sexta-feira, setembro 18, 2015

Judicatura e dever de recato


Entre juízes, posturas ideológicas são repudiadas pela comunidade jurídica e pela opinião pública, que vê nelas um risco à democracia


* por RICARDO LEWANDOWSKI



É antigo nos meios forenses o adágio segundo o qual juiz só fala nos autos. A circunspecção e discrição sempre foram consideradas qualidades intrínsecas dos bons magistrados, ao passo que a loquacidade e o exibicionismo eram –e continuam sendo– vistos com desconfiança, quando não objeto de franca repulsa por parte de colegas, advogados, membros do Ministério Público e jurisdicionados.

A verbosidade de integrantes do Poder Judiciário, fora dos lindes processuais, de há muito é tida como comportamento incompatível com a autocontenção e austeridade que a função exige.

O recato, a moderação e mesmo a modéstia são virtudes que a sociedade espera dessa categoria especial de servidores públicos aos quais atribuiu o grave múnus de decidir sobre a vida, a liberdade, o patrimônio e a reputação das pessoas, conferindo-lhes as prerrogativas constitucionais da vitaliciedade, inamovibilidade e irredutibilidade de vencimentos para que possam exercê-lo com total independência.

O Código de Ética da Magistratura, consubstanciado na Resolução 60, de 2008, do Conselho Nacional de Justiça, consigna, logo em seu artigo 1º, que os juízes devem portar-se com imparcialidade, cortesia, diligência, integridade, dignidade, honra, prudência e decoro.

A incontinência verbal pode configurar desde uma simples falta disciplinar até um ilícito criminal, apenada, em casos extremos, com a perda do cargo, sem prejuízo de outras sanções cabíveis.

A Lei Complementar nº 35, de 1979, estabelece, no artigo 36, inciso III, que não é licito aos juízes “manifestar, por qualquer meio de comunicação, opinião sobre processo pendente de julgamento, seu ou de outrem, ou juízo depreciativo sobre despachos, votos ou sentenças de órgãos judiciais, ressalvada a crítica nos autos ou em obras técnicas ou no exercício do magistério”.

O prejulgamento de uma causa ou a manifestação extemporânea de inclinação subjetiva acerca de decisão futura, nos termos do artigo 135, V, do Código de Processo Civil, caracteriza a suspeição ou parcialidade do magistrado, que permitem afastá-lo da causa por demonstrar interesse no julgamento em favor de alguma das partes.

Por mais poder que detenham, os juízes não constituem agentes políticos, porquanto carecem do sopro legitimador do sufrágio popular. E, embora não sejam meros aplicadores mecânicos da lei, dada a ampla discricionariedade que possuem para interpretá-la, não lhes é dado inovaar no ordenamento jurídico.

Tampouco é permitido que proponham alterações legislativas, sugiram medidas administrativas ou alvitrem mudanças nos costumes, salvo se o fizerem em sede estritamente acadêmica ou como integrantes de comissões técnicas.

Em países civilizados, dentre eles o Brasil, proíbe-se que exerçam atividades político-partidárias, as quais são reservadas àqueles eleitos pelo voto direto, secreto e universal e periódico. Essa vedação encontra-se no artigo 95, parágrafo único, inciso III, da Constituição.

Com isso, não só se impede sua filiação a partidos como também que expressem publicamente as respectivas preferências políticas. Tal interdição mostra-se ainda mais acertada porque os magistrados desempenham, ao par de suas relevantes atribuições, a delicada tarefa de arbitrar disputas eleitorais.

O protagonismo extramuros, criticável em qualquer circunstância, torna-se ainda mais nefasto quando tem o potencial de cercear direitos fundamentais, favorecer correntes políticas, provocar abalos na economia ou desestabilizar as instituições, ainda que inspirado na melhor das intenções.

Por isso, posturas extravagantes ou ideologicamente matizadas são repudiadas pela comunidade jurídica, bem assim pela opinião pública esclarecida, que enxerga nelas um grave risco à democracia.

Ricardo Lewandowski é presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ); e professor titular da Faculdade de Direito da USP

sábado, setembro 05, 2015

Geração dourada

"Generacion Dorada", documentário espetacular da ESPN sobre a conquista da medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Atenas/2004 pela seleção argentina de basquete.

quinta-feira, agosto 06, 2015

Era uma vez um Estádio de Futebol

Transformaram o Beira Rio num Teatro, para poucos...

