terça-feira, abril 28, 2009
REÑACA
"I surfed this place epic in late 2005 and for any Aussies out there it was heaps like D'bah. Solid, fast, punchy barrels, linking into each other to make some nice hittable sections. I loved it and the food, drink and chicks are sensational."



GUERREIROS EM AÇÃO
segunda-feira, abril 27, 2009
A La Sebastiana
La hice primero de aire.
Luego subí en el aire la bandera
y la dejé colgada
del firmamento, de la estrella, de
la claridad y de la oscuridad.
Cemento, hierro, vidrio,
eran la fábula,
valían más que el trigo y como el oro,
había que buscar y que vender,
y así llegó un camión:
bajaron sacos
y más sacos,
la torre se agarró a la tierra dura
-pero, no basta, dijo el constructor,
falta cemento, vidrio, fierro, puertas-,
y no dormí en la noche.
Pero crecía,
crecían las ventanas
y con poco,
con pegarle al papel y trabajar
y arremeterle con rodilla y hombro
iba a crecer hasta llegar a ser,
hasta poder mirar por la ventana,
y parecía que con tanto saco
pudiera tener techo y subiría
y se agarrara, al fin, de la bandera
que aún colgaba del cielo sus colores.
Me dediqué a las puertas más baratas,
a las que habían muerto
y habían sido echadas de sus casas,
puertas sin muro, rotas,
amontonadas en demoliciones,
puertas ya sin memoria,
sin recuerdo de llave,
y yo dije: "Venid
a mi, puertas perdidas:
os daré casa y muro
y mano que golpea,
oscilaréis de nuevo abriendo el alma,
custodiaréis el sueño de Matilde
con vuestras alas que volaron tanto."
Entonces la pintura
llegó también lamiendo las paredes,
las vistió de celeste y de rosado
para que se pusieran a bailar.
Así la torre baila,
cantan las escaleras y las puertas,
sube la casa hasta tocar el mástil,
pero falta dinero:
faltan clavos,
faltan aldabas, cerraduras, mármol.
Sin embargo, la casa
sigue subiendo
y algo pasa, un latido
circula en sus arterias:
es tal vez un serrucho que navega
como un pez en el agua de los sueños
o un martillo que pica
como alevoso cóndor carpintero
las tablas del pinar que pisaremos.
Algo pasa y la vida continúa.
La casa crece y habla,
se sostiene en sus pies,
tiene ropa colgada en un andamio,
y como por el mar la primavera
nadando como náyade marina
besa la arena de Valparaíso,
ya no pensemos más: ésta es la casa:
ya todo lo que falta será azul,
lo que ya necesita es florecer.
Y eso es trabajo de la primavera. (Pablo Neruda)
quinta-feira, abril 16, 2009
Não vou ficar...
Chegou a hora, tem que ser agora, com você não posso mais ficar
Não vou ficar, não
Não posso mais ficar, não, não, não
Toda verdade deve ser falada e não vale nada se enganar
Não tem mais jeito tudo está desfeito e com você não posso mais ficar
Não vou ficar, não
Não posso mais ficar, não, não, não
Pensando bem
Não vale a pena
Ficar tentando em vão
O nosso amor não tem mais condição, não
Por isso resolvi agora te deixar de fora do meu coração
Com você não dá mais certo e ficar sozinho é minha solução
É solução, sim
Não tem mais condição, não, não, não" (Tim Maia)
120... 150... 200 Km por hora.
O ponteiro marca 120
O tempo diminui
As árvores passam como vultos
A vida passa, o tempo passa
Estou a 130
As imagens se confundem
Estou fugindo de mim mesmo
Fugindo do passado, do meu mundo assombrado
De tristeza, de incerteza
Estou a 140
Fugindo de você
Eu vou voando pela vida sem querer chegar
Nada vai mudar meu rumo nem me fazer voltar
Vivo, fugindo, sem destino algum
Sigo caminhos que me levam a lugar nenhum
O ponteiro marca 150
Tudo passa ainda mais depressa
O amor, a felicidade
O vento afasta uma lágrima
Que começa a rolar no meu rosto
Estou a 160
Vou acender os faróis, já é noite
Agora são as luzes que passam por mim
Sinto um vazio imenso
Estou só na escuridão
A 180
Estou fugindo de você
Eu vou sem saber pra onde nem quando vou parar
Não, não deixo marcas no caminho pra não saber voltar
Às vezes sinto que o mundo se esqueceu de mim
Não, não sei por quanto tempo ainda eu vou viver assim
O ponteiro agora marca 190
Por um momento tive a sensação
De ver você a meu lado
O banco está vazio
Estou só a 200 por hora
Vou parar de pensar em você
Pra prestar atenção na estrada
Vou sem saber pra onde nem quando vou parar
Não, não deixo marcas no caminho pra não saber voltar
Às vezes, às vezes sinto que o mundo se esqueceu de mim
Não, não sei por quanto tempo ainda eu vou viver assim
Eu vou, vou voando pela vida
Sem querer chegar (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)
terça-feira, abril 14, 2009
UM GUERREIRO
VÁRIOS GUERREIROS
sexta-feira, abril 10, 2009
Vou-me embora p´ra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive
E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada
Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar
E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada." (Manoel Bandeira)
quarta-feira, abril 08, 2009
Como encarar a morte...
