando, etc, etc
(...)
Eu cheguei até o fundo do poço e não consigo nem arrastar o meu corpo para um refugio no bosque quanto menos parar de pé na cidade por alguns instantes...
(...)
Eu bêbado praticamente o tempo todo o tempo para me passar por jovem e não ficar para trás mas no fim percebendo que eu estava cercado e em inferioridade numérica e tinha que fugir para a solidão ou morrer.” (Jack Kerouac – “Big Sur”)

Bolsa de Valores

”Aquele investidor que se permite ficar preocupado ou até mesmo apavorado com as quedas de seus papéis na bolsa estará transformando sua maior vantagem em sua maior desvantagem. Para este homem seria melhor que não houvesse qualquer cotação na bolsa, para que ele não se deixasse contaminar pela angústia mental causada pelo erro de avaliação de outras pessoas.” Benjamim Graham

terça-feira, fevereiro 08, 2011

O CULPADO


Chegou com a alcunha de "espetacular", concedida por ninguém mais ninguém menos que F. Carvalho, um dos maiores entendedores de futebol e de garimpo de bons jogadores da aldeia. Mas o fato é que desde a saída de Sandro para o futebol europeu, em agosto, após a conquista da Copa Libertadores da América, o INTERNACIONAL não conseguiu mais produzir futebol.
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W. Matias, desde então, assumiu a condição de cabeça de área. E não mais saiu do time, salvo raros casos de suspensão. E, por sinal, nessas raras ocasiões, deu lugar a Glaydson ou Derley, que tiveram atuações muito mais produtivas do que o "Espetacular".
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Mas o fato é que o time nunca mais foi o mesmo. E nunca mais o foi, porque desde a saída de Sandro assistimos ao INTERNACIONAL jogando com 10 jogadores, dando 1 elemento de vantagem a seus adversários. W. Matias não é cabeça de área. Tanto é assim que, geralmente, os gols que sofremos ou são marcados ou tem sua origem exatamente ali, em nossa meia lua defensiva, posição da qual o centromédio deve cuidar, zelar e proteger. É a sua primeira função. Aliás, não é a toa que o jogador que ali atua é denominado de cabeça de área.
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C. Roth, o mentor da sacralização do "Espetacular" como titular absoluto da cabeça da área, teve oportunidades de ver os suplentes tomando conta da posição e produzindo mais futebol do que seu titular. Mas, como de costume, virou as costas para as constatações gerais. Mais ainda, jamais tentou formar um meio de campo com quatro jogadores iniciado por Guiñazu e Tinga nas duas funções defensivas. Foi teimoso, como de costume. E só não será vítima de sua teimosia porque a diretoria tratou de contratar M. Bolatti.
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Vamos torcer para que o argentino tome conta do setor, porque, do contrário, W. Matias acabará voltando. Afinal de contas, é aquela velha máxima, jogador ruim que fica no Beira-Rio acaba jogando.
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saudaçoes rubras.
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Luiz Portinho - mais de 700 jogos no Beira-Rio

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

Um cliente antigo...

