"Japhy e eu tínhamos meio cara de deslocados no campus por causa das roupas velhas e aliás Japhy era considerado excêntrico por ali, é bastante comum as pessoas que frequentam o campus universitário pensarem assim quando um homem de verdade aparece naquele cenário - faculdades não passam de uma escola que dá lustro à falta de identidade da classe média que habitualmente encontra sua expressão perfeita às margens do campus em fileiras de casas abastadas com gramados e um aparelho de televisão na sala e todo mundo olhando para a mesma coisa e pensando a mesma coisa ao mesmo tempo enquanto os Japhys do mundo saem à deriva no mato para ouvir a voz que grita na floresta (...) Toda essa gente passa o dia inteiro lçavando as mãos no banheiro com aqueles sabonetes cremosos que, em segredo, têm vontade de comer" (in "Os Vagabundos Iluminados").
quarta-feira, março 18, 2009
Conversas...
"Abri uma garrafa de vinho e ficamos batendo papo. Entre nós dois a conversa sempre fluia espontânea. Ela falava um pouco, eu prestava atenção, e depois chegava minha vez. Nosso diálogo era sempre assim, simples, sem esforço nenhum. Parecia que tínhamos segredos em comum. Quando se descobria um que valesse a pena, Cass dava aquela risada - da maneira que só ela sabia dar. Era como alegria provacada por uma fogueira. Enquanto conversavamos, fomos nos beijando e aproximando cada vez mais..." (BUKOWSKI, Charles - "A mulher mais linda da cidade")
Tears in Heaven
Would you know my name
If I saw you in Heaven?
Will you be the same
If I saw you in Heaven?
I must be strong
And carry on
Because I know I don't belong
Here in Heaven
Would you hold my hand
If I saw you in Heaven?
Would you help me stand
If I saw you in Heaven?
I'll find my way
Through night and day
Because I know I just can't stay
Here in Heaven
Time can bring you down
Time can bend your knees
Time can break your heart
Have you begging please
Begging please
Beyond the door
There's peace
I'm sure
And I know there'll be no more
Tears in Heaven
Would you know my name
If I saw you in Heaven?
Will you be the same
If I saw you in Heaven? (Eric Clapton)
If I saw you in Heaven?
Will you be the same
If I saw you in Heaven?
I must be strong
And carry on
Because I know I don't belong
Here in Heaven
Would you hold my hand
If I saw you in Heaven?
Would you help me stand
If I saw you in Heaven?
I'll find my way
Through night and day
Because I know I just can't stay
Here in Heaven
Time can bring you down
Time can bend your knees
Time can break your heart
Have you begging please
Begging please
Beyond the door
There's peace
I'm sure
And I know there'll be no more
Tears in Heaven
Would you know my name
If I saw you in Heaven?
Will you be the same
If I saw you in Heaven? (Eric Clapton)
sexta-feira, março 13, 2009
Saudade
Dói tanto
quando penso em alguém
que está do outro lado do mundo.
Dói um pouco mais
quando penso em alguém
que agora vive no hemisfério norte.
Dói mais ainda
quando penso em alguém
que vive numa cidade tão perto,
ou nelas que vivem aqui a meu lado.
Senti uma dor tão grande
nas inúmeras vezes
que pensei em alguém
de quem o tempo não me afastou.
Mas a dor
mais difícil de suportar
é a que sinto
quando penso neles
e me dou conta que não se trata
de tempo ou de distâncias...
quando penso em alguém
que está do outro lado do mundo.
Dói um pouco mais
quando penso em alguém
que agora vive no hemisfério norte.
Dói mais ainda
quando penso em alguém
que vive numa cidade tão perto,
ou nelas que vivem aqui a meu lado.
Senti uma dor tão grande
nas inúmeras vezes
que pensei em alguém
de quem o tempo não me afastou.
Mas a dor
mais difícil de suportar
é a que sinto
quando penso neles
e me dou conta que não se trata
de tempo ou de distâncias...
Aquela noite
Aquela noite
em que estivemos juntos.
Aquela noite
em que estivemos tão distantes.
Não sabia de teus gostos,
nunca ouvira tua voz;
te toquei a primeira vez,
como quem experimenta
a um licor.
Aquela noite,
quando te busquei,
carregava comigo
um oceano de ilusões.
E dali tracei
a rota mais simples
entre o que sonhara
e o que estava diante de mim.
Tua primeira expressão,
gesto e palavras,
horas de conversa;
teu sorriso,
teu beijo e o teu abraço.
Aquela noite...
em que estivemos juntos.
Aquela noite
em que estivemos tão distantes.