De longe
Quatro bem-te-vis levam nos bicos
o batel de ouro e lápis-lazúli,
e pousando-o sobre uma acácia
cantam o canto costumeiro.
O barco lá fica banhado
de brisa aveludada, açúcar,
e os bem-te-vis, já esquecidos
de perpassar, dormem no espaço.
À meia distância
Claridade infusa na sombra,
treva implícita na claridade?
Quem ousa dizer o que viu,
se não viu a não ser em sonho?
Mas insones tornamos a vê-lo
e um vago arrepio vara
a mais íntima pele do homem.
A superfície jaz tranquila.
De lado
Sente-se já, não a figura,
passos na areia, pés incertos,
avançando e deixando ver
um certo cógifo de sandálias.
Salvo orsto ou contorno explícito,
como saber que nos procura
o viajante sem identidade?
Algum ponto em nós se recusa.
De dentro
Agora não se esconde mais.
Apresenta-se, corpo inteiro,
se merece nome de corpo
o gás de um estado indefinível.
Seu interior mostra-se aberto.
Promete riquezas, prêmios,
mas eis que falta curiosidade,
e todo ferrão de desejo.
Sem vista
Singular, sentir não sentindo
ou sentimento inexpresso
de si mesmo, em vaso coberto
de resina e lótus e sons.
Nem viajar nem estar quedo
em lugar algum do mundo, só
o não saber que afinal se sabe
e, mais sabido, mais se ignora. (Carlos Drummon de Andrade)
terça-feira, abril 07, 2009
Para Sil...
olvidadas continuam acontecendo.
Sentimo-las como da primeira vez,
sentimo-las fora do tempo,
nesse mundo do sempre onde as
datas não datam. Só no mundo do nunca
existem lápides... Que importa se -
depois de tudo - tenha 'ela' partido,
casado, mudado, sumido, esquecido,
enganado, ou que quer que te haja
feito, em suma? Tiveste uma parte da
sua vida que foi só tua e, esta, ela
jamais poderá passar de ti para ninguém.
Há bens inalienáveis, há certos momentos que,
ao contrário do que pensas,
fazem parte de tua vida presente
e não do teu passado. E abrem-se no teu
sorrido mesmo quando, deslembrando deles,
estiveres sorrindo a outras coisas.
Ah, nem queiras saber o quanto
deves à ingrata criatura...
A thing of beauty is a joy for ever
- disse, há cento e muitos anos, um poeta
inglês que não conseguiu morrer." ("Uma alegria para sempre" - QUINTANA, Mario)
sábado, abril 04, 2009
OBRIGADO INTER!
sexta-feira, abril 03, 2009
Internacional, 100.
Naquela noite de 1969, nos Eucaliptos, Tesourinha e Carlitos viram as luzes se apagando no estádio. Foram até as goleiras, retiraram as redes do velho campo colorado, e deixaram nuas as traves naquelas trevas. Era a última cerimônica antes da inauguração do Beira-Rio. Onde iniciaria o ciclo vitorioso e virtuoso que começou com um Falcão imperial nos anos 70 e acabou num Gabiru iluminado na noite japonesa e mundial, em 2006.
Ficou tudo escuro nos Eucaliptos no último ato da velha cancha naquele entrevado ano brasileiro de 1969. Em 14 de dezembro de 1975, a tarde de Porto Alegre estava cinza. Até um raio de sol iluminar a grande área onde o ainda maior Figueroa subiu para anotar o gol do primeiro dos três Brasileiros da glória do desporto nacional naqueles anos 70. O maior time do país em uma das nossas melhores décadas. O melhor campeão brasileiro por aproveitamento, no bicampeonato, em 1976. O único campeão invicto nacional, em 1979.
0 Internacional centenário. O clube da família italiana Poppe que deixou São Paulo para fazer a vida em Porto Alegre, em 1909. Tentaram jogar bola no clube alemão – não deixaram. Tentaram jogar tênis, remar, dar tiro – não deixaram. Então, juntaram um time de estudantes e comerciários para fazer um clube que deixasse entrar gente de todas as cores e credos. Dois negros assinaram a ata. O primeiro “colored” da Liga da Canela Preta (Dirceu Alves) atuou pelo clube em 1925, enquanto o rival só foi aceitar um negro em 1952 – justamente o Tesourinha, glória gaudéria nos anos 40, na década do Rolo Compressor que durou 11 anos, e dez títulos estaduais.