Devolvam o Clube ao Povo

#NAOaoFutebolModerno



recebimento da torcida do Internacional na Final da Sudamericana 2008

GOLPISTAS SÃO MAL INFORMADOS OU MAL INTENCIONADOS

Por Jorge Furtado, em seu blog


Eu imagino que todos queiram o melhor para o Brasil, que todos sejam contra a corrupção (menos quem suborna fiscais da receita ou esconde dinheiro na Suíça), todos queiram menos violência (menos quem vende armas e sistemas de segurança), melhor saúde pública (menos os serviços privados de saúde), melhor educação pública (menos os donos de escolas privadas), querem sanear a Petrobras (menos quem quer entregar o pré-sal às petroleiras americanas), enfim, todos desejam o que é melhor para o bem comum. A questão é: como conseguir isso? Não é com adjetivos e pontos de exclamação, nem com falácias, hipocrisia e falsas polêmicas.

O combate à corrupção – samba de uma nota só de uma oposição sem qualquer proposta para o país – deve ser permanente e impiedoso, o ladrão de dinheiro público é o pior dos bandidos, tira dinheiro dos hospitais, da educação e da segurança pública, prisão para eles é pouco, deve ter seus bens confiscados, deve ser impedido a todo custo de voltar a praticar seus crimes. Há muita corrupção em todos os governos, e não me parece que qualquer outro governo que já tivemos combateu mais a corrupção do que este. Quem tem boa memória lembra da compra de votos para a reeleição de FHC, da roubalheira que foi a privataria, do engavetador da república, que impedia qualquer investigação, com a cumplicidade de uma imprensa dócil e governista, com raríssimas exceções.

Imagino que os meus amigos que ignoram ou menosprezam os avanços dos governos populares para a maioria da população (ver lista no final do texto) estejam mal informados, o que não é difícil, já que a cobertura política da grande imprensa brasileira se tornou quase totalmente inútil quando abandonou o jornalismo para fazer oposição (ela, que sempre foi ferozmente governista, apoiou a ditadura, apoiou Sarney, inventou Collor, apoiou incondicionalmente FHC), e muitos jornalistas que sobraram por lá, com honrosas exceções, defendem os interesses e os pontos de vista dos seus patrões.

Sugiro a estes meus amigos que procurem diversificar suas fontes de informação, para não se tornarem cúmplices de um golpe contra a democracia brasileira, mais um, tramado pela elite de sempre com o apoio dos jornais de sempre. Ia ser engraçado (na verdade, trágico para o país) se a Dilma, uma pessoa evidentemente honesta, sobre a qual não há qualquer acusação razoável, fosse empichada por um congresso corrupto, presidido por Renan Calheiros (que era o Ministro da Justiça e, portanto, chefe da Polícia Federal no governo FHC) e Eduardo Cunha (nada pode ser pior), ambos acusados há décadas por dúzias de falcatruas, e por juízes do TCU, também acusados por receber suborno, isto sob o clamor de uma imprensa cujos proprietários escondem dinheiro em contas na Suíça (ver HSBC) e subornam fiscais para não pagar impostos ( ver Zelotes).

É a mesma imprensa que dá manchetes mentirosas, sem qualquer verificação, contra o governo e seus aliados, e cobre de tarjas pretas o nome de José Serra, citado nas investigações da Lava Jato. (Imagino o que esta imprensa diria de Dilma se ela construísse um aeroporto privado na fazenda de um tio ou financiasse, com dinheiro público, veículos de comunicação de propriedade de seus parentes, como fez Aécio Neves.) Enfim, aos mal informados, que repetem as manchetes que escutam, sugiro que se informem melhor.

Aos que sabem o que se passa mas fingem que não sabem, a oposição, que recebeu as mesmas doações suspeitas dos mesmos empresários presos, sugiro que tentem ganhar uma eleição. Nas últimas quatro eleições, em dois turnos, o PT ganhou todas, está oito a zero, um vareio maior que Alemanha e Brasil. Para ganhar uma eleição a oposição precisa ter alguma proposta para o país, o que parece não ser o caso.