Um cliente especial: “seu” Roberto Paulo de Almeida, 101 anos. Ele estava na Banca do Holandês, acompanhado da nora. Recorda do antigo Mercado Público.
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“No Mercado Público o que mais marcou o senhor ?
Do Mercdo antigo eu lembro das galinhas que a gente comprava.
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E o bonde ?
Não tinha outra coisa. Hoje é tudo diferente, o senhor é moço. Quando eu tinha dez anos, isso aqui era tudo muito diferente. A tecnologia avançou tanto que eu vou lhe dizer, não sei onde vamos parar.
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E o senhor chegou a conhecer o Mercado Livre ?
Eu nunca ia lá. Tudo aqui era velho. Se lembra do Teatro Coliseu ? Eu sou daquele tempo, frequentava muito quando era moço. Eu morava na rua do Palácio, hoje a Duque de Caxias. A luz era de querosene e lampião, nem na rua tinha luz. Muitos anos depois que veio a luz, éramos muito atrasados em tudo.
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O que o senhor gosta de Porto Alegre?
Eu gostava muito de caminhar no bairro Moinhos de Vento, gosto dos edifícios e das ruas de lá. Eu trabalhei 40 anos na Casa Rodrigues, me aposentei lá. Eu passava todos os dias por ali (Hotel Majestic, atual Casa de Cultura Mário Quintana), morava lá adiante, na Duque de Caxias e vinha pela Rua da Praia. Eu tinha um amigo que todos os dias a gente ia tomar um “cafezinho” na Rua da Praia. O Mário Quintana todos os dias ele estava lá, eu conhecia ele melhor do que muita gente. Mas, nunca falei, ele sentava naquela distância ali e eu e meu amigo aqui.
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Como era o Mercado antes da reforma ?
Naquela época éramos muito atrasados. E depois não havia especialistas como hoje. Na Banca do Holandês sempre tinha bastante gente. Eu gostava muito de ir no Gabardo. No Graxaim, um restaurante que tinha ali perto, no Treviso, dois portugueses eram os donos. Era um tempo muito bom. Tempo de cinema, que era dividido em partes, aí no final tinha um aviso que dizia: “Voltem na próxima semana para assistir o próximo capítulo do filme”. Não fosse os americanos trazer muitas coisas... Os carros naquela época eram muito ruins. Hoje não tem carro ruim, pode ser qualquer marca, evoluiu muito. Tem uma loja que vende roupas de homens, na Voluntários, esquina com a Marechal Floriano. Naquela época era só com alfaiate, hoje é tudo pronto.

(JORNAL DO MERCADO – NUMERO 30 – JULHO2010)

terça-feira, fevereiro 01, 2011

POLÍTICA

José Sarney acaba de ser reconduzido à Presidência do Senado e ficará à frente da Casa pelo próximo biênio. Uma lástima que revela e descortina a pior faceta de nossa política. Aliás, é notável como caiu no esquecimento o debate a respeito da necessidade do Senado Federal em nossa Democracia. Trata-se de uma Casa Legislativa desnecessária, obsoleta e que pouca contribuição presta ao desenvolvimento do país. Pelo contrário, por força de sua constituição em forma de preenchimento de vagas, o Senado é um local de cisânias e episódios constrangedores na vida brasileira. Ali um político é capaz de ficar por 8 anos, mesmo que não apresente projeto algum à Nação. Unificar Câmara e Senado seria algo muito proveitoso. Em seguida, reduzir o número de deputados. O problema é que tais reformas dependem exatamente daqueles que serão os grandes prejudicados: os políticos que lá estão, se alimentando do caos.

segunda-feira, janeiro 24, 2011

Trotsky

“Na Guerra a vitória só pode ser assegurada com uma ofensiva resolute e continua. Não pode haver hesitação: vacilar é perigoso; e confinar-se em algum lugar na passividade é desastroso (…) Somente com uma ofensiva radical se pode conquistar a vitória com um mínimo de forças e sacrifícios.” (TROTSKI, Leon – “Oktiabrkaia Revoliutsia”)

quinta-feira, janeiro 06, 2011

NA ESTRADA




El Silencio del Mar

"El silencio del mar
brama un juicio infinito
más concentrado que el de un cántaro
más implacable que dos gotas
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ya acerque el horizonte o nos entregue
la muerte azul de las medusas
nuestras sospechas no lo dejan
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el mar escucha como un sordo
es insensible como un dios
y sobrevive a los sobrevivientes
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nunca sabré qué espero de él
ni qué conjuro deja en mis tobillos
pero cuando estos ojos se hartan de baldosas
y esperan entre el llano y las colinas
o en calles que se cierran en más calles
entonces si me siento náufrago
y sólo el mar puede salvarme." (Mario BENEDETTI)