Inter que ergueu estádios com o torcedor que vestiu a camisa, arregaçou as mangas, e construiu arquibancadas de cimento armado e amado. Inter que apagou as luzes dos Eucaliptos para acender um gigante no Beira-Rio e ascender aos maiores lugares de pódios brasileiros, sul-americanos e mundiais. Superando potências e preconceitos, fincando a bandeira colorada da terra gaúcha no gramado do outro lado da Terra, vencendo um gaúcho genial como Ronaldinho e um Barcelona invencível aos olhos da bola.
Mas quem ousa duvidar da pelota que peleia? Dizem que o futebol gaúcho só é duro, só é viril. Diz quem não viu o Inter de Minelli, fortaleza técnica, tática e física. O Rolo inovador no preparo atlético e no apetite por gols. O futebol que ganhou o mundo em 2006 marcando como gaúcho, e contra-atacando como o alagoano Gabiru. Campeão com gringos como Figueroa, Villalba, Benítez, Ruben Páz, Gamarra, Guiñazú e D’Alessandro, com forasteiros como Fernandão, Valdomiro, Manga, Falcão, Bodinho, Dario, Larry, Lúcio, Nilmar, Mário Sérgio, gaúchos como Tesourinha, Carlitos, Oreco, Nena, Taffarel, Carpegiani, Chinesinho, Batista, Mauro Galvão, Dunga, Flávio, Paulinho, Claudiomiro, Jair.
Tantos de todos. Nada mais internacional. Poucos como o Internacional centenário. Aquele time de excluídos que, em 100 anos, hoje tem o sétimo maior número de sócios do planeta. São mais de 83 mil que têm mais que uma carteirinha. Eles têm um clube para amar que não depende de documento. Números e nomes não sabem contar o que uma bandeira vermelha pode fazer à sombra de um eucalipto. Uma bandeira vermelha pode ensolarar um estádio apagado, uma tarde cinzenta, e o mundo na terra do Sol Nascente. Aquele que iluminou Figueroa, aquele que inspirou Gabiru, aquele que neste 4 de abril vai nascer mais vermelho. (texto de Mauro Beting publicado na contracapa do Jornal Lance hoje)
quarta-feira, abril 01, 2009
segunda-feira, março 30, 2009
Quem ama inventa
Talvez chegaste quando eu te sonhava.
Então de súbito acendeu-se a chama!
Era a brasa dormida que acordava...
E era um revôo sobre a ruinaria,
No ar atônito bimbalhavam sinos,
Tangidos por uns anjos peregrinos
Cujo dom é fazer ressurreições...
Um ritmo divino ? Oh! Simplesmente
O palpitar de nossos corações
Batendo juntos e festivamente
Ou sozinhos, num ritmo tristonho...
Ó! meu pobre, meu grande amor distante,
Nem sabes tu o bem que faz à gente
Haver sonhado... e ter vivido o sonho! (Mario Quintana)
GUARDAR
Em cofre não se guarda coisa alguma.
Em cofre perde-se a coisa à vista.
Guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por
admirá-la, isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado.
Guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer vigília por
ela, isto é, velar por ela, isto é, estar acordado por ela,
isto é, estar por ela ou ser por ela.
Por isso melhor se guarda o vôo de um pássaro
Do que um pássaro sem vôos.
Por isso se escreve, por isso se diz, por isso se publica,
por isso se declara e declama um poema:
Para guardá-lo:
Para que ele, por sua vez, guarde o que guarda:
Guarde o que quer que guarde um poema:
Por isso o lance do poema:
Por guardar-se o que se quer guardar. (Antonio Cícero)
sexta-feira, março 27, 2009
DESPORTO NÃO-PROFISSIONAL E ÉTICA
Ao contrário do que acontece no sistema nacional de desporto profissional, no qual há regras claras a reger as relações entre clubes e atletas, bem como as situações e transações inter-agremiações, no desporto amador prevalecem outros valores. A míngua de um arcabouço jurídico a tutelar as relações, a ética funciona como elemento fundamental a pautar as decisões e atitudes tanto de dirigentes como de atletas.
No futebol, por exemplo, a mais profissional das modalidades de desporto coletivo, vigora a regra da “indenização por promoção ou formação” de atletas, diante do que declara o artigo 14 do Regulamento de Transferências da FIFA, in verbis:
“cuando un jugador no-aficionado concluya un contrato con un nuevo club, su antiguo club tendrá derecho a una indemnización de promoción y/o formación"
O Brasil adotava a regra do “passe”, segundo a qual um clube deveria indenizar o outro pela contratação de um jogador, mesmo após a extinção do vínculo contratual (conforme Lei 6354/76, art. 11). Tal regra passou a ser contestada a partir da vigência da Carta Constitucional de 1988, que estabeleceu entre suas cláusulas pétreas a liberdade de ofício (art. 5º., inciso XIII). Todavia, a jurisprudência manteve posicionamento no sentido da vigência da “lei do passe” e a Suprema Corte terminou por reconhecer a sua recepção dentro do novo sistema constitucional.