Não sou filiado a nenhum partido, já votei em vários, e tenho muitas críticas ao PT, em quem voto (e provavelmente votarei outra vez) porque as opções a ele são bem piores. (O dr. Dráuzio Varela não é candidato, infelizmente). O PT cometeu toneladas de erros, tem muita corrupção no governo (sempre teve), mas é bizarro, trágico, que aqueles que sempre governaram o país e o transformaram na sociedade mais injusta do planeta, queiram dar um golpe contra um governo recém eleito pela maioria da população, um governo que não engaveta investigações, onde corruptores vão para a cadeia (graças a uma lei promulgada pela Dilma em 2013, que pune também os corruptores), um governo cuja Polícia Federal desbaratou uma quadrilha que sangrava a Petrobrás, segundo o Ministério Público e vários delatores, desde 1997 (ainda no primeiro governo de FHC).

Acho que as pessoas que defendem um golpe contra o governo eleito se dividem em duas: as mal informadas e as mal intencionadas. Espero que os meus amigos, alguns que estão embarcando nesta corrente golpista, estejam entre os mal informados.

X


Afinal, o PT fracassou em que mesmo?


1. Produto Interno Bruto:

2002 – R$ 1,48 trilhões

2013 – R$ 4,84 trilhões


2. PIB per capita:

2002 – R$ 7,6 mil

2013 – R$ 24,1 mil


3. Dívida líquida do setor público:

2002 – 60% do PIB

2013 – 34% do PIB


4. Lucro do BNDES:

2002 – R$ 550 milhões

2013 – R$ 8,15 bilhões


5. Lucro do Banco do Brasil:

2002 – R$ 2 bilhões

2013 – R$ 15,8 bilhões


6. Lucro da Caixa Econômica Federal:

2002 – R$ 1,1 bilhões

2013 – R$ 6,7 bilhões


7. Produção de veículos:

2002 – 1,8 milhões

2013 – 3,7 milhões


8. Safra Agrícola:

002 – 97 milhões de toneladas

2013 – 188 milhões de toneladas


9. Investimento Estrangeiro Direto:

2002 – 16,6 bilhões de dólares

2013 – 64 bilhões de dólares


10. Reservas Internacionais:

2002 – 37 bilhões de dólares

2013 – 375,8 bilhões de dólares


11. Índice Bovespa:

2002 – 11.268 pontos

2013 – 51.507 pontos


12. Empregos Gerados:

Governo FHC – 627 mil/anoGovernos

Lula e Dilma – 1,79 milhões/ano


13. Taxa de Desemprego:

2002 – 12,2%

2013 – 5,4%


14. Valor de Mercado da Petrobras:

2002 – R$ 15,5 bilhões

2014 – R$ 104,9 bilhões


15. Lucro médio da Petrobras:

Governo FHC – R$ 4,2 bilhões/ano

Governos Lula e Dilma – R$ 25,6 bilhões/ano


16. Falências Requeridas em Média/ano:

Governo FHC – 25.587

Governos Lula e Dilma – 5.795


17. Salário Mínimo:

2002 – R$ 200 (1,42 cestas básicas)

2014 – R$ 724 (2,24 cestas básicas)