Não sabia de teus gostos,
nunca ouvira tua voz;
te toquei a primeira vez,
como quem experimenta
a um licor.
Aquela noite,
quando te busquei,
carregava comigo
um oceano de ilusões.
E dali tracei
a rota mais simples
entre o que sonhara
e o que estava diante de mim.
Tua primeira expressão,
gesto e palavras,
horas de conversa;
teu sorriso,
teu beijo e o teu abraço.
Aquela noite...
Noite profunda
Noite profunda,
em que estive sozinho,
transitando
as minhas ruas de sempre.
Noite profunda,
pela qual vaguei,
lugares sem endereço,,
destinos incertos,
estimulantes,
pessoas sem rosto.
Noite profunda,
na qual encontrei,
em teus olhos azuis,
um pouco de descanso.
em que estive sozinho,
transitando
as minhas ruas de sempre.
Noite profunda,
pela qual vaguei,
lugares sem endereço,,
destinos incertos,
estimulantes,
pessoas sem rosto.
Noite profunda,
na qual encontrei,
em teus olhos azuis,
um pouco de descanso.
quarta-feira, março 11, 2009
BUKOWSKI - I
"Fico feliz quando elas chegam
e fico feliz quando elas se vão.
feliz quando escuto os saltos
se aproximando de minha porta
feliz quando esses saltos
se afastam
feliz por foder
feliz por me importar
feliz quando tudo termina
e
desde que as coisas ou estão
começando ou terminando
fico feliz
a maior parte do tempo
e os gatos caminham pra cima e pra baixo
e a terra gira em torno do sol
e o telefone toca:
"é a Scarlet".
"quem ?"
"Scarlet."
"certo, pinta aí."
e desligo pensando
talvez seja isso
entro
dou uma cagada rápida
me barbeio
me banho
me visto
ponho o lixo
e as caixas cheias de garrafas vazias
pra fora
me sento ao som dos
saltos se aproximando
parecendo mais a aproximação de um exército
do que o som da vitória
é Scarlet
e na minha cozinha a torneira
continua pingando
precisando de concerto.
cuidarei disso mais
tarde." (Charles Bukowski - "Scarlet")
e fico feliz quando elas se vão.
feliz quando escuto os saltos
se aproximando de minha porta
feliz quando esses saltos
se afastam
feliz por foder
feliz por me importar
feliz quando tudo termina
e
desde que as coisas ou estão
começando ou terminando
fico feliz
a maior parte do tempo
e os gatos caminham pra cima e pra baixo
e a terra gira em torno do sol
e o telefone toca:
"é a Scarlet".
"quem ?"
"Scarlet."
"certo, pinta aí."
e desligo pensando
talvez seja isso
entro
dou uma cagada rápida
me barbeio
me banho
me visto
ponho o lixo
e as caixas cheias de garrafas vazias
pra fora
me sento ao som dos
saltos se aproximando
parecendo mais a aproximação de um exército
do que o som da vitória
é Scarlet
e na minha cozinha a torneira
continua pingando
precisando de concerto.
cuidarei disso mais
tarde." (Charles Bukowski - "Scarlet")
BUKOWSKI - II
"mulheres não sabem como amar,
ela me disse.
você sabe como amar
mas mulheres só querem
parasitar.
sei disso porque sou mulher.
hahaha, eu ri.
por isso não se preocupe por ter terminado
com Susan
porque ela apenas irá parasitar
outro homem.
falamos um pouco mais
então eu me despedi
desliguei o telefone
fui ao banheiro
e mandei uma boa merda de cerveja
basicamente pensando, bem,
continuo vivo
e tenho a capacidade de expelir
sobras do meu corpo.
e poemas.
e enquanto isso acontecer
serei capaz de lidar com
traição
solidão
unhas encravadas
gonorréia
e o boletim econômico
do caderno de finanças
com isso
me levantei
me limpei
dei a descarga
e então pensei:
é verdade:
eu sei como
amar.
ergui minhas calças e caminhei
para a outra peça." (Charles Bukowski - "Eu")
ela me disse.
você sabe como amar
mas mulheres só querem
parasitar.
sei disso porque sou mulher.
hahaha, eu ri.
por isso não se preocupe por ter terminado
com Susan
porque ela apenas irá parasitar
outro homem.
falamos um pouco mais
então eu me despedi
desliguei o telefone
fui ao banheiro
e mandei uma boa merda de cerveja
basicamente pensando, bem,
continuo vivo
e tenho a capacidade de expelir
sobras do meu corpo.
e poemas.
e enquanto isso acontecer
serei capaz de lidar com
traição
solidão
unhas encravadas
gonorréia
e o boletim econômico
do caderno de finanças
com isso
me levantei
me limpei
dei a descarga
e então pensei:
é verdade:
eu sei como
amar.
ergui minhas calças e caminhei
para a outra peça." (Charles Bukowski - "Eu")
sexta-feira, março 06, 2009
POSTERS I
O INTERNACIONAL voltou a empilhar taças em seu armário desde 2006. E com as conquistas, o torcedor voltou a colecionar "posters" das equipes campeãs. Desde então não consigo me conformar com a postura de nossos campeões nas fotografias oficiais.