A situação somente se altera em 1998, sob clara influência da Lei Bosman aplicada na Comunidade Européia, com a edição da Lei 9615, mais conhecida como “Lei Pelé”, que, em seu artigo 28, parágrafo 2º, estabeleceu que “o vínculo desportivo do atleta com a entidade contratante tem natureza acessória ao respectivo vínculo de emprego ...". Por força do que estabeleceu a Lei 9981/2000, tal regra passou a viger apenas a partir de 26 março de 2001. E, mais adiante, a Lei 10.672/2003, incluindo disposições no referido parágrafo 2º do artigo 28 traçou três hipóteses de extinção do vínculo clube-atleta, a saber: I) término da vigência do contrato de trabalho, II) pagamento de cláusula penal por outra agremiação e III) inadimplemento salarial por parte da entidade desportiva empregadora.
Já no desporto amador, denominado pela Lei 9.615 de “desporto não-profissional”, o traço identificador é a liberdade de prática e a inexistência de contrato de trabalho (art. 3º, parágrafo único, II). Assim, embora autorizada a concessão de “incentivos materiais” e “patrocínios”, não é compatível com o desporto amador a entabulação de contrato de trabalho entre atletas e agremiações.
Diante de tal contexto, a realidade tem demonstrado que alguns dirigentes de modalidades do chamado “desporto amador” ou nunca leram as normas gerais do sistema de desporto nacional ou não conhecem os mínimos postulados éticos, tanto na relação clube-atleta como no trato com outras agremiações. Primeiro porque, no afã de formar equipes vencedoras, entabulam legítimos e incontestáveis liames empregatícios com seus atletas, o que, como já dissemos, desnatura, por completo, a natureza não-profissional da prática desportiva. E, via de regra, em que pese ofertar “salários” aos atletas (mesmo que travestidos sob outras rubricas), não reconhecem o liame empregatício, sonegando ao atleta os mais elementares direitos trabalhistas, tais como férias, 13º salário e, acima de tudo, sua vinculação com o sistema previdenciário público.
A legislação, ao prever a possibilidade do pagamento de “incentivos materiais” e “patrocínios”, claramente, traçou um vínculo entre tais concessões e os objetivos a serem alcançados com os mesmos. Diferente do que ocorre no desporto profissional, aonde os incentivos têm nítido cunho remuneratório, transformando o atleta em verdadeiro trabalhador, submetido, inclusive, a jornada de trabalho e subordinação ao empregador; no desporto não-profissional o incentivo material ou patrocínio justificasse apenas e tão-somente como um meio para que o atleta tenha condições de evoluir na prática desportiva. Ali a remuneração é entregue ao atleta que pode dela dispor com total liberdade, como qualquer trabalhador comum; aqui, no desporto não-profissional, o incentivo material deve se destinar a aplicação em meios que proporcionem melhorias diretas e específicas na prática desportiva. É dizer: o incentivo material é entregue mediante contraprestação específica.
A concessão de remuneração direta aos atletas no desporto não-profissional, fora de dúvidas, é uma transgressão aos sistema nacional do desporto e uma prática anti-ética. Ela dispensa o dirigente de obrigações tipificadas na legislação trabalhista, assim como das vinculações com o sistema previdenciário decorrentes. Mais, ela faz com que a agremiação burle as exigências traçadas na Lei 9615 para o desporto profissional, como é o caso do registro do contrato de trabalho, da submissão a exames clínicos e médicos dos atletas (art. 34), a contratação de seguro acidente de trabalho (art. 45) e da elaboração e publicação de demonstrações financeiras, após auditagem (art. 46). E, com tudo isso, ela cria categorias diversas de agremiações dentro do “desporto amador”.
Do ponto de vista da relação entre agremiações, o acirramento do nível competitivo e o desejo de vencer acima de tudo desencadearam situações de aliciamento criticáveis. Dirigentes incompetentes na tarefa de criar canteiros em suas agremiações, buscam suprir tal deficiência através do aliciamento de atletas formados em outras agremiações, geralmente prometendo-lhe o pagamento de remunerações que, como se viu, desnaturam os elementos centrais do desporto não-profissional. E aqui cabe mencionar, pela primeira vez, o princípio da “diferenciação” plasmado no artigo 2º., inciso VI, de nossa Lei do Desporto, a estabelecer tratamento específico e finalidades diversas ao desporto profissional e ao desporto não-profissional.