18. Dívida Externa em Relação às Reservas:

2002 – 557%

2014 – 81%


19. Posição entre as Economias do Mundo:

2002 – 13ª

2014 – 7ª


20. PROUNI – 1,2 milhões de bolsas


21. Salário Mínimo Convertido em Dólares:

2002 – 86,21

2014 – 305,00


22. Passagens Aéreas Vendidas:

2002 – 33 milhões

2013 – 100 milhões


23. Exportações:

2002 – 60,3 bilhões de dólares

2013 – 242 bilhões de dólares


24. Inflação Anual Média:

Governo FHC – 9,1%

Governos Lula e Dilma – 5,8%


25. PRONATEC – 6 Milhões de pessoas


26. Taxa Selic:

2002 – 18,9%

2015 – 14,25%


27. FIES – 1,3 milhões de pessoas com financiamento universitário


28. Minha Casa Minha Vida – 1,5 milhões de famílias beneficiadas


29. Luz Para Todos – 9,5 milhões de pessoas beneficiadas


30. Capacidade Energética:

2001 – 74.800 MW

2013 – 122.900 MW


31. Criação de 6.427 creches


32. Ciência Sem Fronteiras – 100 mil beneficiados


33. Mais Médicos (Aproximadamente 14 mil novos profissionais): 50 milhões de beneficiados


34. Brasil Sem Miséria – Retirou 22 milhões da extrema pobreza


35. Criação de Universidades Federais:

Governos Lula e Dilma – 18

Governo FHC – zero


36. Criação de Escolas Técnicas:

Governos Lula e Dilma – 214

Governo FHC – 0

De 1500 até 1994 – 140


37. Desigualdade Social:

Governo FHC – Queda de 2,2%

Governo PT – Queda de 11,4%


38. Produtividade:

Governo FHC – Aumento de 0,3%

Governos Lula e Dilma – Aumento de 13,2%


39. Taxa de Pobreza:

2002 – 34%

2012 – 15%


40. Taxa de Extrema Pobreza:

2003 – 15%

2012 – 5,2%


41. Índice de Desenvolvimento Humano:

2000 – 0,669

2005 – 0,699

2012 – 0,730


42. Mortalidade Infantil:

2002 – 25,3 em 1000 nascidos vivos

2012 – 12,9 em 1000 nascidos vivos


43. Gastos Públicos em Saúde:

2002 – R$ 28 bilhões

2013 – R$ 106 bilhões


44. Gastos Públicos em Educação:

2002 – R$ 17 bilhões

2013 – R$ 94 bilhões


45. Estudantes no Ensino Superior:

2003 – 583.800

2012 – 1.087.400


46. Risco Brasil (IPEA):

2002 – 1.446

2013 – 224


47. Operações da Polícia Federal:

Governo FHC – 48

Governo PT – 1.273 (15 mil presos)


48. Varas da Justiça Federal:

2003 – 100

2010 – 513


49. 38 milhões de pessoas ascenderam à Nova Classe Média (Classe C)


50. 42 milhões de pessoas saíram da miséria


FONTES:

47/48 – http://www.dpf.gov.br/agencia/estatisticas

39/40 – http://www.washingtonpost.com

42 – OMS, Unicef, Banco Mundial e ONU

37 – índice de GINI: http://www.ipeadata.gov.br

45 – Ministério da Educação

13 – IBGE26 – Banco Mundial

sexta-feira, julho 10, 2015

Eterno enquanto dure

Vinicius de Moraes


De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure. (Soneto de Fidelidade)

domingo, maio 17, 2015

A gente se acostuma

Sozinho novamente

"Estarei feliz novamente quando tudo acabar. Vou estar sentado sozinho no meu quarto novamente, com a garrafa e uma máquina de escrever, e o rádio ligado. Estarei sozinho de novo e serei eu mesmo novamente"

Bluebird

Pássaro Azul


"há um pássaro azul no meu coração
que quer sair
mas eu sou demasiado duro para ele,
e digo, fica aí dentro, não vou deixar
ninguém ver-te.

há um pássaro azul no meu coração
que quer sair
mas eu despejo whisky para cima dele
e inalo fumo de cigarros
e as putas e os empregados de bar
e os funcionários da mercearia
nunca saberão
que ele se encontra lá dentro.

há um pássaro azul no meu coração
que quer sair
mas eu sou demasiado duro para ele,
e digo,
fica escondido,
queres arruinar-me?
queres foder-me o meu trabalho?
queres arruinar as minhas vendas de livros na Europa?

há um pássaro azul no meu coração
que quer sair
mas eu sou demasiado esperto,
só o deixo sair à noite
por vezes
quando todos estão a dormir.

digo-lhe,
eu sei que estás aí,
por isso não estejas triste.

depois,
coloco-o de volta,
mas ele canta um pouco lá dentro,
não o deixei morrer de todo
e dormimos juntos
assim com o nosso pacto secreto
e é bom o suficiente para fazer um homem chorar,
mas eu não choro,
e tu? (Charles Bukowski)

Making of Barfly


"I drink, I gamble, I write...:
'The Making of Barfly'"


 * Making of do filme 'Barfly', 1987, dirigido por Barbet Schroeder.
** Vídeo legendado por Rafael Roan, do Blog Velho Bukowski.

 https://www.youtube.com/watch?v=gnw9nkAFUQc
Crianças, apresento-lhe MÚSICA!!!

Bachman-Turner Overdrive "Down Down"


quarta-feira, maio 13, 2015

Ainda há muita luta até que consigamos reduzir as diferenças e diminuir o preconceito e a discriminação.