.Cresci com as fotos dos times fantásticos de 75/76/79 nas paredes de meu quarto e me habituei a ver o pessoal do sistema defensivo atrás, de pé, braços cruzados e semblante sério; a turma do ataque vinha agachada e sempre na mesma ordem (iniciando pelo ponta direita - o eterno Valdomiro - e terminando pelo ponta esquerda). Aliás, essa a tradição desde os tempos do Rolo Compressor. A pose oficial revelava não só solenidade, mas, acima de tudo, respeito e orgulho de fazer parte da história do INTERNACIONAL.
.
Peço, encarecidamente, aos dirigentes do INTERNACIONAL que tragam de volta essa tradição. Não dá para aguentar um poster em que o atacante está em cima e um lateral na parte debaixo, em que os jogadores estejam rindo ou fazendo careta. Não dá. Poster é postura e postura ganha jogo! Faço um apelo pela volta à tradição.


POSTERS II'
Escrevi acima sobre a importância da postura dos atletas num poster. Fui rever uma matéria a respeito do clássico gNAL n. 375, que vencemos por 2x1 e no qual a imprensa e a própria torcida reclamou da falta de postura do time azul. Busquei as fotografias oficiais do INTERNACIONAL e de nosso rival. Veja e me diga, quem merecia vencer o clássico ?

segunda-feira, março 02, 2009
DOCE ROTINA
INTERNACIONAL 2x1 portoalegrense... CAMPEÃO DA TAÇA FERNANDO CARVALHO... 3 vitórias seguidas em clássicos gNAIS... NAÇÃO COLORADA CANTANDO EM PORTUGUÊS E FAZENDO FESTA... pijamada saindo do GIGANTE DA BEIRA-RIO quietinha.
DOCE ROTINA!!!.
sábado, fevereiro 28, 2009
NOITE TRÁGICA
DA MINHA SÉRIE DE TEXTOS ANTIGOS:
Vermelho de sangue, como se eu realmente tivesse os pulsos cortados. Tragédia, uma vitória que não se conquista. Ah, decepção, tudo errado, torto, declarações e atitudes, a vitória que não veio, o gol que não saiu.
Difícil! Vários gols imaginados, uma vitória construída apenas na ilusão, dentro de campo a vitória que não se conquistou. Trágico! Erros, declarações e atitudes, equívocos, a tradição posta à prova, a Nação enfurecida, corre-corre, reclamações, lamentos, choros, decepção. Trágica noite!
escrito em 13.novembro.2002, após derrota de 1x0 para o Cruzeiro no Beira-Rio que deixou o INTERNACIONAL a beira do rebaixamento para Segunda Divisão naquela temporada (que, obviamente, não se concretizou).
MERDA DE DIA
OUTRO TEXTO DA SÉRIE "ANTIGOS ESCRITOS":
O dia estava mais quente do que nunca.
Acordou tarde e olhou o céu azul pela janela. Sentiu que já acordara com o dia perdido. Atendeu o telefone, que tocava há mais de meia hora:
- Tchê, colé a tua ?
- Colé a tua o que fiadasputa ?
- Até aonde vais levar essa tua omissão ?!
- Tchê, não enche o saco!!! Vai tomar no teu cu...
- Vamos tomar um mate ?!
- Que horas são ?
- Putaquiuspariu, em que mundo tu vive meu ?! Três e meia!
- Tá, daqui a 15 minutos no Parcão.
- Combinado.
- Abraço.
Desligou e ficou mais dois minutos na cama, mas não conseguiu pensar em nada. Foi ao banheiro e não se reconheceu ao olhar no espelho. Mijou, passou uma água no rosto e escovou os dentes. Vestiu a bermuda que estava sobre a poltrona; colocou uma camisa, calçou o tênis e procurou a chave do carro antes de bater a porta de casa. Desceu, saiu do elevador e deu de cara com o porteiro, Délcio:
- E ai, foi longa a noite hein ?
- Tchê, a Marta já saiu ?
- Não, tá em casa, quer que eu ligue ?! Tá sozinha!
- Tô saindo. E teu time, cagaião ?!