Com tal agir, tais dirigentes afrontam a função social e pedagógica do desporto que, sem dúvida, encontra-se muito acima dos meros anseios particulares de “vitória acima de tudo”. Na Europa, cujos povos possuem nível cultural inquestionavelmente superior ao nosso, a declaração relativa ao desporto anexa ao Tratado de Amsterdã "salienta o significado social do desporto, em especial o seu papel na formação da identidade e na aproximação das pessoas". Formar um atleta no desporto não-profissional é, antes de tudo, imbuí-lo de atitudes, valores e princípios éticos e morais que lhe possibilitem atuar na sociedade como cidadão; transformando-o em ator não só dentro das quadras e pistas, mas também no teatro da vida.
A corroborar o que sustentamos, Rodrigo Ferreira da Costa e Silva, especialista em direito desportivo pela Escola Superior de Advocacia de São Paulo, anota que, “embora o atleta não-profissional seja livre para se transferir para qualquer clube sem dar satisfação ao seu formador (...) dirigentes devem ficar atentos ao aliciarem jogadores em formação por outros clubes porque a falta de ética neste aspecto pode manchar moralmente a administração e o clube em si”. E é exatamente por atuar num campo em que não há regulamentação específica, como é o caso da situação do atleta amador, que a ética se revela postulado de suma importância a distinguir o bom do mau dirigente.
Como reflexão sobre a ação humana, a ética no desporto não-profissional se torna cada dia mais importante à própria sobrevivência e cumprimento das finalidades da prática. Mas, como sintetiza o professor e filósofo Vanderlei de Barros Rosas, “ética é algo que todos precisam ter; alguns dizem que têm; poucos levam a sério e ninguém cumpre à risca”.
Luiz Portinho – 26 de março de 2009.
HÁ MAIS DE DEZ ANOS...
quarta-feira, março 18, 2009
KEROUAC I
KEROUAC II
Conversas...
Tears in Heaven
If I saw you in Heaven?
Will you be the same
If I saw you in Heaven?
I must be strong
And carry on
Because I know I don't belong
Here in Heaven
Would you hold my hand
If I saw you in Heaven?
Would you help me stand
If I saw you in Heaven?
I'll find my way
Through night and day
Because I know I just can't stay
Here in Heaven
Time can bring you down
Time can bend your knees
Time can break your heart
Have you begging please
Begging please
Beyond the door
There's peace
I'm sure
And I know there'll be no more
Tears in Heaven
Would you know my name
If I saw you in Heaven?
Will you be the same
If I saw you in Heaven? (Eric Clapton)
sexta-feira, março 13, 2009
Saudade
quando penso em alguém
que está do outro lado do mundo.
Dói um pouco mais
quando penso em alguém
que agora vive no hemisfério norte.
Dói mais ainda
quando penso em alguém
que vive numa cidade tão perto,
ou nelas que vivem aqui a meu lado.
Senti uma dor tão grande
nas inúmeras vezes
que pensei em alguém
de quem o tempo não me afastou.
Mas a dor
mais difícil de suportar
é a que sinto
quando penso neles
e me dou conta que não se trata
de tempo ou de distâncias...
Aquela noite
em que estivemos juntos.
Aquela noite
em que estivemos tão distantes.
Não sabia de teus gostos,
nunca ouvira tua voz;
te toquei a primeira vez,
como quem experimenta
a um licor.
Aquela noite,
quando te busquei,
carregava comigo
um oceano de ilusões.
E dali tracei
a rota mais simples
entre o que sonhara
e o que estava diante de mim.
Tua primeira expressão,
gesto e palavras,
horas de conversa;
teu sorriso,
teu beijo e o teu abraço.
Aquela noite...
Noite profunda
em que estive sozinho,
transitando
as minhas ruas de sempre.
Noite profunda,
pela qual vaguei,
lugares sem endereço,,
destinos incertos,
estimulantes,
pessoas sem rosto.
Noite profunda,
na qual encontrei,
em teus olhos azuis,
um pouco de descanso.
quarta-feira, março 11, 2009
BUKOWSKI - I
e fico feliz quando elas se vão.
feliz quando escuto os saltos
se aproximando de minha porta
feliz quando esses saltos
se afastam
feliz por foder
feliz por me importar
feliz quando tudo termina
e
desde que as coisas ou estão
começando ou terminando
fico feliz
a maior parte do tempo
e os gatos caminham pra cima e pra baixo
e a terra gira em torno do sol
e o telefone toca:
"é a Scarlet".
"quem ?"
"Scarlet."