#DigaNAOaoRacismo
#RacismoNAO
#RacismoFede


quarta-feira, março 05, 2014

Discriminação/Segregação no Projeto do Estádio Beira Rio

sexta-feira, fevereiro 14, 2014

(Até quando a falta de) Acessibilidade no Beira Rio



Na última 4ª feira, dia 12 de fevereiro, estiveram reunidos, na sede do Ministério Público do Rio Grande do Sul, o Presidente do Sport Club Internacional Giovani Luiggi, membros dos Ministérios Públicos Estadual e Federal e representantes das Associações RS Paradesporto e ASASEPODE, bem como do Conselho Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência - CONADE (no lado do Movimento das Pessoas com Deficiência). 

O objetivo era a assinatura do TAC da Acessibilidade (Termo de Ajustamento de Conduta) que fora fruto de mais de 10 meses de reuniões, negociações e concessões em inquéritos que tramitam perante o órgão ministerial. Mas o Presidente do Internacional, em que pese estar com o TAC há mais de 60 dias em sua mesa, negou-se a assiná-lo, alegando que o Corpo de Bombeiros não concederia o PPCI ao Estádio Beira Rio caso o fizesse. 

Ficou designada, então, vistoria no Estádio Beira-Rio, para 2ª feira (dia 17 de fevereiro), às 15 horas, com a presença do Corpo de Bombeiros, com a finalidade de averiguar questões de segurança relativas às cláusulas de acessibilidade lançadas no TAC. 

Não há dúvidas que se trata de mais uma artimanha protelatória lançada pela Direção do Sport Club Internacional, tendo em vista que o Corpo de Bombeiros estava presente na penúltima reunião realizada nos inquéritos, quando se chegou à redação final do TAC da Acessibilidade. É dizer: a avença foi concluída, com a presença e o respaldo dos integrantes da Corporação Militar. 

Enfim, é profundamente lamentável a situação que hoje vivemos. O Internacional insiste que é nobre sua postura de construir um único local reservado, de péssima visibilidade, sujeito a intempéries e fora da área de proteção da cobertura. Todavia, não bastasse os incômodos da visibilidade e falta de proteção, esse procedimento configura segregação (pessoas com deficiência num único local) e já foi devidamente rechaçado tanto por nossa legislação como também pelo próprio Caderno de Encargos da FIFA. 

Não há mais campo para negociações ou para novas reuniões ou vistorias. O TAC da Acessibilidade que, diga-se, possui exigências muito mais brandas que aquelas da legislação federal aplicável ao tema, deve ser imediatamente assinado pelo Sr. Presidente do Sport Club Internacional. 

De toda forma, 2ª feira, dia 17 de fevereiro, às 15 horas, estaremos todos no Gigante da Beira Rio, para demonstrar aos senhores dirigentes do Sport Club Internacional que suas manobras protelatórias não vingarão.

Luiz Portinho – Presidente
www.rsparadesporto.org.br

Igualdade

Existem episódios que, por mais lamentáveis que sejam, sempre deixam um legado. Os torcedores racistas do Real Garcilaso, do Perú, encontraram o destinatário certo para o seu rancor. Tinga é um cidadão, um cara talhado para ouvir as "asneiras" que ouviu no Peru e transformá-las num grande ensinamento. O tiro dos racistas peruanos saiu pela culatra, como devem sair todos os tiros dos preconceituosos que habitam nossa sociedade.

Parabéns Tinga!

terça-feira, dezembro 17, 2013

sábado, novembro 23, 2013

Flickr RS PARADESPORTO

sexta-feira, novembro 15, 2013

sexta-feira, novembro 01, 2013

STF manda governo de SP adaptar escola para aluno com deficiência

Decisão só vale para escola de Ribeirão Preto, mas servirá de parâmetro. Tribunal de Justiça de São Paulo negou pedido feito pelo Ministério Público paulista, que recorreu ao STF e obteve a decisão histórica.