- Ehehehehe! Tá bem né, final domingo.
- Ahahahah!!! Te prepara, vocês tão fudido!
E saiu pela porta rindo, enquanto o porteiro gritava lá de dentro: Marcelinho, Marcelinho... Ligou o carro e saiu cantando pneu. Não gostava daquilo, mas o carro sempre arrancava assim quando estava frio. Chegou no parque quarenta minutos depois que desligou o telefone. Estacionou, saiu do carro e, depois de trocar um ou com Paula, que saia do prédio, sentou na mureta. Apertou a mão dos convivas e recebeu a cuia. Sorveu o mate e pensou: "mas que merda de dia!!!"
escrito em 16.junho.2001, em Florianópolis, com barulho de chuva caindo na rua.
O dia estava mais quente do que nunca.
Acordou tarde e olhou o céu azul pela janela. Sentiu que já acordara com o dia perdido. Atendeu o telefone, que tocava há mais de meia hora:
- Tchê, colé a tua ?
- Colé a tua o que fiadasputa ?
- Até aonde vais levar essa tua omissão ?!
- Tchê, não enche o saco!!! Vai tomar no teu cu...
- Vamos tomar um mate ?!
- Que horas são ?
- Putaquiuspariu, em que mundo tu vive meu ?! Três e meia!
- Tá, daqui a 15 minutos no Parcão.
- Combinado.
- Abraço.
Desligou e ficou mais dois minutos na cama, mas não conseguiu pensar em nada. Foi ao banheiro e não se reconheceu ao olhar no espelho. Mijou, passou uma água no rosto e escovou os dentes. Vestiu a bermuda que estava sobre a poltrona; colocou uma camisa, calçou o tênis e procurou a chave do carro antes de bater a porta de casa. Desceu, saiu do elevador e deu de cara com o porteiro, Délcio:
- E ai, foi longa a noite hein ?
- Tchê, a Marta já saiu ?
- Não, tá em casa, quer que eu ligue ?! Tá sozinha!
- Tô saindo. E teu time, cagaião ?!
- Ehehehehe! Tá bem né, final domingo.
- Ahahahah!!! Te prepara, vocês tão fudido!
E saiu pela porta rindo, enquanto o porteiro gritava lá de dentro: Marcelinho, Marcelinho... Ligou o carro e saiu cantando pneu. Não gostava daquilo, mas o carro sempre arrancava assim quando estava frio. Chegou no parque quarenta minutos depois que desligou o telefone. Estacionou, saiu do carro e, depois de trocar um ou com Paula, que saia do prédio, sentou na mureta. Apertou a mão dos convivas e recebeu a cuia. Sorveu o mate e pensou: "mas que merda de dia!!!"
escrito em 16.junho.2001, em Florianópolis, com barulho de chuva caindo na rua.
quinta-feira, fevereiro 26, 2009
CAMPEÃO DE TUDO MESMO...
SOU IMPERADORES e COLORADO ATÉ MORRER!!!
Oh, Terra Mãe
PAPAI É O MAIOR, PAPAI QUE É O TAL
Feitos relevantes, senda de glórias, o vencedor
Clique aqui para ouvir o samba enredo
Matéria do Site do Inter.
"BATE MAIS FORTE O MEU CORAÇÃO
VERMELHO E BRANCO HOJE INVADE A CIDADE
SOU COLORADO, SOU IMPERADOR
NESSE MAR EU VOU, QUE FELICIDADE!
Oh, Terra Mãe
Do futebol, do carnaval, da fantasia
Na Terra Mãe
Um grande clube, Internacional nascia
De uma família surge um sonho a desbravar
De uma multidão concretizou
Batalhas e batalhas nos gramados
Brilhou, brilhou, brilhou...
Nos Eucaliptos, o palco da magia.
Rao hilariante
Fazia o Rolo Compressor vibrar
Com a maior torcida do Rio Grande
PAPAI É O MAIOR, PAPAI QUE É O TAL
CANTA FORTE A GALERA, PULA SACI!
É DIA DE FESTA, DELÍRIO TOTAL
VAMO, VAMO INTER! FAZ O GIGANTE EXPLODIR
Feitos relevantes, senda de glórias, o vencedor
Colorado, celeiro de craques
O mundo conheceu o teu valor
E hoje o centenário se anuncia
Imperadores, vem te homenagear
A escola de bambas, resistência do samba
Orgulho da cultura popular
Vem "Povo Meu" comemorar
Que ainda resta um lugar na nossa escola
Desça da arquibancada e caia na folia
150 anos de alegria."