"certo, pinta aí."
e desligo pensando
talvez seja isso
entro
dou uma cagada rápida
me barbeio
me banho
me visto
ponho o lixo
e as caixas cheias de garrafas vazias
pra fora
me sento ao som dos
saltos se aproximando
parecendo mais a aproximação de um exército
do que o som da vitória
é Scarlet
e na minha cozinha a torneira
continua pingando
precisando de concerto.
cuidarei disso mais
tarde." (Charles Bukowski - "Scarlet")
BUKOWSKI - II
ela me disse.
você sabe como amar
mas mulheres só querem
parasitar.
sei disso porque sou mulher.
hahaha, eu ri.
por isso não se preocupe por ter terminado
com Susan
porque ela apenas irá parasitar
outro homem.
falamos um pouco mais
então eu me despedi
desliguei o telefone
fui ao banheiro
e mandei uma boa merda de cerveja
basicamente pensando, bem,
continuo vivo
e tenho a capacidade de expelir
sobras do meu corpo.
e poemas.
e enquanto isso acontecer
serei capaz de lidar com
traição
solidão
unhas encravadas
gonorréia
e o boletim econômico
do caderno de finanças
com isso
me levantei
me limpei
dei a descarga
e então pensei:
é verdade:
eu sei como
amar.
ergui minhas calças e caminhei
para a outra peça." (Charles Bukowski - "Eu")
sexta-feira, março 06, 2009
POSTERS I


POSTERS II'

segunda-feira, março 02, 2009
DOCE ROTINA
INTERNACIONAL 2x1 portoalegrense... CAMPEÃO DA TAÇA FERNANDO CARVALHO... 3 vitórias seguidas em clássicos gNAIS... NAÇÃO COLORADA CANTANDO EM PORTUGUÊS E FAZENDO FESTA... pijamada saindo do GIGANTE DA BEIRA-RIO quietinha.
DOCE ROTINA!!!.
sábado, fevereiro 28, 2009
NOITE TRÁGICA
Difícil! Vários gols imaginados, uma vitória construída apenas na ilusão, dentro de campo a vitória que não se conquistou. Trágico! Erros, declarações e atitudes, equívocos, a tradição posta à prova, a Nação enfurecida, corre-corre, reclamações, lamentos, choros, decepção. Trágica noite!
escrito em 13.novembro.2002, após derrota de 1x0 para o Cruzeiro no Beira-Rio que deixou o INTERNACIONAL a beira do rebaixamento para Segunda Divisão naquela temporada (que, obviamente, não se concretizou).
MERDA DE DIA
O dia estava mais quente do que nunca.
Acordou tarde e olhou o céu azul pela janela. Sentiu que já acordara com o dia perdido. Atendeu o telefone, que tocava há mais de meia hora:
- Tchê, colé a tua ?
- Colé a tua o que fiadasputa ?
- Até aonde vais levar essa tua omissão ?!
- Tchê, não enche o saco!!! Vai tomar no teu cu...
- Vamos tomar um mate ?!
- Que horas são ?
- Putaquiuspariu, em que mundo tu vive meu ?! Três e meia!
- Tá, daqui a 15 minutos no Parcão.
- Combinado.
- Abraço.
Desligou e ficou mais dois minutos na cama, mas não conseguiu pensar em nada. Foi ao banheiro e não se reconheceu ao olhar no espelho. Mijou, passou uma água no rosto e escovou os dentes. Vestiu a bermuda que estava sobre a poltrona; colocou uma camisa, calçou o tênis e procurou a chave do carro antes de bater a porta de casa. Desceu, saiu do elevador e deu de cara com o porteiro, Délcio:
- E ai, foi longa a noite hein ?
- Tchê, a Marta já saiu ?
- Não, tá em casa, quer que eu ligue ?! Tá sozinha!
- Tô saindo. E teu time, cagaião ?!
- Ehehehehe! Tá bem né, final domingo.
- Ahahahah!!! Te prepara, vocês tão fudido!
E saiu pela porta rindo, enquanto o porteiro gritava lá de dentro: Marcelinho, Marcelinho... Ligou o carro e saiu cantando pneu. Não gostava daquilo, mas o carro sempre arrancava assim quando estava frio. Chegou no parque quarenta minutos depois que desligou o telefone. Estacionou, saiu do carro e, depois de trocar um ou com Paula, que saia do prédio, sentou na mureta. Apertou a mão dos convivas e recebeu a cuia. Sorveu o mate e pensou: "mas que merda de dia!!!"
escrito em 16.junho.2001, em Florianópolis, com barulho de chuva caindo na rua.
quinta-feira, fevereiro 26, 2009
CAMPEÃO DE TUDO MESMO...
Oh, Terra Mãe
PAPAI É O MAIOR, PAPAI QUE É O TAL
Feitos relevantes, senda de glórias, o vencedor
Clique aqui para ouvir o samba enredo
Matéria do Site do Inter.
terça-feira, fevereiro 24, 2009
APROXIMAÇÃO
Nas palavras ditas pela voz meiga e suave conheci a sinceridade da criança.
Nos traços franzinos e esbeltos espiei a beleza da criança.
Nas atitudes impensadas e repentinas compreendi a ingenuidade da criança.
Nos gestos espontâneos senti de perto o carinho da criança.
escrito em 10.outubro.1996.
sexta-feira, fevereiro 20, 2009
quinta-feira, fevereiro 19, 2009
Adiós Pampa Mía
Me voy... Me voy a tierras extrañas.