A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou nesta terça-feira (29), por unanimidade, que o governo de São Paulo faça reformas para adaptar uma escola em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, para garantir o acesso de pessoas com deficiência.
A decisão se refere apenas à Escola Estadual Professor Vicente Teodoro de Souza, mas, segundo o relator do processo, ministro Marco Aurélio Mello, o caso servirá de parâmetro para a garantia do direito em outros prédios públicos. "Diz respeito a apenas uma escola, mas a decisão vai se irradiar alcançando inúmeros prédios públicos", afirmou o ministro.
O TJ negou a ação civil pública por entender que obrigar o Executivo estadual a fazer uma reforma feriria a separação de poderes. Além disso, o TJ avaliou que seria necessário analisar a disponibilidade orçamentária do governo estadual.O entendimento do Supremo foi fixado na análise de um recurso do Ministério Público de São Paulo contra uma decisão tomada pelo Tribunal de Justiça do estado.
O MP, então, entrou com recurso no Supremo. Ao avaliar o pedido, os ministros da Primeira Turma entenderam que o estado tem o dever de fazer a reforma.
A ação alegou que alunos com deficiência e que usam cadeira de rodas não conseguiam acessar o andar com salas de aula. Também argumentou que não há acesso para os alunos nas entradas, na quadra de esportes e nem banheiro exclusivo.
No processo, o estado de São Paulo argumentou que não pode ser obrigado a fazer reformas "de afogadilho" em todas as escolas públicas sem previsão orçamentária.
O ministro Marco Aurélio Mello, afirmou em seu voto, que a Convenção Internacional Sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência estabelece que o poder público tome medidas para garantir a acessibilidade.
"Barreiras arquitetônicas que impeçam a locomoção de pessoas acarretam inobservância à regra constitucional, colocando cidadãos em desvantagem no tocante à coletividade", afirmou.
fonte: G1