Clique aqui para ouvir o samba enredo
Matéria do Site do Inter.
terça-feira, fevereiro 24, 2009
APROXIMAÇÃO
Nos olhos castanhos, meio avermelhados pela conjuntivite recente, enxerguei a pureza da criança.
Nas palavras ditas pela voz meiga e suave conheci a sinceridade da criança.
Nos traços franzinos e esbeltos espiei a beleza da criança.
Nas atitudes impensadas e repentinas compreendi a ingenuidade da criança.
Nos gestos espontâneos senti de perto o carinho da criança.
escrito em 10.outubro.1996.
Nas palavras ditas pela voz meiga e suave conheci a sinceridade da criança.
Nos traços franzinos e esbeltos espiei a beleza da criança.
Nas atitudes impensadas e repentinas compreendi a ingenuidade da criança.
Nos gestos espontâneos senti de perto o carinho da criança.
Desde que a conheci, passei a observá-la no seu modo de olhar, falar, andar, pensar e agir. Tentei entendê-la! Algumas vezes vacilei na intenção de conquistá-la, como se algum mal me pudesse causar. Esqueci que a criança, quando se deixa levar, é porque de nós quer se aproximar. Desisti de entendê-la! Resolvi deixar a vida e o tempo nos apresentar, para que se for essa a sua vontade possamos um dia nos amar.
escrito em 10.outubro.1996.
sexta-feira, fevereiro 20, 2009
quinta-feira, fevereiro 19, 2009
Adiós Pampa Mía
Adios, pampa mia!...
Me voy... Me voy a tierras extrañas.
Adios, caminos que he recorrido,
rios, montes y cañadas,
tapera donde he nacido.
Si no volvemos a vernos,
tierra querida,
quiero que sepas
que al irme dejo la vida.
Adios!...
Al dejarte, pampa mia,
ojos y alma se me llenan
con el verde de tu pasto
y el temblor de las estrellas.
Con el canto de los vientos
y el sollozar de vihuelas
que me alegraron a veces
y otras me hicieron llorar.
Adios... Pampa mia!...
Me voy camino de la esperanza.
Adios, llanuras que he galopado,
sendas, lomas y quebradas,
lugares donde he soñado.
Yo he de volver a tu suelo
cuando presienta
que mi alma escapa
como paloma, hasta el cielo...
Adios!...
Me voy, pampa mia!...
Adios!... (Mariano Moraes e Francisco Canaro)
Me voy... Me voy a tierras extrañas.
Adios, caminos que he recorrido,
rios, montes y cañadas,
tapera donde he nacido.
Si no volvemos a vernos,
tierra querida,
quiero que sepas
que al irme dejo la vida.
Adios!...
Al dejarte, pampa mia,
ojos y alma se me llenan
con el verde de tu pasto
y el temblor de las estrellas.
Con el canto de los vientos
y el sollozar de vihuelas
que me alegraron a veces
y otras me hicieron llorar.
Adios... Pampa mia!...
Me voy camino de la esperanza.
Adios, llanuras que he galopado,
sendas, lomas y quebradas,
lugares donde he soñado.
Yo he de volver a tu suelo
cuando presienta
que mi alma escapa
como paloma, hasta el cielo...
Adios!...
Me voy, pampa mia!...
Adios!... (Mariano Moraes e Francisco Canaro)
quarta-feira, fevereiro 18, 2009
VERDADEIRA FACE DA DESTRUIÇÃO

A campanha lançada em conjunto por 10 organizações sindicais de servidores públicos do Estado do Rio Grande do Sul é a mais criativa e eficaz manifestação democrática que vi nos últimos tempos em nosso país. A reação despropositada do Palácio, vestindo a carapuça (no jargão popular) apenas corrobora tudo o que é dito e afirmado pela campanha; a resposta palaciana, autoritária, demonstra que nossos gestores não tem capacidade de conviver com a diferença e com opiniões contrárias.
Manifestações como essa reforçam a democracia e obrigam os governantes de plantão a respeitar postulados mínimos em suas atividades. A fiscalização permanente da administração pelo povo é um dos postulados mais caros do sistema democrático. E o governante de plantão que se sente ofendido com as cobranças revela sua face autoritária, não há como adjetivar de outra forma. Estão de parabéns os sindicatos. E a população riograndense tem o dever de se engajar nesta campanha.
Viva a democracia e viva a liberdade de expressão!
ps. o site CEL3UMA - Jornalismo Subversivo abordou de forma excelente e independente o episódio. Vale a pena conferir.
segunda-feira, fevereiro 09, 2009
DA-LHE COLORADO!
Com Nilmar em campo, nao há placar em branco. O "homem gNAL" fez vítimas novamente!
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