Adios, caminos que he recorrido,
rios, montes y cañadas,
tapera donde he nacido.
Si no volvemos a vernos,
tierra querida,
quiero que sepas
que al irme dejo la vida.
Adios!...
Al dejarte, pampa mia,
ojos y alma se me llenan
con el verde de tu pasto
y el temblor de las estrellas.
Con el canto de los vientos
y el sollozar de vihuelas
que me alegraron a veces
y otras me hicieron llorar.
Adios... Pampa mia!...
Me voy camino de la esperanza.
Adios, llanuras que he galopado,
sendas, lomas y quebradas,
lugares donde he soñado.
Yo he de volver a tu suelo
cuando presienta
que mi alma escapa
como paloma, hasta el cielo...
Adios!...
Me voy, pampa mia!...
Adios!... (Mariano Moraes e Francisco Canaro)
quarta-feira, fevereiro 18, 2009
VERDADEIRA FACE DA DESTRUIÇÃO

segunda-feira, fevereiro 09, 2009
DA-LHE COLORADO!
sábado, janeiro 31, 2009
HERÓIS NACIONAIS
Wlamir Marques, Amaury Passos, Rosa Branca, Edson Bispo, Jathyr, Waldir Boccardo, nomes heróis nacionais cujo nome é muito pouco conhecido pela maioria de nosso povo. Essas lendas e seus companheiros, lideradas pelo treinador Togo Renan Soares, o Kanela, conquistaram há exatos 50 anos, o primeiro título de Campeão Mundial do Basquete para o Brasil.
estreou na segunda fase vencendo Formosa. Depois, massacramos Porto Rico e vencemos a Bulgária, em jogo no qual os búlgaros abusaram da violência. Veio, então, novo confronto contra a URSS; e nova derrota. O resultado praticamente asseguraria o título aos soviéticos; mas, em tempos de guerra fria, a União Soviética se negou a enfrentar Formosa (porque o Governo comunista não reconhecia a recém independente República Democrática da China). A decisão acarretou punição aos soviéticos e recolocou o Brasil na briga pelo título. Veio então o confronto contra os americanos.
Diante de mais de 20 mil chilenos (que a essas alturas já torciam inflamadamente pelo Brasil), realizamos uma partida espetacular; liderados por Wlamir Marques, que anotou 26 pontos, os brasileiros batarem os yankes por 81x67, praticamente assegurando o título. 
a Taça de Campeão do Mundo 1959 está na sede da Confederação Brasileira de Basquete
sexta-feira, janeiro 30, 2009
Porque hoje é o Dia do Payador...
lá em cima, quando eu me for,
um galpão acolhedor,
de santa fé bem coberto,
um pingo pastando perto,
só de pensar me comovo,
eu juro pelo meu povo,
nem todo céu me seguro,
retorno à velha planura
para ser gaúcho de novo"
De tanto ir y venir...
abrí mi huella en el campo.
Para el que después anduvo
ya fue camino liviano.
En infinitos andares
fui la gramilla pisando.
Raspé mí poncho en los talas.
Me hirieron pinchos de cardo.
Las huellas no se hacen solas
ni con sólo el ir pisando.
Hay que rondar madrugadas
maduras en sueño y llanto.
Viento de injustas arenas
fueron mi huella tapando.
Lo que antes fue clara senda
se enyenó de espina y barro.
Parece que no hubo nada
si se mira sin mirarlo.
Todo es malezal confuso,
pero mi huella está abajo.
Desparejo es el camino.
Hoy ando senderos ásperos.
Piso la espina que hiere,
pero mi huella está abajo,
Tal vez un día la limpien
los que sueñan caminando.
Yo les daré, desde lejos
mi corazón de regalo. (Atahualpa Yupanqui)
quinta-feira, janeiro 29, 2009
Ganância
tudo bem, pode cobrar
o teu preço, a medida de valor
que satisfaz a tua ganância.
Não vou reclamar, não vou choramingar,
pagarei tudo que impuseres;
a ganância do preço
que satisfaz os teus valores.
Depois de pagar o teu preço,
sairei da tua frente,
com a carteira vazia, sem moeda que seja no bolso;
a noite continuará seguindo o dia
e a eterna ausência será minha resposta
aos valores satisfeitos por teus preços.
Cavalo Negro
You thought that you knew where I was and when
But it looks like they’ve been foolin’ you again,
You thought that you’d got me all steaked out
But baby looks like I’ve been breaking out
I’m a dark horse
Running on a dark race course
I’m a blue moon
Since I stepped from out of the womb
I’ve been a cool jerk
Looking for the source
I’m a dark horse.
You thought you had got me in your grip
Baby looks like you was not so smart
And I became too slippery for you
But let me say that was nothing new.