PARAPAN de Jovens - Brasil terminou em 1o lugar

Marcelo Régua/CPB/MPIX

 O Brasil conquistou, mais uma vez, o título de campeão geral dos Jogos Parapan-Americanos de Jovens, encerrado no início da noite de sábado, 19, em Buenos Aires, na Argentina. Os atletas brasileiros voltaram para casa neste domingo, 20, com nada menos que 209 medalhas, sendo 102 de ouro, 65 de prata e 42 de bronze. O país levou 136 competidores a Buenos Aires. A segunda colocação no quadro geral terminou com o México: 155 pódios (58 ouros). Os argentinos foram os terceiros, com 38 ouros de 133 medalhas. Para deixar a conquista ainda mais saborosa, o país fechou a participação no Parapan com uma goleada de 3 a 0 na Argentina, na decisão do Futebol de 7 (para paralisados cerebral), debaixo do sol forte da tarde do sábado. O Parapan de Jovens foi disputado em Buenos Aires desde quarta-feira, 14, por mais de 600 atletas de 17 países das Américas em dez modalidades: atletismo, basquete em cadeira de rodas, bocha, futebol de sete, goalball, halterofilismo, judô, natação, tênis de mesa e tênis em cadeira de rodas. Trata-se de um importante evento para revelação e desenvolvimento de jovens talentos no caminho para os Jogos Paralímpicos do Rio-2016. O desempenho brasileiro foi elogiado pelo presidente do CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro), Andrew Parsons. “Deixamos Buenos Aires com uma imensa satisfação pela performance irretocável de todos os nossos atletas. E a certeza de estarmos no caminho certo rumo ao quinto lugar no quadro de medalhas dos Jogos Paralímpicos do Rio-2016”, vibrou Parsons. Confira, abaixo, um resumo da participação do país em todas as modalidades: Atletismo A modalidade foi responsável por 61 das 209 medalhas brasileiras no Parapan. Os destaques do atletismo brasileiro em Buenos Aires foram Lorena Spoladore (classe T11), com três ouros e uma prata, e Mateus Evangelista (T37) e Verônica Hipólito (T38), com três ouros cada. O desempenho garantiu ao Brasil a liderança do quadro geral da modalidade. No total, a delegação brasileira do atletismo conquistou 38 ouros, 16 pratas e sete bronzes. Basquete em cadeira de rodas No sábado, último dia de competições no Parapan, o basquete em cadeira de rodas do Brasil massacrou os donos da casa para levar o ouro. Os incríveis 75 a 7 anotados pela seleção fecharam a impecável campanha brasileira de quatro vitórias nas quatro partidas disputadas. Antes da grande atuação na final, o Brasil já havia derrotado Colômbia (64 a 29), Venezuela (75 a 21) e Chile (104 a 14). Bocha Com duas medalhas de cada cor, a delegação brasileira da bocha dominou o quadro geral da modalidade. Os ouros ficaram com Itamara Galdino (classe BC3) e Maykon Douglas de Jesus (BC4). Lucas Araújo (BC2) e Alice Ribeiro (BC3) garantiram as pratas brasileiras. Os bronzes foram conquistados por Eliza Greice Alves (BC3) e Otavio Mendez (BC4). Futebol de 7 O futebol de 7 foi mais uma modalidade em que o Brasil arrasou a Argentina na final para ficar com o ouro. Com dois gols de Thiago Silva e um de Luiz Lima, a Seleção derrotou facilmente os donos da casa por 3 a 0. Assim como no basquete, o fut-7 brasileiro encerrou o Parapan com 100% de aproveitamento. Além da vitória contra os hermanos, o time comandado pelo técnico Paulo Cabral massacrou a Colômbia (11 a 1) e o México (6 a 1). Goalball A supremacia brasileira nos esportes coletivos seguiu no goalball. Mais uma vez, campanha irretocável e show de goleadas que garantiram o ouro ao Brasil. Para chegar ao título, a seleção derrotou a Argentina (10 a 0 e 12 a 2) e o México (18 a 8, 11 a 1 e 13 a 3, na final). Com o ouro, a equipe brasileira se recuperou do resultado conquistado no último Parapan de Jovens, disputado em Bogotá, na Colômbia, em 2009, quando ficou com a prata. Halterofilismo O halterofilismo brasileiro saiu da Argentina com quatro medalhas. A principal delas foi o ouro do mineiro Lucas Tavares (categoria até 59kg), de 17 anos, que levantou 121kg. Com o resultado, o jovem atleta superou em um quilo o recorde anterior da categoria, de 120kg. Além da medalha dourada de Lucas, o Brasil faturou, ainda, três bronzes na modalidade, conquistados por Marcos Gabriel Cruzato (até 49kg), Rafael Silva (até 65kg) e Mateus Silva (até 97kg). Judô Com três ouros e duas pratas conquistadas, o judô brasileiro liderou o quadro de medalhas no Parapan de Jovens. O Brasil subiu ao lugar mais alto do pódio com Kennedy Nogueira (categoria até 60kg), Abner Nascimento (até 73kg) e Luiza Oliano (até 48kg), campeã mundial juvenil da IBSA (sigla em inglês para Associação Internacional de Esportes para Cegos). As pratas vieram com Mike Bispo Ribeiro (até 66kg) e Nathan Relíquias (até 73kg). Natação A natação foi a modalidade que mais rendeu bons resultados ao Brasil. Os nadadores brasileiros conquistaram incríveis 111 medalhas, sendo 46 de ouro, 41 de prata e 24 de bronze. As piscinas do Centro Nacional de Alto Rendimento (Cenard) foram palco do domínio brasileiro, em especial de quatro jovens atletas que prometem brilhar nos Jogos Paralímpicos do Rio-2016. Talisson Glock e Ítalo Pereira, ambos de 18 anos, voltaram para casa com cinco medalhas de ouro. Lucas Mozela, de 15 anos, e Gabriel Tomelin, de 18, foram além e faturaram seis medalhas. O paulista Lucas levou cinco ouros e um bronze, enquanto o mineiro Gabriel conquistou cinco ouros e uma prata. Tênis de mesa Os mesatenistas do Brasil dominaram as disputas da modalidade e voltaram para casa com 15 medalhas na bagagem, sendo nove ouros, três pratas e três bronzes. Os títulos coletivos vieram na disputa por equipes masculinas (classes TT6-8 e TT9-10) e equipes femininas (TT3-5). Já os ouros individuais foram conquistados por Paulo Salmin, Guilherme Andrade, Leonardo Macedo Silva, Thais Fraga, Mylena Cordeiro e pela grande revelação do tênis de mesa brasileiro Bruna Alexandre. Tênis O tênis em cadeira de rodas foi a única modalidade em que o Brasil não conquistou uma medalha de ouro no Parapan de Jovens. O melhor resultado brasileiro na competição foi obtido por Millena dos Santos, de 17 anos. Além da prata de Millena, o Brasil levou, ainda, três bronzes no tênis em cadeira de rodas. Dois deles foram conquistados na disputa de duplas masculinas (classe aberta) e o terceiro veio com Fábio Neto, no masculino individual. fonte CPB.ORG.BR

domingo, abril 14, 2013