I’m a dark horse
Running on a dark race course
I’m a blue moon
Since I picked up my first spoon
I’ve been a cool jerk
Looking for the source
I’m a dark horse
I thought that you knew it all along
Until you started getting me not right
Seems as if you heared a little late
But I warned you when
We both were at the starting gate
I’m a dark horse
Running on a dark race course
I’m a blue moon
Since I stepped from out of the womb
I’ve been a cool jerk
Cooking at the source
I’m a dark horse. HARRISSON, George
Poderíamos mudar de assunto ?
sexta-feira, janeiro 23, 2009
sexta-feira, janeiro 16, 2009
Stones - 1a turnê
quarta-feira, janeiro 14, 2009
NOT GUILTY
For getting in your way
While youre trying to steal the day
Not guilty
And Im not here for the rest
Im not trying to steal your vest.
I am not trying to be smart
I only want what I can get
Im really sorry for your ageing head
But like you heard me said
Not guilty.
Not guilty
For being on your street
Getting underneath your feet
Not guilty
No use handing me a writ
While Im trying to do my bit.
I dont expect to take your heart . . .
I only want what I can get
Im really sorry that youre underfed . . .
But like you heard me said . . .
Not guilty.
Not guilty
For looking like a freak
Making friends with every sikh
Not guilty
For leading you astray
On the road to mandalay.
I wont upset the apple cart
I only want what I can get
Im really sorry that youve been misled . . .
But like you heard me said . . .
Not guilty." (George Harrison)
segunda-feira, janeiro 12, 2009
Escrever com a luz...
Não há dúvidas; se você não souber utilizar a luz, medí-la, posicioná-la, transformá-la em imagem, não terá jamais uma fotografia. Uma boa fotografia ao menos. As cores, as tonalidades e as próprias formas do quadro dependem da boa ou má utilização da luz.
Aquele rosto indecifrável, porque você tirou um retrato contra o sol, e que iguala seu trabalho a uma composição do primário. Ou, na mesma situação de exposição ao sol, quando se consegue uma composição de imagens aonde só há siluetas em meio a uma paisagem perfeita, que equiparam sua fotografia a uma peça de Pessoa.
Uma noite de lua cheia pode se transformar num quadro todo negro ou, para quem sabe escrever com a luz, numa fotografia de uma noite de lua cheia. A luz, muita ou pouca, é igual para todos. A diferença está na escrita que se faz com ela.
sábado, janeiro 10, 2009
Muito mais perto...
quanto o ar que respiro,
a água que bebo;
estão todos aqui
perto de mim.
E a vida transcorre
sem pausas ou interrupções.
Um beijo, um sorriso,
olhares desconfiados, brincadeiras,
gestos costumeiros de proteção,
experiência e conversa,
garrafas de Patrícia gelada,
esta mensagem tão (in)esperada;
tenho todos aqui
muito perto de mim.
Todos esses anos,
passados, vividos,
nossas duas, três, inúmeras vidas,
sem pausas ou interrupções;
tenho todos aqui
muito mais perto de mim.
sexta-feira, janeiro 09, 2009
Piedra y Camino...
Camino y piedra,
Traigo enredada en el alma, viday
Una tristeza...
Me acusas de no quererte.
No digas eso...
Tal vez no comprendas nunca, viday
Porque me alejo...
Es mi destino
Piedra y camino...
De un sueño lejano y bello, viday
Soy peregrino...
Por mas que la dicha busco,
Vivo penando...
Y cuando debo quedarme, viday
Me voy andando...
A veces soy como el rio:
Llego cantando...
Y sin que nadie lo sepa, viday
Me voy llorando...
Es mi destino,
Piedra y camino...
De un sueño lejano y bello, viday
Soy peregrino..." (Atauhalpa Yupanqui)
terça-feira, janeiro 06, 2009
domingo, janeiro 04, 2009
Rock ´n´ Roll Circus
Desde que tive a honra de ganhar Rock ´n´ Roll Circus do meu primo Marcelo, num natal distante, já assisti ao filme incontáveis vezes. Em geral, coloco o disco só para ouvir enquanto faço outra coisa, mas termino parando tudo para assistir. As pouco mais de dez músicas, com certeza, não passam de uma pequena amostra do que foram os dois dias de dezembro de 1968 dos quais temos esse incrível registro.Essa pequena amostra, porém, é primorosa. Começando por Jethro Tull, liderado pelo louco Ian Anderson e sua flauta mágica; seguido pela linda e melódica Marianne Faithfull; e passando pela (infelizmente) única reunião do grupo Dirty Mac - sorte de quem teve essa oportunidade de assistir John Lennon, Keith Richards, Eric Clapton e Mitch Mitchell juntos. Nem a participação da chata Yoko consegue estragar a festa. Enquanto Richards dita o ritmo no baixo, e Mitchell faz muito barulho na bateria, Lennon e um Clapton nitidamente turbinado tiram ‘reefs’ históricos de suas guitarras. Só mesmo vendo.
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